[01 x 03] - Assuntos de Família

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[01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Admin em Ter Jan 12, 2016 2:55 pm



Surgem pequenas tensões entre a chegada de Dean e a maneira como Victor ve ele no grupo. Entretanto é preciso serguir em frente. Enquanto eles seguem rumo a um caso que parece longe do convencional, Victor vai ao encontro do conselho de anciões de sua tribo que parece alerta-lo a respeito de um perigo desconhecido e que persiste não apenas devido ao seu pai, mas a gerações mais antigas e agora vai cair diretamente sobre seus ombros. E que não vão descansar enquanto toda sua linhagem estiver extinta...

Realmente não parece demorar uma vez que Lobisomens são os responsáveis pelos ataques que o grupo tenta impedir. Apesar do sucesso, mais pergunta surgem com essa nova empreitada. Enquanto Anne parece não ter respostas do que aconteceu, Victor parece relutante em querer saber o que realmente faz com que seja perseguido...

Resta saber por quanto tempo.


1 semana depois...

DEAN
--------------

É difícil explicar como começou Dean. Você sequer sabe o que aconteceu...E se aconteceu. O fato é que cada dia esta mais claro. Algumas decisões são tomadas quase que em caráter automático. Livros que você pega nas estantes. O momento de parar de ler. Respostas a algumas perguntas. Após algum tempo você começa a perceber mas...Faz pensar em todas as vezes que não percebeu o que aconteceu.

Mas o que aconteceu na verdade?

Ninguém disse que é pouco confuso.

Talvez seja apenas coisa da sua cabeça.

Entretanto...Fica complicado de acreditar nisso a medida do tempo. Especialmente a dois dias atrás quando você se acordou em um dos quartos. Sentado ao chão e cercado de livos semi-abertos. Livros que você sequer sabia ler ou interpretar, parecendo mais uma adolescente em uma sessão de estudos. Uma adolescente sonambula?

Ao menos agora você sabe que não esta ficando louco...

VICTOR
----------------

Por partes xerife: O problema do conselho é que eles encontram, e não são encontrados. Mas claro que suas fontes não iam deixa-lo na mão. Ao mesmo tempo que tentam entender o que aconteceu, acontece um raro momento de boas notícias: Em primeiro lugar, no que diz respeito a Anne não demora muito para que lhe seu misterioso contato telefonico indique alguém que vai saber responder o que precisam. A primeira boa notícia.

A segunda boa notícia é que é no caminho para a questão da pulseira. E Anne...É teimosa. Ela iria sem você. Se você a amarrasse no porão ela roeria as cordas e iria de qualquer forma. Contudo, eis que entra a nossa terceira boa notícia: Além de ser muito bem recomendada devido a uma ficha extensa, é alguém que você ja cruzou o caminho...


- Relaxa V. Eu a Anne vamos ter um pouco de diversão de garotas e falar com alguém que vai nos dizer o que acontece com ela.

Todos lembramos de Faith Lehane?

- Eu levo ela de volta inteira. Apareça uma hora dessas para um café...Da manhã?

A ultima frase não pode ser ouvida por uma Anne ja do lado de dentro, uma vez que Faith faz toda questão de falar mais baixo a ultima frase. Ela contudo não fica esperando muito uma resposta caso esta não venha, e logo levanta a mão em um aceno e fecha a porta.

Em nossa boa notícia final, apesar do conselho estar...Aparentemente no meio do nada, existe um "dos seus" que pode ajudar. Ele é um "índio moderno" como você, ensina tradições antigas de tribos americanas em uma faculdade do estado e seu pai e você se encontraram meia duzia de vezes. Sequer é preciso inventar desculpas.

E ele não tem perguntas.

- Curioso...Existem evidências de tribos inteiras que se tornaram Licans...E parece ser o caso. A pulseira em si não tem poderes, mas é algo como uma relíquia, um item ritualístico. Deve ter algumas centenas de anos pela importância que dão para ela...

O homem ja em idade avançada usava uma daquelas lentes para observar detalhes em joias, mas logo devolvia a pulseira em suas mãos, antes de completar:

- O meu lado professor diria para você esconde-la, guarda-la ou conserva-la. É um item histórico, tem um valor inextinguível e é insubstituível. Entretanto...Meu lado que sabe mais do que ocorre diria para jogar na lareira agora mesmo.


E olhava para o fogo na sala onde estavam.

Porque problemas atraem problemas.

E isso você sabe muito bem.

ANNE
---------------

O que aconteceu Anne? Você não sabe. Não queria tanto um arco e flecha? Que você tenha efetuado aquele disparo parece a coisa mais racional, ja que nada que registrou o momento não foi completamente apagado pela intensidade da luz. Entretanto algumas respostas parecem estar prestes a surgir...

Da outra garota que conhecemos que tem um arco.

Após Faith se "despedir" de Victor ela logo fecha a porta. Parece uma cabana semelhante a de Burton, talvez um pouco menos organizada mas com certeza não tem nenhum toque "feminino". Faith logo olha para você e sorri daquele jeito de uma adolescente que adora problemas, parando na sua frente e olhando você de cima a baixo:

- Entãoooo... Porque não me conta o que aconteceu? Sabe, para termos um ponto de partida?

Boa sorte Anne.

ALISSON
---------------

O pouco que você sabe sobre Burton é que ele era um velho bem paranóico.

Armas, livros, cabana no meio da floresta.

E pelo visto, ele mantinha a forma.



De qualquer forma, você e Dean ja haviam anteriormente ja haviam falado sobre brincar de mestre e padawan. Como as coisas aparentemente andam bem tranquilas, talvez seja uma boa hora para vocês dois aprenderem algumas coisas que lhe ajudem da próxima vez que um lobisomem cair emcima de você durante um show.

Dean parece um pouco abatido nos últimos dias, mas esta disposto a ajudar.

Boa sorte para vocês também.


Última edição por Admin em Qua Jul 27, 2016 12:51 am, editado 1 vez(es)
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Allison Reynolds em Dom Jan 17, 2016 7:25 pm

Havia certa preocupação com Anne, depois do acontecido. Mas, também deveriam comemorar um pouco, certo? A missão tinha sido concluída, Cora estava salva, e Allison havia "lutado" com um lobisomem e saído apenas com leves escoriações. Ah, e o coreógrafo agora tinha seu telefone, embora ela nem tivesse perguntado o nome dele. Nunca daria certo, mesmo.

Por isso, assim que eles retornaram da missão a única coisa que Allison pediu ao grupo foi UMA NOITE de trégua.  E não Victor, ela não aceitava um não como resposta u_u E que passassem no mercado e comprassem cervejas. E talvez... pizzas. Porque... eles mereciam, simples assim. E então eles puderam sentar na sala da cabana, conversar e rir como se fossem... pessoas normais?

- ... Então a nutricionista chegou bem perto de mim e disse que a partir de agora eu teria que comer só soja. - Allison ria antes de voltar a tomar a cerveja. Porque era bom que, no final das contas, todos eles estavam bem. E isso merecia ser comemorado. Allie inclusive ia relevar qualquer piada sobre a roupa da apresentação ou a dança. Sério.

---

O volume alto dos fones preenchia todo o silêncio do quarto escuro. Os sentidos estavam um pouco entorpecidos devido a quantidade de cervejas que tomara.


Allison estava deitada na cama, com o notebook no colo. Os olhos corriam pela tela enquanto seu rosto não manifestava nenhuma emoção. Lia os comentários de seu site... Aliás, há quanto tempo não entrava nele? Era engraçado olhar aquilo, era como se ela estivesse vendo uma pessoa diferente ali na internet. Aquela não era mais ela. Sentia saudades da vida "despreocupada"? Talvez.

Mas talvez tivesse encontrado um propósito. E... não havia porque deixar certos rastros. Pessoas iam tentar ferrar com eles, certo? Já haviam tentado antes.

Os dedos digitaram a mensagem que já estava pensando em enviar havia muito tempo, e então ela enviou a mensagem, pedindo para o host tirar o seu site do ar. Deixou um notebook de lado, e ainda com os fones, adormeceu.

-----

Com certeza existiam muitas questões e conflitos a serem resolvidos nos próximos dias.

Mas, definitivamente ela não queria se meter entre as brigas de Dean e Victor. Por que? Oras, ela gostava dos dois. E entendia os motivos dos dois.

Allison gastaria boa parte desta semana vendo os livros que Burton tinha ali. Era uma boa ideia estudar demonologia, com certeza. Claro que passaria uma parte do tento observando SEU livro também, embora ainda não entendesse como funcionava, ainda, tentar não ia fazer mal, certo?

Era idiota que ela tivesse relutado em entregar a pulseira pro Vic? Ok ela sabia que era o certo a se fazer e que ficar com aquilo só traria problemas. Mas talvez ela tivesse se afeiçoado UM POUCO à Cora. Embora NUNCA NESSA VIDA fosse admitir isso.

Mas entregou a pulseira para ele. - Toma cuidado pra nada te seguir enquanto você leva essa coisa, xerife.

Anne já iria junto? Ok, Allison estava ligeiramente preocupada ao se despedir dela. - Anne, qualquer coisa que você precisar, me liga. Eu vou correndo, prometo. E, ahn... se cuida, sua boba. Não saia por aí disparando flechas brilhantes e desmaiando, compre um arco de verdade.

E então, agora era ela e Dean. Allie percebera que o policial estava meio estranho. Ele parecia cansado. Mas era só isso?

Allison descobrira que Burton mantinha praticamente uma academia ali, então ela queria treinar. Se não fosse Anne, provavelmente aquele lobisomem a teria matado. Ela ainda era muito inexperiente. Bom, Dean já havia oferecido ensinar defesa pessoal para ela, então ela se aproximou dele e...

- Posso virar sua discípula, mestre? - ok, ela começou a rir, e sentou-se próxima a ele. - Dean, no show da Cora aquele lobisomem quase me matou. Você tinha mencionado que poderia me ensinar defesa pessoal. Gostaria de saber se tem como você me ensinar a não morrer caso alguma coisa muito forte me ataque e eu esteja desarmada.
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Dean Hartigan em Seg Jan 18, 2016 3:21 pm

Definitivamente, Dean não demonstrava desgostar de Victor. Talvez ele tivesse seus métodos que Dean discordava... Dean tinha os seus próprios, que Victor possivelmente também discordava. De fato, não ligava... o problema seria no dia em que Victor aplicasse os seus métodos contra algum inocente... aí, eles teriam de deixar o lado caçador de lado. Porque Dean tinha uma certeza: caçador de criaturas sobrenaturais: Ok! Assassino: Not OK!

Ele topou relaxarem e tomarem todos uma cerveja juntos. Dean não era abstêmio, mas também não era de encher a cara. Ele riu com a história de Allie, mas teve pena dela também.



Dean: Só soja? Sério? Deus, me botem uma bala na cabeça se isso acontecer! Hahaha!

Tinha acabado de chegar as costelas com barbecue que ele pediu. Olhou para Allisson como se estivesse provocando.

Dean: Eu ia até te oferecer, porque elas desmancham na boca, mas... hey! Nah... nada de soja nessas costelas, Allie. Desculpe.

Cara, como você era mal...

---------------------------------------------

Quando chegaram na cabana, Victor e Anne se despediram para seguirem um certo rumo. Dean e Alisson permaneceram na cabana.

Dean Hartigan não era exatamente o cérebro daquela operação. Ele demorava a digerir todo aquele lance sobrenatural, mesmo tendo lido nos livros de Burton que as criaturas que mataram toda a sua equipe eram zumbis sobrenaturais, e não pessoas infectadas por raiva.

Sendo assim, ele passou a maior parte do tempo malhando e treinando no saco de areia, além de praticar tiro todos os dias e encomendar uma submetralhadora MP5 e um rifle de precisão Barrett 0,50mm. Por ser policial e ter registro de atirador, não era difícil encomendar um desses nos EUA. Ele também conseguiu com um de seus contatos uma Glock 22 de numeração legal e um registro de atiradora para Alisson.

Quando ela veio conversar com ele, Dean já estava no saco de areia, na varanda. Era mais fresco treinar lá.



Ele parou o saco de areia e olhou pra ela. Ok... ela estava decidida. E as razões para ela eram muito boas. Tem técnicas que só policiais ensinam para policiais. A explicação era simples: Bandidos não podem saber. Só que a situação era diferente... Porque eles lutavam contra coisas piores do que bandidos!

Dean: Claro... eu posso te ensinar. Você sabe ao menos dar um soco nisso aqui?

Não estava sendo prepotente. Queria ver qual era o nível da garota.

Dean: Certo... vamos ter muito trabalho pela frente. Eu já vi que força não é o seu foco, mas mesmo assim, você vai ter de trabalhar os músculos. De qualquer forma, vamos focar onde você vai minimizar a desvantagem do tamanho... Alavancas e chaves. Mas antes...

Ele andou até uma caixa de correio que havia chegado naquela manhã. Pegou ela e a entregou para Allison.

Dean: Aquele revólver que você usa é uma porcaria. Eu pedi uma glock 22 pra você. É uma pistola muito confiável... Atira suja de lama, entupida de areia e até molhada. É mais leve e tem um coice menor... também pedi uma licença de atiradora pro clube de tiro da SWAT de Nova York pra você... agora se te pegarem com essa arma, você não vai presa. Espero que goste.

A pistola tinha um toque especial. Tinha uma borboletinha grafitada no cabo da arma, enquanto que na de Dean tinha a caveira do Justiceiro no primeiro filme. Não dava pra saber se era um toque carinhoso ou um deboche.

Dean: Bem... Vamos começar. Vamos até o tatame pra eu te mostrar alguns golpes.

Dean iria focar em chaves de braço e derrubadas, para que Alisson pudesse se defender melhor, mesmo sem ser muito forte. Eram técnicas básicas de jiu jitsu brasileiro e krav magá.
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Annelisa Deveraux em Qui Jan 21, 2016 4:50 pm

Gente, de verdade... ela ainda estava meio perdida depois daquele show.

Pelo que o grupo lhe contou, depois de toda a confusão, era que tinha simplesmente desmaiado e um clarão surgiu de onde estava, e por Anne não se recordar, dava para concluir que apagara antes do mesmo aparecer. Só mais uma coisa super estranha entre tantas as outras... Sem contar que quase quebrou uma costela por causa daquele lobisomem idiota, mas talvez o problema estivesse em sua cabeça... literalmente. Bateu tão forte que ficou doidinha, só pode.

Se Burton falou mesmo com ela... porque então, sei lá, não veio explicar o que aconteceu após eles terem conseguido cumprir a missão?

Sendo alucinação ou não, Anne só tinha certeza de uma coisa: a voz tinha sido muito real.

Real demais para ser só fruto de uma imaginação fértil...

Allison pediu uma noite de descanso e Annelisa aceitou a sugestão de cara. E mesmo que não fosse chegada em bebidas alcóolicas, ela acompanhou o pessoal na cerveja e comeu pra caceta. Porque estava nervosa, angustiada, ansiosa... e também meio temerosa. Bora descontar na comida! Anne morria de rir com as histórias da amiga, ao ponto dos olhos lacrimejarem, ainda mais quando falaram da roupa que ela usou.

- Mas você ficou sexy, Allie! Com soja ou sem soja... - piscou, rindo em seguida - Me dá mais costelinha aí...

[...]

A semana passou sem "grandes" acontecimentos, e eles, aos poucos, decidiam o que fazer, inclusive com a pulseira. E também encontraram uma ajuda para o probleminha de Annelisa.

Claro que ela bateu o pé, dizendo que iria...

Certamente não tinha muito crédito, mas precisava fazer algo sobre isso, e mostrar aos amigos que eles poderiam confiar nela.

Não queria ser um erro.

Sorriu para Allison diante de sua preocupação.

- Pode deixar, Allie! Prometo que tomarei cuidado. E eu nããããão dispareeeeeei... - coçou a nuca - Não que eu me lembre, mas pretendo descobrir. De qualquer forma, não vou deixar de manter contato, 'tá bem? - deu um rápido abraço e acenou para Dean - Hey, cuida da Allie!

Não gostava dessa ideia de se separarem, porém era necessário.

Logo, ela e Victor foram para o endereço dito por Faith. Era bom encontrar um rosto conhecido, mesmo que não soubesse praticamente nada sobre ela. Quando chegaram, Anne respirou fundo e desceu do carro. Mas falou com Vic antes de Faith se aproximar.

- Segue pela sombra, xerife... e fica sossegado. Vai dar tudo certo - deu um sorrisinho de canto - A gente se vê em breve.

E o sorriso se estendeu para Faith assim que ela chegou.

- Vou esperar lá dentro...

Sim, vai ser divertido...

Né?

No interior da cabana, deu uma olhada superficial, e realmente... não parecia que uma garota vivia ali, embora tal observação não seja uma crítica. Distraída, levou um susto quando Faith apareceu, chegando a arregalar os olhos e fazendo aquela expressão de criança que é pega no flagra.

Anne acenou com a cabeça e começou a dar uma resumida sobre a missão, Cora, os lobisomens, e até mesmo do "chega pra lá" que sofreu do idiota lá.

- ...daí, eu estava lá em cima, até que vi a Allie sendo atacada! Mas para todos, não passavam de movimentos da coreografia, fala sério! Os meninos também tiveram sérios problemas. Mas de repente... eu escutei a voz do Burton. Sabe... Na minha cabeça. "Feche os olhos, se concentre... e deixa o resto comigo". Bem... foi o que eu fiz. É a última coisa que me lembro, Faith. O pessoal disse que um clarão veio da minha direção, como se eu fosse a responsável, só que não é possível porque capotei em cima da mureta... o que também não sei como aconteceu.

Ela suspirou enquanto cruzava os braços.

- A luminosidade parecia uma flecha, pelo que disseram...

Fleeeeecha.

- Acho que bati a cabeça muito força...



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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Sex Jan 22, 2016 9:56 pm

Ele nunca recusaria seu pedido, Allie.

Mesmo que Dean o tivesse feito, ele não recusaria.

E Dean, desculpe, mas tá sendo difícil engolir você. Mas me dê um pouco de tempo, ok? Não sou do tipo exatamente sociável.

Pergunte as garotas.

De qualquer forma, Victor até pagava pelas cervejas e pizzas.

De onde vinha o dinheiro do caçador? Bom, melhor vocês não saberem.

Fato é que dinheiro não era um problema, ao menos na maioria das vezes.

Manteve-se junto com o grupo, quieto na maior parte do tempo, apenas rindo ou sorrindo conforme os outros conversavam e falavam.

Após algumas horas, simplesmente pediu licença e os deixou sozinhos, indo até seu Bronco.

Passou boa parte trabalhando no motor do carro, enquanto ainda tomava cerveja e fumava alguns cigarros.

Ele havia sido criado para ser assim.

E o era, em sua essência.

Um lobo solitário.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Mantinha os olhos em Anne.

Por mais que a garota sempre tivesse se virado, ele ainda a achava frágil demais para aquela vida.

E o instinto de proteção falava bem mais alto em relação a ela do que Allison.

Suspirou quando ela falou com ele.

- Apenas fique atenta, ok? E me mantenha informado… - Pediu, correspondendo com um sorriso mais do que leve.

Fez um afago no ombro de Anne, de um modo um tanto sem graça, e logo Faith chegava.

De um modo estranho, confiava na caçadora.

Mesmo que não tivesse sido ela que tinha salvo nosso rabo, ela já o tinha feito, e merecia todo crédito.

Acenou com a cabeça de modo afirmativo, mantendo as mãos nos bolsos da calça.

As acompanhou até o carro, e quando foi fechar a porta do carro para Faith, ela falava aquilo.

O sorriso dele se abria conforme os olhos dele procuravam os de Anne.

- Adoraria… Cuidem-se, ok?

E então afastou-se do carro, o observando partir.

Garotas diretas daquele modo resumiam bem a vida amorosa de Victor.

Caçadores não tinham muito tempo para relacionamentos… Mas, nada os impedia de relaxar um pouco, não?

Fato é que as mulheres que ele ficou se resumiam a isso. Uma noite longa e um rápido café da manhã.

Após elas partirem, dirigiu-se ao Bronco.

E após alguns minutos, estava na universidade falando com Elan.

- É… Estranho se arriscarem tanto por uma relíquia, afinal a garota estava no meio de um show… - Ele dava de ombros – Obrigado pela ajuda, Elan. Não pretendo queimá-la, ao menos não agora… Se era tão valiosa assim para eles, tem que ter algo por trás que não estamos enxergando. De qualquer forma, muito obrigado.

Por nada.

Enfiou a pulseira no bolso e, caso Elan não falasse mais nada, voltaria pra cabana.

Tinha que ter alguma coisa por trás daquela maldita pulseira.

Mas caso não a descobrisse, a queimaria sim.

Mas com a anuência de Allison.

Não parecia certo torrar aquela coisa sem ela por perto.
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Admin em Sab Jan 23, 2016 4:11 pm

Que bonito, todos comemorando...Mas o que exatamente?

O desaparecimento de Blair? Talvez a morte de Burton...Não eu ja sei: As respostas que vocês não tem.

Talvez por isso Victor prefira ficar sozinho, ele sabe que importante para vocês, pois não sabem bem no que se meteram.

Porque desmaiam, porque são sonâmbulos ou porque não conseguem ler um livro.

Mas se vocês realmente acham que merecem...

Parece apenas que estão querendo "não pensar" nos seus problemas.

E acreditem: Vocês tem problemas!

ALISSON E DEAN:
----------------

Que bonitinho...Olha eles até treinam e trocam presentes!

Porque não fala para sua amiguinha que você anda bancando o sonambulo Dean? Com certeza vai significar bem mais para ela confiar em você. Mas ei, não estou julgando! Até mesmo porque é bem complicado explicar algo que nem você entende muito bem porque esta acontecendo. Ah sim Alisson, pelo visto você não quer mais sua "fama", então basta apenas esperar que todo o cache do site seja apagado. Medida de segurança sabe? Você nem imagina quantas pessoas apagam seus sites e depois mudam de idéia...Mas isso vai ser resolvido dentro de algumas poucas semanas.

Mas vamos focar no presente: Enquanto Alisson aprende melhor como derrubar e cair, pouco tempo se passa naquela cabana em meio a lugar algum que vocês agora tratam como casa, cada um por suas próprias razões. Entretanto, a mesma tem uma série de segredos ainda por serem esclarecidos mas uma coisa é certa: Estão perfeitamente seguros, o local esta completamente protegido.

Ou é o que se pensava.

Batidas na porta.

O barulho, e a idéia de alguém bater na porta de uma cabana naquele local é tão ABSURDO que vocês ficam em silêncio e esperam, enquanto novas batidas surgem na porta. As batidas são lentas, tranquilas. Ninguém esta tentando derrubar a porta ou nada. Claro que isso não ajuda, e vocês se olham pensando quem diabos iria até la e com que intenção...

Talvez Burton goste de visitas.

Podem pensar com calma no que fazer, ninguém vai a lugar algum mesmo...

ANNE:
-----

Resumo Anne? Resumo?

Faith pensou quanto tempo você levaria para contar sobre seu primeiro baile de formatura. A caçadora ficava olhando para você, e após perceber que você realmente ia precisar de algum tempo ela se sentava em uma poltrona. Durante a sua narrativa, ela olhava para cima, se levantava, ia até a geladeira pegar uma cerveja e voltava mas se interromper. Quando você finalmente acabava ela voltava os olhos em sua direção e esperava uns segundos, apenas para garantir que você teria mesmo acabado:

- Nossa Ann...Vocês realmente parecem estar se divertindo. - Ela se levantava e parecia pensar um pouco sobre o assunto, especialmente na parte que mais interessava que era a questão da flecha. - Não, eu não acho que bateu com a cabeça. Acho que na verdade isso parece algo mais envolvendo...Magia ou qualquer coisa assim. Qualquer um pode disparar uma flecha sem um arco, mas uma flecha de luz carbonizadora? Parece mais difícil...

E antes de uma resposta ela instalava os dedos:

- Já sei o que fazer! Eu conheço a pessoa certa que vai nos ajudar, eu dou um telefonema e ela vai nos encontrar agora mesmo. Claro, não aqui. Vamos a um lugar mais divertido. Ja faz algum tempo que não vou no Bronze...Mas você não pode ir assim.

Ela parava e cruzava os braços, olhando a roupa da garota de cima a baixo, sorrindo.

É Anne, hora de ser um pouco menos careta.

- Vem. - E sem resposta ela lhe puxava pela mão levando escada acima. E nossa ela era forte. Antes que percebesse, estava em um quarto e Faith basicamente "vomitava" o armario emcima dela e da cama, onde haviam dezenas e dezenas de dezenas de roupas mais o estilo...Faith. Curtas, rasgadas, pretas, ousadas que fariam mães infartarem e garotos lhe comprarem bebidas a noite toda. - Experimenta alguma coisa! Deve ter algo que você goste.

Anne...Eu não sei o quão "puritana" você é mas...Antes que percebesse Faith ja estava olhando uma série de blusas e de costas para você, enquanto tirava a dela e olhava a si mesma no espelho, segurando pelo cabide colocando outros modelos a frente do corpo, indiferente a visão que você tinha das costas dela apenas com as alças do Sutiã.

Talvez não tenha sido assim uma idéia tããão boa.


VICTOR
--------

Bem foi uma viagem considerável até encontrar Faith e Anne "trocar de carro", e mais uma viagem consideravel até encontrar Elan. Falando nisso, o mesmo consentia e não fazia sinal nenhum de que iria debater sobre aquilo. Ja estava bem afastado daquela vida e seus problemas eram unicamente e exclusivamente seus, de forma que cabia a si decidir o que era melhor de fazer:

- Bem, é difícil saber ao certo. Licans são criaturas um tanto orgulhosas, tendem a subestimar o que podemos fazer. - Ele se aproximaria de Victor e apertava sua mão antes de partir. - Talvez seja uma boa ideia, acho que não é possível que atraia mais problemas! Apenas tenha cuidado sim?

E sem grandes cerimônias, isso era tudo que havia a ser dito, a medida que Victor reiniciava sua viagem em direção a cabana. Poderia fazer a mesma sem dormir, ja que não era la muito seguro deixar Dean e Alisson la sozinhos. Ainda estava nos limites da cidade, aproximando o Bronco no que deveria ser o ultimo semáforo antes de finalmente pegar a estrada quanto algo lhe faz freiar a uma distância quase que tarde demais: Uma garota com apenas um dos sapatos e vestido rasgado. Ela parece tão surpresa quanto você e se vira na direção do vidro do carro: Ela respira rapidamente a poucos metros, parece esgotada, confusa, até demais ja que sequer consegue pedir por ajuda.

Afinal até aonde você ve, ela parece muito bem precisar de ajuda:

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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Annelisa Deveraux em Qua Jan 27, 2016 5:55 pm

Apesar de estar ali, sua mente ainda pensava nos companheiros e era impossível não ficar preocupada com cada um deles... Nesse pouco tempo, acabaram realmente criando fortes laços. A situação com Dean era recente, e mal o conhecia, mas isso não a impedia de também desejar que ele ficasse bem, de verdade. E agora, ele era parte do grupo.

Mas vamos nos concentrar, sim? Porque a melhor forma dela ajudá-los é conseguindo informações.

E sim, RESUMO, Faith, RESUMO! Melhor sobrar do que faltar, concorda? ù.ú Aliás, mesmo falando tanto, deixou certas partes de fora, como a sensação de estar sendo vigiada, mas que Annelisa não julgou ser importante pelo fato da semana em que aconteceu ter sido complicada e estranha demais.

- Não se pode chamar exatamente de diversão... - ela suspirou - E também acho que não bati a cabeça com tanta força assim - mas... magia? Errou de pessoa... A bruxa é a Allie, já que o livro doido lá 'tá com ela... - Magia? Eu? Talvez eu precise apenas de um exorcismo. Não, desculpa... Acho que tenho que falar outra coisa, Faith...

É, outra coisa...

- Essa não é a primeira vez que Burton... aparece, mesmo depois de morto - respirou fundo - Lembra daquela noite no bar? Em que a gente se conheceu? Então, a Allie e o Vic foram na frente, e me deixaram no carro. Quando eu olhei pelo retrovisor, o vi. Era o Burton. Mas foi muito rápido... Tão rápido que nem parecia verdade...

Logo ela falava sobre conhecer alguém que poderia dar uma forcinha.

Anne sorriu em resposta.

Até Faith continuar...

- Onde fica isso? - sem ofensa... - Bronze? - fez uma expressão confusa e quando ela citou suas roupas, automaticamente Annelisa encarou a si mesma - Mas o que tem de...

Faith não a deixou terminar de falar e já foi a puxando para o andar de cima e a loira quase tropeçava pelos degraus, e por alguma razão, Anne sentiu que esta seria a parte mais SINISTRA da missão.

Enfim... chegavam no quarto de Faith e ela jogava um monte de peças de roupas em cima da garota, que parecia completamente perdida. Ela não era puritana... só não fazia parte daquele mundinho. Não foi uma escolha, mas sim a sua única opção na época, e tirando o estilo mais conservador, funcionou.

Todo mundo tem a sua história difícil, né?

Quando olhou para Faith, a viu sem a blusa e instintivamente virou o rosto para o lado, não por vergonha, mas não desejando tirar sua privacidade, ao mesmo tempo em que concluía que essa era a última coisa com que a caçadora deveria estar se importando nesse momento.

Escolher algo que goste...

Hmm.

Olha, que bonitinha... Ela parecia mesmo se empenhar na "tarefa".

Ou só caçando a saia de maior comprimento ali ou a blusa mais comportada lá.

Game over, Anne.

- Mas como vou saber o que vestir se não tenho ideia do lugar?! Hey, Faith... Ah, esse aqui é bonito...

Estendeu em frente ao corpo.

- Deve servir...
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Allison Reynolds em Sab Jan 30, 2016 12:23 am

Quando Dean estendeu o saco de areia para que Allison desse um soco, ela olhou para o policial meio insegura.

- Hãã.. ok.
- Mal moveu ele do lugar. Fraca. Puta merda, como ela sobreviveu ao lobisomem? SORTE, e a flecha azul da Anne.

Esperou quando Dean foi buscar o presente. Allison ficou muito feliz ao ver a arma nova. A situação mudou, mudavam os brinquedos também. Certo?

Tirou e ela da caixa e apontou para o outro lado, fechando um dos olhos como quem mirava. Foi só pose mesmo. Voltou a observar a arma. Riu ao ver a borboletinha. - Obrigada, Dean. Isso era pra ser fofo ou pra tirar uma da minha cara?

Mas vamos ao treinamento né? Allison estava com Dean no tatame, tentando acompanhar os golpes que ele ensinava. Sem medo de cair ou de ficar com roxos pelo corpo. Foco, garota!

Cabe dizer que desde que Dean se juntou a eles, mesmo com toda a desconfiança de Vic, Allison tinha criado um vínculo com o policial. Era verdade que Allie.. era a Allie. Resumindo, ela morreria por vocês, caras. A garota da faculdade que não tinha amigos porque era stripper mudou tanto que se vocês cruzassem com a antiga Allison só reconheceriam por causa das tatuagens e dos enormes olhos castanhos.

Algumas horas depois do treinamento, após um banho relaxante e muitos hematomas pelo corpo, Allie sentava em um sofá confortável enquanto conversava com Dean.

Vestia uma camiseta com estampa esquisita e um short jeans. Roupas normais para ela.

Spoiler:

Ela tinha ao colo seu livro, que folheava enquanto conversava com o policial. Porque.. ela não conseguia resolver o mistério, e talvez contando para outra pessoa ele pudesse ajudar ou dar uma ideia...

- E eu ainda não descobri qual o padrão em que o livro funciona. - os dedos viravam as folhas lentamente, conforme ela falava. Estava sentada próxima a ele, então ele poderia ver também. - Parece que... Eu só consigo entender o que eu PRECISO entender. É como se ele tivesse vontade própria...


Conversavam até que... batidas na porta.

Ok, isso era um tanto absurdo, levando em conta que estavam no meio do NADA.

Allie trocou olhares com o policial rapidamente. Se aproximou um pouco para falar com ele em um tom baixo de voz - Nós fizemos na porta as runas de proteção. Seja lá o que for.. acho que não vai conseguir entrar aqui.

Pegava a arma, e levantava-se. A garota mantinha-se em posição de alerta, aguardando se ouviria sons de batida novamente. Caso isso não acontecesse, olharia novamente para Dean, como que em dúvida se deveria abrir ou não.

E agora, policial?
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Dean Hartigan em Sab Jan 30, 2016 3:07 pm

Dean sorriu ao ver que ela gostou do presente.

Dean: Talvez as duas coisas. A Borboleta pode significar "transformação" em algumas culturas... adaptação. É o que você está tentando fazer, não é? Adaptar-se... ficar mais forte. Aprender a se defender. Encare como isso, então.

Continuaram treinando e depois foram para a sala. Alisson estava folheando o livro, enquanto Dean estava desmontando uma das pistolas e passando uma escovinha para manter os canos desentupidos e as engrenagens lubrificadas. Ela falou aquilo sobre o livro.

Dean: Cara, eu já vi muita coisa estranha nessa vida, mas livro que tem vontade própria? Bem... já experimentou fazer algumas experiências com esse livro? Já tentou riscá-lo, queimar uma ponta, ou algo assim e ver o que acontece? Se ele for uma parada mística mesmo, talvez esse tipo de coisa nos dê uma pista.

Terminou de limpar a arma e montou-a de volta. Apontou ela pra frente, fechando um dos olhos e viu que a mira estava ok. Também havia se afeiçoado mais à Allie. Ela, desde o começo foi a mais receptiva com ele e era um doce de pessoa.

Dean: Eu tive uma idéia. Porque você não bate uma cópia deste livro? Se o livro não quer deixar te entender algo, talvez ler uma "cópia" dele não gere este efeito. Tipo quando você olha para os olhos de um vampiro através do reflexo do espelho e não funciona, saca? Vi isso em algum filme...

Então, a batida na porta. Quem poderia ser?

Dean: Olha, entre uns garranchos mágicos numa porta e a minha glock, eu fico com a glock. Você abre... eu te dou cobertura.

Pediria que ela abrisse, enquanto ele ficaria com a arma apontada para a porta. Se fosse algém tentando entrar, já levaria bala antes de cruzar o sopé.

ROUPA
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Allison Reynolds em Dom Jan 31, 2016 7:30 pm

[ADENDO]

Allison arqueou levemente uma das sobrancelhas, ao ouvir as sugestões de Dean sobre o que fazer com o livro. Quando ele terminou de falar, ela sorriu.

- Como eu nunca pensei nisso? Eu vou tentar, obrigada! - a verdade é que até então, só tinha tentado usar o livro da forma óbvia: lendo.

Mas então antes que pudesse testar qualquer coisa, vieram as batidas na porta. Ok Dean, você pode não acreditar muito nas runas, mas vamos lembrar que elas impediram o lobisomem de matar a Cora quando teve a primeira oportunidade. De alguma maneira, elas tinham funcionado, até agora.

Mas em uma coisa eles concordavam, não podiam esperar que o que quer que estivesse batendo na porta fosse embora, porque o som das batidas seguia.

Um ponto importante era que era simplesmente alguém batendo na porta, não um lobisomem ou sei lá o que tentando derrubá-la. Talvez o mais indicado fosse... simplesmente abrir.

Enquanto Dean foi para um ângulo em que pudesse dar cobertura a Allie, a jovem guardaria o livro em uma gaveta qualquer antes de ir até a porta. Segurava a arma escondida às costas.

Puxou a maçaneta e lentamente abriu a porta. O coração estava acelerado, claro.
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Seg Fev 01, 2016 12:47 pm

Victor acenou com a cabeça.

- Sempre… Fique em paz, irmão.

Despediu-se e finalmente ia até o Bronco.

Jogou o chapéu no banco ao lado, sacando a Glock do cós da calça e a colocando embaixo da perna, em fácil acesso para qualquer emergência.

Ouvia uma música qualquer do AC/DC, baixo… Com os olhos fixos e concentrados para onde dirigia.

Mal ouvia o que era tocado, na verdade.

Estava com os pensamentos longes, tentando compreender tudo o que tinha acontecido até ali.

Até que parou naquele último semáforo e viu aquela garota.

Arregalou os olhos e imediatamente a mão foi embaixo da coxa, em busca da G18.

Olhou fixamente para a garota por alguns segundos, mas focou-se ao seu redor.

Do que ela fugia?

Só então, ao não ver ninguém, que ele descia do carro, enfiando a Glock automaticamente no cós da calça.

- Hey… Fica calma… Sou policial… O que houve? Deixa eu te ajudar…

Ele a chamava, erguendo as mãos espalmadas para demonstrar que não representava perigo.

Os olhos, inquietos, olhavam em volta constantemente, em busca de alguém que estivesse em seu encalço.

Do que ela fugia, afinal?
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Admin em Seg Fev 01, 2016 3:41 pm

VICTOR:
--------

A donzela em perigo. Isso lhe faz o herói Victor? Vai matar o dragão antes que ele venha atrás da princesa?

Bem, vamos parar de fantasiar por alguns instantes.

Não havia nada, nem ninguém mais ali. È possível ainda ver a respiração forte da garota, confusa com os olhos que parecem ignorar a luz dos faróis e olhar diretamente em seus olhos. E ela recuava alguns passos, mesmo com seu aviso, mesmo com você dizendo aquelas palavras como se demorasse para absorver, demorasse para confiar em você.

Mas ei, que escolha ela tem afinal?

Você podia ter dito que era até o jornaleiro Victor.

Ela mesmo tomava o impulso de se aproximar. Pensando se devia abraça-lo, mas se limitando a colocar as mãos em seus ombros em um movimento que quase assusta. As unhas dela quase que machucam seus ombros, ela olha para tras, depois para os lados, antes de começar a falar.

- Eles...Foi tão rapido. Colocaram alguma coisa em nossa bebida...Quando acordamos, O Tom estava...- Ela parece engasgar, olhando para o nada. - Eles pegaram minha amiga, ela reagiu. Eles não acharam que eu tinha acordado e eu corri. Um deles tentou me segurar, mas eu consegui puxar minha perna e...

Silêncio. Ela não completa.

Olhando de mais perto, realmente algumas marcas leves e praticamente inofensivas de garras são as responsáveis pelo dano no vestido dela, assim como deve ter um fetiche por sapatos, ja que ficou com um dos dela. A garota parece colocar o pensamento em ordem, ainda com a mistura de lagrimas e sangue no rosto, mas falando de maneira mais firme para você.

- Temos...Que ajuda-la. Eu não posso deixar minha amiga la! Eles vão matar ela, vão fugir. O beco...Eles ainda não vieram atrás de mim, a Jackie! Você tem que ajudar a Jackie!

E ela olha para aonde veio, e parece querer ir mas as pernas se recusam a ir na direção de onde escapou com vida por tão pouco.

Ao menos, não desacompanhada xerife.

Você sabe bem como funciona. Até que a garota tem bastante sorte.


DEAN e ALISSON:
---------------

A garota parecia impressionada, talvez de certa forma tentando entender como não havia tido aquelas ideias uma vez que convenhamos, até agora havia apenas virado folhas e folhas a esmo e dando de frente com simbolos desconhecidos, tirando duas situações específicas. Dentro da mente dela, deveria existir um padrão, algo em comum nas duas situações. Não era como se o livro tivesse vontade própria e funcionasse como bem entendesse.

Será?

Talvez seja apenas mais simples quando não se esta diretamente envolvido.

Você seria capaz de resolver o sonambulismo dele Ali?

Mas não importa agora, porque sim, alguém esta na porta. E cabem a vocês dar as boas vindas? Dean fica dando cobertura enquanto Alisson, lentamente tentando não fazer barulho no piso de madeira vai até a porta. Ao chegar perto, escuta novas batidas que fazem com que recue um passo para tras, para logo em seguida abrir a porta afinal.

Entretanto, você não foi a única surpresa Alisson, alguem tambem ja estava desistindo.

- Nossa, ola...Eu ja estava desistindo, espero não ter assustado vocês?




A mulher olhava para Dean, que por razões óbvias não mantinha a arma erguida. E tinha quase certeza que ela não havia visto ele apontando para ela...

Quase.

- Eu sou Cordélia Chase. Desculpem, eu sou psicóloga de alguém que imagino que conheçam... A jovem Blair VonDursten? Existia um cartão com o nome...De um xerife local, e um rapaz de entregas disse ter visto alguém com a mesma descrição, mesmo carro vindo nessa direção. Eu estava preocupada com o sumiço dela e arrisquei, vi a cabana então...

Rapaz de entregas. Comida. Lembra a festinha de vocês dias atras?

Que bom que Victor não esta, ele iria subitamente lembrar da importância de ficar anônimo, ser discreto...


- Vocês não estão sendo acusados de nada, sei que parece uma investigação mas alguém com os recursos do pai de Blair é capaz de ir bem longe. Por acaso...Sabem aonde esta minha paciente?


Bem, essa resposta vocês sabem não sabem Alisson?

ANNE:
-----

Faith comentava enquanto subiam as escadas:

- Quer dizer que o velho é um fantasma camarada, que ajuda você é?
- Ela dava um sorriso malicioso. - Talvez você tenha deixado uma marca muito forte e ele não consegue partir...Poxa Ann, e eu achando você toda certinha com essas roupas de bibliotecária.

É, ela nãpo deu a importância que você queria "Ann".

Mas não se preocupe, ela entendeu sim. Apenas alguns caçadores são mais bem humorados que os outros.

Ela permanecia de costas e ao ver Anne olhando o vestido ela sorriu, ja prontamente vestida olhando pelo espelho, inclinando a cabeça antes de virar-se para ela: - Ah sim...Eu havia esquecido desse, ele vai ficar meio justo mas...Melhor ainda! Colocar para eu ver como cai em você, vou te dar um "espaço" amiga. - Fazia o sinal de aspas com os dedos e dava 3 passos para fora dali, mas ficando junto a porta deixando que Anne experimenta-se o vestido, mas Faith aparentemente não sabia ficar muito bem em silêncio:

- O Bronz? Ah oras...É um lugar, musica, bebida, pessoas...Uns gatinhos. - Haviam alguns instantes de silêncio, e antes que Anne terminasse de se vestir ela voltava no assunto: - Falando nisso...Não tem nada rolando entre você e o Victor tem? Sei la, tem a Alisson também né? Vocês estão se pegando, eles estão se pegando ou algo do tipo?

Como sabendo que o tempo havia sido o bastante, Faith entrava no quarto e via Alisson vestida.

- Uauuuuuuu...Olha só Ann! Alguém vai ganhar muitas bebidas...Sbe, ele vai subir um pouco enquanto você anda mas apenas...

E Faith se interrompia, enquanto "circulava" Anne, parecendo ver algo em suas costas. O sorriso sumia, e uma rara expressão de preocupação surgia enquanto a garota falava devagar, em um tom de voz bem diferenciado do sarcasmo habitual:

- Anne...A quanto tempo você tem...Isso?

Ela virava levemente a garota de forma que Anne conseguisse ver as próprias costas...



Pois é "Ann". Pelo jeito você tem uma...Tatuagem?[/b][/color]
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Annelisa Deveraux em Qui Fev 04, 2016 12:35 pm

Ninguém poderia condená-la por guardar informações, embora tivesse um "timing" tenso para contá-las, verdade, verdade. Mas ninguém é perfeito, não é mesmo?

Ela chegou a arregalar os olhos com as insinuações de Faith sobre ela e Burton...

- Nossa! Não! Não é isso... Faith!

Mas logo notou que a garota só estava implicando.

O foco da conversa mudou assim que entraram no quarto, com uma Anne tentando desesperadamente encontrar alguma roupa que seria considerada usável em seus padrões e aquele vestido foi o mais perto...

- Apertado? Ah, então talvez seja melhor... - olhou para as mudas de roupa acumuladas na cama, suas outras opções, e... - Vou experimentar. Não custa nada, né?

Deu um sorrisinho quando ela se afastou para lhe dar privacidade.

Hmmm, até que a Faith era legal...

Obs.: Allie, você ainda é a best! Number 1 in my <3

Estava terminando de tirar as "roupas de bibliotecária" quando ela começou a falar sobre o tal Bronze. Annelisa soltou um suspiro propositalmente audível. E antes de puxar o zíper do vestido, Faith perguntava sobre Victor.

- Não temos esse tipo de relacionamento! - puta merda... - Na verdade, ele é um cara complicado e assusta um pouco, mas foi só no começo... Acho que já posso chamá-lo de amigo - parando para pensar, era até engraçado... antes, não passava de uma garota sozinha e que só preocupava com os estudos, e agora, conhecera pessoas que em pouco tempo se tornaram muito importantes - Entre ele e a Allie... Hmm, não sei... - era verdade, afinal - Eles se dão bem, mas o grupo todo é fechado... Quase não falamos sobre nós mesmos e tals... Por quê? - perguntou de volta, inocentemente.

Terminou de fechar o zíper e procurou um espelho. Faith entrou no momento em que Anne observava seu reflexo, fazendo uma careta com a visão.

- Acho que não consigo respirar, sério...

E não teve como não notar a mudança na expressão de Faith que encarava suas costas de um jeito estranho.

- Faith? Ahn? Como assim? O que você está...

A garota a fazia se virar de costas para o espelho e olhando por cima do ombro, Anne a viu.

- Meu Deus!

O decote do vestido era cavado o suficiente para revelar grande parte da "tatuagem".

- Não sei como isso apareceu aqui!

De forma instintiva, ela levou mão até uma das asas e esfregou a pele, na esperança daquilo desaparecer, mas não aconteceu nada.

E a situação melhora a cada minuto...

Ela se virou para a caçadora e parecia realmente assustada.

- Se seu contato pode mesmo nos ajudar, então vamos agora! Antes que... sei lá...

Apareças chifres na cabeça dela ou as orelhas fiquem pontudas.
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Allison Reynolds em Qui Fev 11, 2016 11:20 pm

Tensão.

Não era difícil imaginar que todo tipo de monstro poderia estar atrás daquela porta. Que algo saltaria a agarraria a jugular de Allison quando ela abrisse a porta. A garota tatuada caminhava lentamente até a maçaneta girando e...

Oh. Uma mulher. Não parecia nada ameaçadora, mas fique de olho, Dean, por favor. As dançarinas da Cora também pareciam inofensivas.

Ela começava a falar e....

Puta merda.

O que você faria, Victor?

Porque diabos alguém mandaria uma psicóloga atrás da filha? Sendo que Blair era estupidamente rica? Não fazia mais sentido ser a SWAT a bater na porta deles? Será que ela tinha ido até eles por conta própria? Ou isso ou.. ela escondia algo.

Mas, não deixaria ela na soleira parada, então a convidou para entrar. Tinha outra escolha?

Bom, Allison tentou explicar, não estava mentindo, apenas omitindo algumas partes.. principalmente as sobrenaturais. Sentou-se no sofá diante de Cordélia, e começou a falar.

- Sim, o Xerife realmente esteve com Blair e deixou um cartão com ela. Ele infelizmente teve que sair, então não tem como dar maiores detalhes. Ele esteve com ela enquanto estava investigando o desaparecimento  de Jane e Emily, as duas eram da mesma faculdade de Blair, você deve lembrar das notícias. Provavelmente deixou o cartão dele com ela para o caso dela ter alguma informação referente ao desaparecimento das duas.

Allison parou o seu relato aí. A história já fazia sentido o suficiente para ela falar mais alguma coisa sem saber as reais intenções de Cordélia. A jovem tatuada calmamente encarou a psicóloga, enquanto perguntava. A voz era calma, não estava de forma nenhuma sendo hostil. Estava curiosa.

-  Pode dar mais detalhes? O que aconteceu com a Blair? Como ela desapareceu? Sei que não está nos investigando, caso contrário seria a polícia que estaria aqui, e não uma psicóloga. Quero ajudar, mas você pode me contar o que aconteceu com mais detalhes?
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Qua Fev 24, 2016 10:54 am

Não existem heróis.

Não neste mundo.

Não em situações.

Mas...

A situação não parecia…

Não parecia ser um caso pra mim, certo?

Não que eu vá recusar ajuda a uma garota que sofreu abuso ou algo assim, longe de mim…

Mas, perto do que eu caço, estupradores são garotinhas assustadas.

Envolvo as costas da garota com as mãos, mais uma vez buscando passar algum tipo de conforto.

Confiança.

- Tudo bem, fica calma… Fala com calma….

E então começo a reparar mais.

Aqueles cortes.

Garras?

Uma faca curvada conseguiria um resultado semelhante.

Mas…

Ainda haviam pessoas em perigo.

Se fosse algo simples como um grupo de estupradores, ok… Seria fácil resolver.

Se fosse outra coisa… Eu precisaria de mais detalhes.

- Certo, vamos ajudar sua amiga. Venha… - Desfaço aquele abraço estranho e a puxo pela mão, ainda com calma, apesar dos passos apressados – Venha, entre no carro…. Qual seu nome? E me descreva essas caras, por favor…

Abro a porta para que ela entre no Bronco, e assim que ela o fizesse, dou a volta, assumindo o volante, sacando a Glock e a colocando embaixo da minha coxa ao sentar-se.

Finalmente ligo o motor e sigo na direção que ela indicasse.

- Meu nome é Victor… Vou ajudá-la, ok? Vai dar tudo certo…

Mais promessas vazias e falsas.

Estou ficando bom com elas.
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Dean Hartigan em Qui Fev 25, 2016 9:42 pm

Bem, teriam de tentar coisas novas com aquele livro, não era? Afinal... não, deixa! Tem alguém na porta, quando não deveria ter ninguém na porta. Não pretendemos deixar as pessoas esperando, mas, lidando com tudo com o que temos lidado, todo cuidado é pouco.

Eu faço a mira, mas quando a Allie abre... é só uma mulher, que logo é convidada para entrar e começa a fazer umas perguntas sobre uma garota. Eu deveria conhecer essa garota? Qualé, Allie?! Vamos deixar qualquer maluco com qualquer desculpa maluca entrar na nossa base?

Assim que a moça vai entrando, Dean a pega pelo braço e a coloca contra a parede. Ele não é bruto, mas é firme. Como um policial deve ser. Tá certo que um policial homem não deve revistar uma mulher... muitos assediam por conta disso. Felizmente, este não é o meu caso.

Dean: Calma aí, moça. Primeiro nós nos certificamos que você não vai ferrar com a gente, depois tu pergunta...

Ele apalpou os tornozelos, pernas, bolsos, cintura e só, da mulher, procurando qualquer resquício de uma arma. Se encontrasse, ele tomaria dela. Não era porque ela estava no cafundó do Judas, procurando uma jovem desaparecida que ela podia ficar zanzando na área deles armada.
Depois de revistá-la.

Dean: Desculpe por isso, mas é o procedimento. Agora, sobre a sua "paciente"...

Ele deu de ombros.

Dean: Eu nunca ouvi falar. Só me pergunto quem é o diabo de pai podre de rico que manda uma psicóloga investigar o desaparecimento da filha ao invés de um mercenário, ou detetive particular. Quer saber o que eu acho?

Ele engatilhou a arma, fazendo aquele barulho da bala indo para a agulha, mas não apontou para a mulher...

Dean: A sua história tá mal contada pra caramba.
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Admin em Sab Fev 27, 2016 10:39 pm

ANNE:
---------

Alguns levam o mundo do sobrenatural mais a sério, outros nem tanto. Para Faith, não era exatamente uma regra levar tudo tão a sério quanto Dean e Victor, e ela fazia questão de se divertir e levar tudo de uma maneira bem humorada, brincando o tempo todo...

Ao menos, até aquela hora.

Lamentamos informar mas sua nova tatuagem não parece fazer questão nenhuma de "sair" Anne. Na verdade, elas até emitem um leve brilho devido a luz parcial daquele quarto. Faith parecia tão surpresa quanto ela, mas mantinha um pouco de calma apesar do sorriso ter desaparecido.

- Fica calma ta legal? Nós vamos...Dar um jeito nisso. - E logo fazia um sinal com a cabeça para a porta, uma vez que ambas ja estavam arrumadas e prontas para sair dali. Ela não dizia muito enquanto andavam até o carro e Faith ligava o veículo:

- Poderia ser pior...Sabe, podiam ser asas de demônio, sei la.

Não demoraria muito para descobrir que tipo de lugar era o "Bronze", na verdade a explicação de Faith não era assim tão ruim:



O local não tinha nenhuma característica muito marcante do lado de fora, sendo que a agitação em um primeiro momento não parecia tão grande. Ao menos não até que se presenciasse o que ocorria la dentro...



Apesar da musica estar em um volume um tanto...Ensurdecedor? Faith parecia longe de estar incomodada, e até mesmo parecia mais dentro do seu "eu normal" enquanto se deslocava pelo local:



Após alguns segundos, ela parece parar próxima as escadas que levam ao segundo andar e se vira para você, falando de maneira alta para que você com dificuldade consiga ouvir:

- Eu vou procurar ela la emcima. Você fica aqui, segura. Pode sorrir, dançar. Seduzir uns carinhas com suas asinhas...Mas não vai muito longe. Eu não demoro! Bebe alguma coisa?

E sem esperar uma resposta, subia correndo.

A banda terminava uma das musicas, e os aplausos chamavam atenção. Talvez isso, fazia com que não prestasse muita atenção enquanto alguém se aproximava:

- Você...É Nova. E esse vestido, você consegue...Sabe, respirar?

O rapaz tira rapidamente os olhos do seu rosto e olha para baixo, sorrindo discretamente antes de voltar a observa-la.

Link Imagem

-----------------------------------------------------------------------------------------------

VICTOR:

A viagem não é muito longa Victor, basicamente vocês dão a volta pelo quarteirão. Ela não tinha conseguido ir exatamente muito longe, não conseguira ir na verdade...Ela teve sorte de achar você antes que fosse pega.

Ou talvez você tenha sorte.

A pobre garota basicamente gaguejava, confusa, Enquanto você fazia a viagem de carro mais curta de sua vida:

- Eles...Eram são fortes demais. É como se não fossem humanos...Um deles...Parecia estar...Eu não sei, "rosnando"? As unhas deles cortavam como garras. Eles tentaram me segurar, eu não sei, tudo parece loucura mas... É ali!

Ela apontava para a entrada de um beco, estreito demais para você entrar de carro mesmo que quisesse. A garota entretanto não parece muito interessada em seguir com você Victor, ela parecia apenas um tanto...Nervosa em ficar trancada dentro do carro de novo sabe? Compreensível pela maneira que ela olha para o botão sendo baixado e vai para perto da janela, quando você parece pronto para encarar o problema.

- Tenha cuidado...

Os olhos dela, que até mesmo havia esquecido de dizer o próprio nome observavam a medida que você se afastava e adentrava por aquela viela escura e silênciosa. Mais uma vez a sorte parecia do seu lado Xerife, ja que a porta escancarada denunciava que talvez ainda estivessem atrás da garota. O local, que tinha um único andar estava longe de ser digno de ser chamado de uma "casa", apesar que fazia você pensar ainda mais que tipo de pessoa, ou coisa seria capaz de se esconder ali.



Passo após passo tentanto não tropeçar em toda quantidade absurda de entulho que se acumula pelo chão daquele local você segue avançando lentamente, de forma cuidadosa procurando se existe qualquer sinal de alguem ainda estar naquele lugar. Entretanto. a única coisa que pode ser ouvido além da própria respiração e o que parece ser... Um choro?

E não demora para você encontrar sentada em um canto, a razão daquilo



Qual a relação entre você e  jovens indefesas Victor?

--------------------------------------------------------
ALISSON E DEAN




Pelo visto, apesar de um de vocês ser mais cuidadoso que o outro, existe algo que tem em comum: O fato de não conseguirem entender exatamente o que esta acontecendo...O fato de não compreender quem ela é, ou o que ela quer esta simplesmente no fato de que talvez ja estejam tão envolvidos com o mundo sobrenatural que se recusam a aceitar que algumas coisas ainda estão dentro da normalidade...

O Dra. Chase parece mais interessada em observar ao redor com certa curiosidade enquanto anda. E não, ela não sabe quem são as garotas que você esta falando. Ela não é da mesma cidade, e nem mora nos Estados Unidos a maior parte do tempo. Vocês não são estudiosos de psicologia, mas depois de algum tempo pensando a respeito, vão lembrar que ela não é exatamente uma desconhecida. A Dra. Chase é uma figura ocasional em programas de entrevistas, promovendo seus livros e psicologa de renome de diversas celebridades.

Mas agora, ela esta sendo revistada.

Ela parece sem reação enquanto é revistada, ainda boquiaberta como se tentasse absorver o que acontecia. E não, ela não esta armada e muito menos carrega qualquer coisa estranha. Ela fica em silêncio por alguns instantes, visivelmente intimidada mesmo que ouvindo as explicações. Ela até mesmo da um passo para tras, diante dos questionamentos.

Afinal...Realmente, ela é apenas uma psicologa.

- Acho que... Não entenderam. Eu não fui "mandada" por ninguém, vim aqui sozinha...Mas quis dizer que os pais de Blair me questionaram e isso me trouxe até aqui...Bem, não foi a única coisa.

Ela com cuidado, frente a postura de Dean retira o que parece ser um pequeno livro, que com mais atenção se mostra ser um elaborado convite da sua antiga faculdade. Entretanto, ele não esta direcionado a você:

"Gostariamos de convidar nossas carissimas irmãs a comparecerem mais uma vez a nosso encontro anual, que como todos os anos será realizado na faculdade no dia..."


Não era assim tão interessante. Era bem CHATO na verdade e antes que percebesse ja estava pulando as palavras Alli. O rosa bebe das letras também não ajudavam. Sabe o que mais não ajudava? Que como ja dito, era uma espécie de "book", e haviam fotos da faculdade, daquelas garotas detestáveis que riam de você (sim, isso inclui uma em especial que você por ironia do destino acabou por salvar) e as letras da fraternidade delas...

Kapa Kapa Delta.

- Era...Direcionado a Blair. Eu achei estranho quando chegou no meu escritório, mas acho que vão entender o que me fez ficar tão preocupada a ponto de procurar por ela quando verem...

Todas as fotos de Blair estavam rasgadas, como uma faca passada varias e varias vezes na garota quando a mesma estava nas imagens. Além disso, a frase "Não deixe de comparecer" embaixo da data que ainda era um pouco distante estava sublinhada com um marcador vermelho e impreciso ao final do convite.

Pensem positivo, ainda faltam algumas semanas...
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Annelisa Deveraux em Qua Mar 02, 2016 11:20 pm

Anne estava assustada.

Bem assustada.

E não fez questão de disfarçar.

Sério, ela tinha certeza que aquelas asas não estavam ali até chegar na cabana de Faith. E não fazia ideia de como, puf, surgiram assim, absolutamente de repente. De maneira inútil, ainda tentou esfregar mais alguma vezes, mas só conseguiu deixar a pele ardendo e nada da tatuagem sair. Tatuagem? Talvez fosse algo um tantinho mais complicado. E a súbita seriedade que tomou conta da expressão de Faith, bem... só deixou Annelisa ainda mais nervosa. Diante da tentativa em tranquilizá-la, Anne apenas concordou com a cabeça, e até pegaria um casaco para esconder as costas, mas Faith já se adiantava para fora do quarto e a loira também não queria perder tempo.

Ok, vamos ao Bronze, então... êêêêê.

Dentro do carro... Faith soltou um comentário descontraído, voltando ao típico humor, e se Anne fosse um pouco menos "careta", a caçadora teria visto o dedão do meio dela bem no meio das sobrancelhas. Porém, a garota limitou-se em resmungar qualquer coisa... e a preocupação logo retornava para atormentá-la, e seria assim durante todo o percurso. Pensativa e calada.

Quando chegaram, Anne ficou surpresa.

Parecia tão... quieto.

Mas a primeira impressão se desfez assim que entraram.

- Acho que meus ouvidos estão sangrando! - ela gritou para Faith, que com certeza não escutou - Ahn? O QUÊ???? Hey... NÃO! VOLTA AQUI! - sem sucesso... - Não me deixa sozinha! FAITH!!!

Vaca.

Estava pressionando as têmporas quando ele se aproximou.

Annelisa arregalou os olhos com o susto, e não relaxou, na verdade, fechou-se completamente.

- Nova? Nada disso... Eu tenho idade o suficiente para estar, pode ter certeza - retrucou de um jeito meio ignorante.

Fala sério!

Se um vestido daquele não a faz parecer mais velha, mesmo Anne sendo realmente maior de idade, nada mais no mundo adiantaria.

Notou o olhar "engraçadinho" dele, mas tentou não parecer desconfortável... só que foi impossível não cruzar os braços, cobrindo o decote exagerado.

- E por que não conseguiria?

Viu como ela sabe seduzir, Faith?

Ela arrasa, admite aí, vai.


ROUPA
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Allison Reynolds em Qui Mar 03, 2016 12:49 am


Porra Dean, aquilo foi um pouco... exagerado. Ou não. Ou, ironicamente, talvez isso fosse algo que Victor também faria. Ela não parecia uma ameaça, mas...

Allie se limitou a aguardar o policial terminar de revistar Cordélia, olhando para a expressão incrédula da psicóloga. Conhecia ela de algum lugar? Talvez já tivesse visto ela na TV de relance. Puta merda.

Bom ela parece bem constrangida com a situação. E não está armada. Não se preocupe Dra Chase, eu também estou. Podemos conversar agora? Numa coisa Dean tem razão, isso de "ninguém me mandou aqui" parece MUITO suspeito.

Mas, quando a Dra Chase mostra aquele livro, que na verdade era um convite, Allison o pega e começa a folhear.

Que tipo de imbecil escreve em rosa sobre rosa?

Ah é, as imbecis que estudavam na mesma faculdade que você, Allie.

Sobre o "evento": CHATO. CHATOCHATOCHATOCHATO era o que dava pra ler naquele convite. "Irmãs", até uma roubar o namorado da outra. Cara, sabe que pensando por esse lado largar a faculdade foi a melhor escolha que Allison podia ter feito na vida?

Kapaputaquepariu.

As fotos de Blair estavam rasgadas. Bom, depois do que aconteceu não sei se seria a arquiinimiga dela, a Emily, quem faria isso? Ainda mais levando em conta que Blair estava desaparecida. Aquele convite parecia ser algo mais direcionado... a eles. Que estavam atrás do rastro de Blair. E Allison sabia o que isso significava. Que mais gente corria perigo.

- Ele foi enviado diretamente pro seu escritório? - Allison perguntou, virando o livro pink para ver se havia deixado passar alguma informação na contracapa, ou na lombada. - Eu posso ficar com ele?

Caso Cordélia não concordar Allison vai sacar o celular e fotografar todos os detalhes do "convite".

- Dra, você tem algum cartão com o seu contato? Temos algumas semanas até o tal encontro, eu vou tentar descobrir do que se trata.

Allie então pega um pedaço de papel, onde rascunha o próprio telefone. OK, não era tão profissional como Victor que já tinha seus próprios cartões, mas... tinha que servir. Entrega para Cordélia. - Se acontecer mais alguma coisa, achar qualquer pista, me liga.

Caso Cordélia não tivesse mais nada a dizer,Allison vai conversar com Dean quando ela for embora.

- Desculpa.. ela não me pareceu ameaçadora. - falou com o policial enquanto se sentava novamente no sofá. - Ainda bem que você tá aqui, vai que fosse uma assassina?

- Contando de uma maneira BEM resumida: Blair estudava na mesma faculdade que eu. Duas alunas, a Emily, que era a princesinha do baile, a garota mais popular de todas, e Jane, que era a colega de quarto dela e a única amiga que eu tinha na faculdade, desapareceram. Blair foi considerada suspeita, porque ela e Emily se detestavam. Victor estava no caso, e eu estava seguindo atrás de pistas para encontrar a Jane. Foi assim que eu conheci o Xerife. Conseguimos salvar Emily, mas Jane, não. Era um tipo de... ahn... criatura que tornava as pessoas seus hospedeiros. Eles chamaram aquela coisa de Vormes. Foi a mesma criatura que matou o Burton.


A lembrança do que havia acontecido com Jane ainda doía muito.

- Eu achei tudo isso maluquice demais, e a morte de Jane me abalou muito. Pois, quando aquela coisa tomou o controle dela, ela quase matou Victor. Eu tive que atirar nela.

Uma breve pausa. Necessária. Então Allison continuou para situar o policial.

- E então deixaram o livro na minha porta. E seguindo uma coisa que estava descrita como "para encontrar as respostas" acabei sendo transportada até aqui, essa cabana. Onde Victor e Anne estava. Blair ligou para Victor, pois disse que estava vendo uma garotinha fantasma. Em seguida nós seguimos tentando encontrá-la, mas foi em vão. Ela desapareceu. Quando voltamos desse caso, encontramos você aqui na cabana.

Agora que Dean sabia o que tinha acontecido com a Blair, eles tinham muito o que pensar.

- Eu também achei a história da Cordélia mal contada. Mas ao mesmo tempo, me preocupo que ela só esteja querendo ajudar, pode acontecer uma tragédia nesse tal "encontro" das kapaputaquepariu. Se bem que tem algo que  eu não pensei até agora. Não que nós tenhamos muito tempo livre mas... Eu não lembro de ter ouvido falar nada do desaparecimento da Blair. A família dela é muito rica, provavelmente influente. E se o que eles podem mandar para investigar o desaparecimento da filha é uma psicóloga, tem algo muito estranho.

Allison puxa o notebook para o colo. Abre a aba "notícias" da pesquisa do Google e os dedos digitam com agilidade as seguintes palavras:

"desaparecimento Blair VonDursten"
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Dean Hartigan em Qui Mar 03, 2016 1:45 am

Depois de revistar a psicóloga, Dean se desculpa, dando de ombros para Allison.

Dean: Desculpe por isso, Dra. É, Allie... ela tá limpa.

O policial se afastou um pouco enquanto a psicóloga se explicava e ele se reservou apenas a ouvir e guardar os seus pensamentos para si. A moça mostrou um anuário rosa da tal fraternidade e logo estava de saída.

Ele riu com o comentário de Allison.

Dean: Hehe... Assassina seria o de menos. Pior seria ela criar pêlos e garras, ou tentar chupar o nosso sangue.

Enquanto Allison ia narrando a história, Dean ouvia e foi até a cozinha americana. Estava fazendo café, enquanto ouvia a história. Contornou a bancada da cozinha americana e foi até a cadeira onde Allison estava sentada, contando a sua história.
Ele já ia colocar a xícara na boca, quando Allison começou a falar de sua amiga e deu pra sentir que alguma coisa entalou na garganta dela. Ele esticou o braço, oferecendo o café para ela.

Dean: Toma... é café.

Então, ele tirou do bolso uma frasqueira metálica que tinha whiskey irlandês e deu uma golada. Ofereceu para Allison e se ela aceitasse ele colocaria uma dose no café dela.

Dean: Pronto, o legítimo café irlandês.

Afinal, Dean tinha descendência irlandesa.

Dean: Bem... nós temos então de comparecer à esta reunião. Só que eu não tenho jurisdição pra aparecer como policial, então vai ter de ser à paisana mesmo.

Ele concordou com ela...

Dean: Sim, a família dela é famosa. Ricos não desaparecem sem fazer muito reboliço. Eu vou ligar para os meus contatos em NY, na polícia e cobrar alguns favores pra ver o que consigo sobre um possível desaparecimento. Talvez isso tenha mesmo acontecido, mas eles não divulgaram pra não comprometer o nome da família.

Ele levantou o queixo dela com o dedo, já que ela estava sentada com o notebook e ele estava de pé.

Dean: O dia foi puxado e tá tarde. Porque você não descansa um pouco? Eu vou trancar toda a cabana e montar guarda esta noite. Recarregue as baterias... você merece.
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Seg Mar 07, 2016 11:29 pm

Garras… Rosnados.

Licantropos de novo?

Seria coincidência demais eu carregar aquela maldita pulseira?

Movi a cabeça de modo afirmativo.

- Fique calma… As vezes as coisas parecem piores do que realmente são. Vou buscar sua amiga e vou levá-las a um lugar seguro, ok? Só… Fique calma e atenta. Vou trocar as portas…. - Estendo a mão e abro porta-luvas e entrego em suas mãos uma HK45 Compacta.

Era uma arma pequena, mas seu calibre elevado fazia um bom estrago.

- A trava de segurança dela é no gatilho… Ela está carregada, caso alguma coisa aconteça, aponte e atire… Provavelmente você não vai precisar disso, mas me sentirei mais seguro com você portando alguma defesa aqui. Eu já chamei reforços, em breve eles estarão aqui… Qual seu nome? - Finalmente pergunto – Nomedamenina, eu volto logo.

E então saio, apanho meu chapéu e fecho a porta do carro.

Finalmente adentro o lugar, apanhando a G18 do cós da calça e a empunhando a frente do corpo. Levo a outra mão a um bolso interno da jaqueta e apanho uma lanterna específica para a Glock, a ligando e a acoplando no lugar da mira laser, o qual guardo no mesmo bolso.

Finalmente vou caminhando, lentamente, procurando produzir o mínimo de barulho possível.

O chapéu deixa meu rosto praticamente escondido por completo devido a baixíssima luz ali, o que é uma bela vantagem se eu for visto por curiosos.

Passo após passo, cuidadosos, com as botas de cowboy procurando espaço entre o entulho.

Até que vejo a garota.

A ilumino com a luz da Glock, cerrando levemente o olhar.

- Hey… Sou Xerife do Condado, Victor Heckler. Você está bem? Qual seu nome? - Pergunto, ainda mantendo uma distancia segura e a arma apontada para a garota.

Olhos e ouvidos mais do que atentos ao redor.

- Por favor, senhorita… Levante-se devagar e mostre as mãos… - Peço, ainda em tom amigável.

Mas sem confiar nem um pouco.

Meu problema com garotas em perigo?

Provavelmente seja o de não confiar nelas e sair apontando armas e fazendo ameaças.

Allie e Anne que o digam, certo?

Suspiro, apenas aguardando a reação da garota.
E do ambiente.

Afinal… Eu SEI que não estamos sozinhos.
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Admin em Qua Mar 09, 2016 1:34 pm

DEAN E ALISSON :
-------------

Se ja terminaram, a psicóloga um tanto desconfiada apenas concorda com a cabeça como se compreendesse Dean. É, ela entende, ou talvez não.

Ela concorda em deixar com você, em ter chegado no consultório dela, reenviado claro. E lhes entrega um cartão. Alias esse cartão, ao ler o nome dela que vocês começam a lembrar que ja ouviram falar nela, que a psicóloga realmente é bem conhecida.

Dinheiro compra os melhores médicos.

Pena que isso não va ajudar Blair agora.

Após ela sair, Dean e Alisson voltam a conversar a respeito do que aconteceu. Na verdade Dean é atualizado de como tudo começou. Um resumo bem eficiente na verdade, nenhum detalhe fundamental parece ter ficado de fora. Com o tempo, vão aprender que realmente todas as "caçadas" parecem iguais e é melhor se prender ao que realmente importa. Ah sim, aproveita para falar um pouco do livro.

O que tem todas as respostas, e ao mesmo tempo nenhuma.

Enquanto Dean trata de trancar e verificar todas as entradas, Alisson tenta a sorte na internet. Interessante, você acha muita coisa sobre Bliar, a maioria fotos e bobagens de uma garota rica tipica. Nada muito interessante e tudo muito vago, mas NADA sobre o desaparecimento. Pesquisas mais especificas dão o mesmo resultado. Você até mesmo acreditaria que nada aconteceu se não soubesse que a garota sumiu...

Lembram o que eu disse sobre dinheiro? Também compra outras coisas.

Uma pequena pausa, afinal Dean vai adorar saber o que você NÃO achou;

ANNE:
-----

Engraçado como que com tanta coisa acontecendo, logo um par de asas faz você surtar "Ann".

Faith tem razão, poderia ser bem pior...Um par de chifres, que tal?

Mas bem, de volta ao cenário atual. Faith fez um sinal de que estava tudo bem, dizendo que não deveria se preocupar e que estaria segura, o que era difícil de acreditar tendo em mente que mal dava para saber quando alguém se aproximava, que alias era o que acabava de acontecer na verdade. O Rapaz, vamos chama-lo assim por hora, não parece ter um interesse tão..."descarado" em seu vestido. Olhando com certa seriedade após a pergunta:



- Não, eu quis dizer nova aqui no Bronze. Não são muitas as pessoas que frequentam, com o tempo se conhece todo mundo. - Agora que ele falava mais, e com mais calmo, podia ser perceber algum tipo de sotaque não americano nele. Ele se movia de forma precisa, pegando da bandeja de um garçom que passava por ali dois copos de uma bebida com um vermelho um tanto aguado e cheiro doce, largando um dos copos de Whiskey em suas mãos, antes que percebesse Anne, ele estava atrás de você.

- Ali por exemplo, a banda. Problemas com os pais, fugiu de casa, queria ser o cara pegando a vocalista...É bem facíl de ler as pessoas, você pega o jeito com o tempo. - Apenas a mão dele era possível de ver, apontando para os membros da banda. Apesar do que dizia, não parecia haver maldade no tom da voz dele, na verdade um pouco de tédio no cara loiro que agora mais lentamente dava um ou dois passos voltando a frente de Anne, olhando para o copo ja quase que vazio.

- Mas você ainda não me disse o seu nome. Eu sou...


- Deixe ela Spike, ela não esta aqui para isso...



"Spike" não parecia muito surpreso, ele olhava para a garota ruiva respirando fundo, sorrindo e balançando a cabeça, antes de voltar a atenção para Anne mais uma vez. - Quem sabe na próxima? - Ele logo saia, deixando o seu copo mais uma vez na bandeja de um atendente que parecia não ligar.

- Wil! Bem, acho que já se conheceram... Ann, essa é Wil. Ela é a pessoa de que eu falei, se alguém entende de tudo que existe de estranho e inexplicável, é ela. - A garota ruiva revirava os olhos, e em seguida olhava para Anne sorrindo. Parecia bem mais..."Normal" e com reações menos sarcásticas.

- Faith me disse o que...Aconteceu.  - Ambas sentavam em uma mesa, a banda havia feito um intervalo muito longo ou então havia parado completamente de tocar. - Eu realmente jamais vi nada desse tipo, mas nada me indica ser uma maldição ou nada assim. Maldições não deixam marcas "bonitinhas" como asas Anne, fora que...Você esta se sentindo doente ou algo do tipo?

Essa resposta ao menos, você sabia. Ela prossegue:

- De qualquer forma, existem alguns...Vamos chamar de "testes" que eu posso fazer, mas como eu sei que não posso mante-la aqui, precisaria que me deixasse algo para descobrir mais sobre o que aconteceu... Talvez alguns fios de cabelo, e se não for pedir mais, um pouco de sangue?

Sim, a garota ruiva fazia uma expressão que deixava claro o quanto aquilo era estranho.

Enquanto Faith, mal parecia se mover, olhando as próprias unhas.

Acho que você quem decide afinal Anne.

VICTOR
------

O seguro morreu de velho.

É algo que Victor segue BEM a risca. Muitos podem ficar condenando ele por apontar armas para tudo que se move (ou não move), mas eu não. De forma que o nosso xerife parece não perder a concentração andando por aqueles destroços. Instantes antes, a garota olhava com certo espanto a arma, mas a segurava com até certa determinação. Ouvindo Victor questionar seu nome:

- Andrea...Certo.

Era tudo que ela dizia, enquanto nosso herói partia. Voltando para a situação atual, a falta de janelas aliada com a luz da rua até auxilia a luz da lanterna, isso sem contar os enormes BURACOS na parede que impedem que o lugar esteja muito escuro. Entretanto, a parte da garota talvez fosse bem escolhida devido ao breu. Mas a mesma logo nota a lanterna, as lagrimas do rosto brilham. E ela parece asssutada.

A arma Victor, ela intimida. Você pode ouvir a garota engolindo o choro, ela abre a boca tentando falar, levantando BEEEEM devagar quase grudada na parede. Carisma não é seu forte, e ela parece ainda um pouco assustada. Ela treme levantando as mãos, uma pequena bolsa, alias pequena demais para carregar QUALQUER coisa esta em um dos ombros dela. Quando a mesma decide que você ja se convenceu que ela não é uma ameaça, ela escuta a pergunta falando baixo, logo após mover a tremula cabeça negativamente.

- Não importa...Isso realmente não importa mais.


Excelente. Era tudo que você queria ouvir Victor. Mas claro que o desanimo aparente dela, olhando para baixo chama mais ainda atenção. Isso sem contar as marcas de...Garras? Também nos braços dela e o vestido parcialmente rasgado. Alguma coisa deve ter acontecido, mas as peças do quebra cabeça continuam faltando.

As pessoas falam muito sem dizer nada, de forma que quando ela levanta os olhos para você...É até difícil explicar, mas tem algo errado ali. Tem algo faltando: Uma coisa é ser estranho, uma coisa é ser incompleto. Tudo é muito suspeito, estranho mas é só isso. Uma garota correndo, outra garota assustada. O local confere...Mas algo segue faltando: O que assustou elas.

A não ser...

Dois disparos Victor. Bem feitos alias, até parecem ter vindo do nada. Não são a sua frente, você consegue notar porque...Bem, so temos a garota e a parede. É curioso que quando você gira, também não vendo coisa alguma, é que finalmente consegue sentir as manchas molhando a sua camisa. Engraçado como sangue vindo de um organismo quente pode ter uma sensação tão gelada, e mais engraçado ainda como pode ser frio. Agradável. A expressão "abraço caloroso da morte" parece um tanto errada, já que é longe de ser agradável, e é como se você simplesmente despencasse, incapaz de se mover meio milimetro a não ser para baixo. Braços, pernas...Voz. Nada obedece.

A audição entretanto permanece, mesmo quando seus olhos ainda aberto não captam absolutamente nada:

- Você...ATIROU NELE? Você ENLOUQUECEU? ELE...VOCÊ MATOU ELE!

Agora os passos ser ouvidos, e tão familiar quanto um sapato faltando é aquela voz, em um tom longe de preocupado.

- Ele era esperto demais. Acreditou em mim, mas não ia demorar até testar você e eu em seguida. Não importa, os líderes podem reclamar o quanto quiserem...Não foi exatamente como queríamos, mas agora não..
.

As palavras vão morrendo, deixando de fazer sentido, deixando de ser ouvidas e tudo se torna ainda mais silencioso.

Entendeu Victor? Não era coincidência: Elas não estavam fugindo de nada. Estavam procurando, procurando você.

Pena que você percebeu isso tarde demais. Literalmente.

Vamos dar um minuto de silêncio em sua homenagem.

TODOS:
------

Ah sim, existe uma pequena pegadinha aqui: Vocês acreditam que todos os eventos aqui estão acontecendo ao mesmo tempo.

Entretanto, fazem 48 horas que Victor não da noticias.

O prazo não chega a ser muito longo, então não existe razão para grande alarde.

Não até agora.

Então, nada citado até aqui, e nem depois ocorre ao mesmo tempo.

Mesmo porque o tempo, é totalmente relativo para Victor agora. E nada importante.

Alisson, você é surpreendida por um som, o barulho da TV. Os canais trocam rapidamente, e quando você se pergunta o que aconteceu, Dean está em pé, de volta segurando o controle até parar em um dos canais, que cobre o notíciario.

Dean, mais uma vez acontece. Era como se os ultimos 30 segundos não existissem, ou como se fosse um filme que você esta assistindo. Se lembrar o que fez você ligar a TV e trocar de canal? Você não consegue. Lembrar que o fez? mais ou menos.Como se fosse outra pessoa que...

Antes de qualquer conclusão, uma imagem chama atenção.

"As autoridades encontraram o carro complemente intacto, aparentemente abandonado a cerca de pelo menos dois dias. Misteriosamente não existem sinais de violência e qualquer passageiro simplesmente desapareceu no ar. Documentos do veículo compravam que ele pertencia a um homem conhecido como Johnathan Smith. Ele possui cerca de..."

A imagem corta para a foto, e vocês não precisam ouvir o resto.

Porque os dados dos documentos são falsos, até mesmo o nome. mas não a foto.

O que importa é que Johnathan, ou melhor, Victor desapareceu...

E pelo jeito, cabe a vocês brincarem de policiais.

Calma ae Victor...Não acabou. Apesar que a sequência dos fatos não vai lhe trazer muitas respostas. Ja imaginou como é a morte? Bem, você não esperava acordar embaixo d'agua. E é nesse "agradável" desespero que sua conciência volta. Você esta em uma banheira, sem roupas e sente como se tivesse saído do fundo de um lago. Curiosamente, o liquido da banheira parece ser água misturada com sangue, mas você não tem ferimento nenhum. E eu disse NADA. Zero. Mas como você é teimoso, os buracos de bala não podem ser vistos ao que você olha no espelho.

E bem, você é você. Até parece bem descansado e recuperado para alguém que deveria estar morto.

Será que apenas...Deveria?

A porta entreaberta denuncia um quarto de hotel. Parece caro, não é do tipo que você usaria, nunca pareceu necessário. O único som perceptível é a estática fraca de uma TV mal sintonizada...

Agora eu prometo Victor, você esta sozinho.

Afinal, esta é a sua jornada. Agora mais do que nunca.
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Annelisa Deveraux em Qui Mar 10, 2016 9:53 pm

Nãonãonãonãonão.

Ela estava surtada.

Bem antes das asinhas, acredite.

Annelisa continuava o encarando com o cenho franzido, indicando que não estava disponível para qualquer que fosse a intenção dele. No entanto, diante da explicação, ela deu uma discreta vacilada ao arregalar os olhos e mostrar um pouco de vergonha com a confusão.

- Ah, sim... É, é a minha primeira vez aqui...

PRIMEIRA E ÚLTIMA.

Apenas o observou pegar as bebidas, e se ele estava pensando que Anne ia beber aquele troço vermelho...

Mas antes que ela pudesse adiantar a negativa (considerando que ele ia mesmo oferecer), o rapaz simplesmente surgiu atrás de si, a fazendo encará-lo por cima do ombro, meio abobada por ter se distraído que nem chegou a perceber, além de ficar encolhida com a aproximação. Então, acompanhava o movimento do seu dedo com os olhos, sem dizer nada, mas olhou para cada membro da banda citado. Quando ele voltou a se posicionar na sua frente, a loira estava novamente com a expressão séria.

- Não acho que seja tão fácil assim...

Nada costuma ser fácil, né, Anne?

Ele logo mudava de assunto e prestes a dizer o nome... alguém o interrompeu. Anne continuou calada e confusa enquanto só escutava a interação entre os dois. Após poucas palavras, e completamente desencanado, o tal Spike se afastou. Cara estranho... Deve ser algo naquela bebida.

- Faith!

A caçadora apresentava a menina, que parecia mais simpática agora. Em resposta, Anne também sorriu para ela.

- Oi, Wil!

Seguiu com as duas até uma mesa, onde poderia conversar com mais... tranquilidade?

Certo...

As palavras iniciais a deixaram desanimada, mas Wil ainda parecia disposta a ajudá-la. Prestava atenção no que ela dizia, e quando lhe perguntou se estava doente ou algo do tipo, Annelisa apenas negou com a cabeça. Não sabia até que ponto Faith contara para ela, por isso preferiu guardar informações, respondendo o necessário.

Espera...

Cabelo?

Sangue?


Meu Deus! Ela vai fazer uma boneca de vudu???

Em busca de ajuda, Anne olhou para Faith... que olhava para as unhas.

SUA VACAAAA!

Allieeeee! i_i

Ok, vamos lá... quais são suas alternativas?

Não seja bobinha...

- Acho que... se é para descobrir o que está acontecendo, não tem problema. Aliás, não será a primeira coisa estranha que me pedem... - ela suspirou - Eu posso te dar sim. Mas você não tem nenhuma suspeita do que possa ser, nada, Wil? E quanto tempo vai demorar para descobrir? Desculpe se pareço ansiosa demais, mas é que... - Anne soltou uma risada nervosa - É que estou ansiosa demais.

Repousou as mãos entrelaçadas sobre a mesa e respirou fundo, buscando manter a calma.

- Onde posso fazer isso?

É, deixa que ela mesma faz.

Lidar com sangue não era algo aterrorizante para Anne...

Embora o contexto a deixasse desconfortável.
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Qua Mar 16, 2016 1:24 am

Sim, tinha algo errado.

E sim, eu desconfiei… Eu merecia créditos por isso, mas a vida é uma vadia, não é?

Ou o mestre um filho da puta.

Em qualquer das hipóteses, eu também não teria tido tempo de reagir.

A garota se ergue lentamente.

A alça de mira a acompanha, sempre direcionada.

A arma intimida? Sim, eu sei.

É pra isso que ela serve.

Pra intimidar.

Para manter a segurança.

E explodir cabeças dessas coisas.

Cerro o olhar com a resposta.

A cada segundo se torna mais gritante.

É neste momento que puxo o ferrolho, desperdiçando uma capsula sim, mas, ainda assim, tendo o efeito que eu quero.

Aquele engatilhar bem audível que parecia ser amplificado pelo silêncio do lugar.

Meu polegar puxa o cão, ainda que seja desnecessário, mas o faço… Ainda focado na intimidação.

E me deixando pronto para um tiro mais do que rápido.

- Acho b-BLAM! BLAM! -

O impacto vem antes do disparo.

Baixo um pouco o olhar, sem entender, vendo as manchas de sangue crescendo em minha camisa.

Como?

Eu estava atento ao meu redor.

Concentrado.

Ouvindo tudo.

Como caminharam pelos destroços e eu não ouvi absolutamente nada?

Meu corpo despenca.
O ar não entra pelos pulmões perfurados.

Calibre 45.

Sei que arma que ela usou antes mesmo a maldita abra a boca.

Minha HK compacta.

Com projéteis dum-dum.

Estão espalhados por todos meus órgãos.

Ok, foi bom enquanto durou, certo?

Quero dizer… Queria ao menos uma morte honrada, não pelas costas por uma garota covarde.

Mas nesse ramo o que mais tem é isso, não é?

Com dificuldade me viro, ficando de barriga pra cima.

O sangue inunda meus lábios.

A tosse faz ele voar contra meu rosto, respingando contra minha pele.

Tão quente.

Tão frio.

Sinto por não ter… Conversado mais com Allie.

Por ter treinado mais a Anne.

Por ter mandado Dean se foder… Não, mentira, por não ter o conhecido melhor.

No fundo eu sei que aquele bosta é uma boa pessoa e que as garotas estão em boas mãos.

Só não confiava.

E morri agora por confiar demais. Irônico, não?

Se ao menos Allie soubesse, não ficaria tão magoada ao lembrar-se a quantidade de tempo que mantive minha arma em direção a seu rosto.

Odeio morrer assim.

Sem honra.

Sem luta.

Mas ao menos… Sinto… Paz.

Por mais que eu tente apegar-me ao que falam, em uma tentativa inútil de me prender a este mundo…

Sei que não pertenço mais a ele.

Que é o fim.

Pouco a pouco… Tudo o que resta… É…

Escuridão.

Não.

Meu corpo luta.

Repentinamente é como se meus pulmões lutassem contra o chumbo.

Ergo meu corpo, tossindo com força, expulsando o sangue.

Sangue?

Água.

Olho em volta, confuso, assustado… Fechando os punhos, pronto para lutar com o que quer que for.

O que houve? Que merda de lugar é esse?

Finalmente respiro fundo.

Tento encontrar um compasso lento para acalmar meu coração que não bate… Metralha.

Meus olhos prendem-se a água tingida de sangue.

Meus dedos percorrem meu peito, procurando pelos orifícios de saída entre as costelas.

Nada.

Me levanto devagar, buscando não produzir qualquer ruído… Apesar da minha tosse há alguns segundos e me olho no espelho.

Nada, nenhum ferimento.

Mas as cicatrizes…

As cicatrizes antigas, inúmeras na verdade, estão aqui.

Algumas bem costuradas, feitas por mãos de terceiros.

Mas a maioria tortas e mal feitas… Afinal é bem difícil fazer uma sutura em si mesmo.

Afasto os cabelos com as mãos, os levando atrás da orelha, pouco me importando com a falta de roupa.

Abro a porta lentamente, olhando em volta… Ninguém.

Apanho uma toalha e a enrolo na mão, aproximando-me do espelho e o socando, o partindo em diversos pedaços.

O maior rapidamente ocupa meus dedos, transformando-se em uma arma improvisada.

É tudo o que eu tenho para lutar com o completo desconhecido.

E quando digo desconhecido não me refiro a alguém, mas a situação em si.

Pela primeira vez me vejo em uma situação o qual sou incapaz de prever.

Antecipar.

Ler.

Ainda sem me importar com as roupas, finalmente abandono o banheiro e caminhando pelo quarto.

O revirando, procurando por qualquer coisa útil.

De roupas a escutas escondidas.

De calçados a runas ou pinturas de proteção.

Qualquer coisa válida.

Qualquer coisa que possa me dar respostas.

A começar pela TV o qual eu ligava rapidamente… Para ver a data.
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Re: [01 x 03] - Assuntos de Família

Mensagem por Allison Reynolds em Sex Mar 18, 2016 9:51 pm


É.. agora vendo o cartão Allison tinha certeza que Dean havia revistado uma psicóloga famosa. Ah, whatever. Quem mandou ela aparecer do nada?

Ela não parecia realmente disposta a causar problemas, pelo menos não por hora. Allison guarda o cartão da Dra Cordélia assim que ela vai embora.

Allison contava para Dean tudo que tinha acontecido até ali, sorria para ele concordando quando ele se oferecia para "batizar" seu café. Um gole, sentindo o corpo se aquecer, e um suspiro de satisfação.

- Obrigada, eu precisava disso. - olhos da tatuada foram até o "convite" rosa que agora estava em cima da mesa. - E se for.. sei lá, uma armadilha? Afinal, a história de como ela nos achou, como você disse, tava bem mal contada.

No fundo, Allison sabia que não podiam simplesmente deixar de pagar pra ver. Muitas vidas em jogo.

Então a garota começou a pesquisar no computador e... não encontrou nada. Era muito estranho, mas a ausência de pistas não deixava de ser uma pista.

- Dean.. não sei se é simplesmente estarem abafando o caso. Não tem especulações, nada!

Dean então sugeria que ela fosse dormir. Verdade, Allison sentia-se cansada.

- Não é justo. - Allison falou, fechando o notebook, e sorrindo para o policial. - Me acorda daqui algumas horas, pra você poder descansar também, ok?

---


Allison estava no quarto, deitada na cama. Os enormes olhos escuros estavam bem abertos. Ela encarava o livro misterioso que estava pousado sobre a mesa. E se Dean tivesse razão? Talvez fosse necessário queimar aquilo, ou jogar água ou sei lá o que para saber como ele funcionava. Mas e se estragasse e ela ficasse sem saber qual era o segredo que aquelas páginas escondiam? Era tão frustrante.

Abruptamente, a garota se levantou, calçando as mesmas pantufas que ameaçou jogar em Vic quando foi parar ali de pijama. Trajava somente uma camiseta grande, as (muitas) tatuagens que cobriam quase toda extensão da perna esquerda estavam a mostra.

Abriu o livro numa página aleatória, pegou um lápis que estava jogado ali, e sentou-se diante do livro. Sem se importar muito em qual página estava, começou a escrever.

"Como você funciona?"
"Onde está Blair Von Dursten?"


Não fazia a menor idéia de onde aquilo iria levar. Ela apenas tentava mais uma possibilidade.

Mas ainda haviam muitas.

---

Victor ainda não havia voltado, mas não era um motivo para preocupação.. ainda.

Allison e Dean realmente criavam um vínculo nesse tempo que permaneciam ali. O policial ensinava a garota a se defender e Allison dividia com ele o (pouco) conhecimento que tivera sobre o sobrenatural até agora. Ter tempo livre significava também olhar os livros de Burton, qualquer coisa que pudesse ajudar.

Até que...

A TV.

Allison olha primeiro para Dean, sem entender porque ele ligou a TV e mudou de canal.

- Dean, o que....? -  Então a reportagem. Eles vêem o carro de Victor. E mais que isso. A foto dele. Victor estava desaparecido? Não, não podia ser. Racionalmente, Allison prestava atenção à TV, tentando descobrir que lugar era aquele. Porque seria importante. Mas.. nada que pudesse identificar.

Em seguida, Allison pega o seu telefone, tentando chamar o número de Vic. Talvez ele só tivesse deixado o carro ali para despistar alguém e....

Quem você ta querendo enganar, Allie? Você SABE o quando ele é apegado àquele carro.

Ligar não adiantava nada. Ia direto para a caixa postal.

Pense, Allie.

Dean.

- Você acha que consegue informações do lugar onde acharam o carro do Victor através dos contatos na polícia?

Era o único ponto por onde podiam começar.
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Allison Reynolds

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