Prólogo: Estrada para o nada

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Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Qua Mar 25, 2015 11:17 am


Em algum lugar ai fora, existe uma grande história acontecendo. Ao que parece, logo vai ser descoberto os planos de um poderoso demônio que na verdade começou a ainda mais tempo, que vem se estendendo ao longo de décadas,ou quem save ainda mais. Isso envolve o nascimento de crianças escolhidas uma a uma por razões desconhecidas, que provaram do seu sangue demoníaco e vão ter um papel importante no que pode representar nada menos do que o fim do mundo, exatamente aquele que a Bíblia avisava e as pessoas parecem em sua maioria não ligar. Mas claro que nem tudo esta perdido e uma dupla de irmãos são os únicos que podem impedi-lo em seu catastrófico objetivo final de literalmente, abrir os portões do inferno e soltar tudo que existe de ruim em nosso mundo.

A boa notícia? vocês não estão envolvidos em nada disso, e sequer sabem o que esta acontecendo, lamento.

Na verdade vocês fazem parte de dois grupos: Ou mal começaram a descobrir o que existe ai fora, ou não fazem a menor ideia do que realmente esta acontecendo. Acreditem, eu adoraria fazer parte do segundo. Mas vocês tem sorte uma vez que não fizeram a bobagem de seguir esse caminho, ao menos não ainda, ao menos a maioria de vocês. De qualquer forma, isso nos leva aonde vocês estão, ou melhor, aonde por enquanto se encontram. Ja que as vidas de todos esta prestes a mudar muito em breve. Curioso, tudo isso noticiado em apenas meia página de jornal informando o desaparecimento de duas garotas da faculdade, o que justifica a MEIA pagina, uma vez que 95% das vezes alguém só acordou bêbado e sem grana na cidade vizinha. As não tão preocupadas autoridades estão por ali, alunos e professores falam o que sabem, ou o que não sabem ja que ninguém literalmente viu nada.

E aqui estão vocês.


Del Rio - Texas.
2005

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BLAIR:

Blair, você sempre teve sorte. E eu não estou dizendo que você ESTA com sorte, você é uma pessoa que, naturalmente, sempre tem sorte. Muito mais do que juízo. Não bastava "apenas" ter a sorte ser uma patricinha mimada e com mais dinheiro que mulheres com o dobro da sua idade jamais vão chegar perto de ter ao longo de toda vida, ou de que seu papai garante que o fato de que você achar que Mozart é o nome de algum DJ novo que não merece atenção não afetar sua permanência na faculdade. Não, nada disso. Dessa vez, você tem sorte devido ao fato que aquela maldita da Emily, tão mimada quanto você mas que por alguma razão meia escola adora ela...Mesmo ela fazendo de sua vida um inferno sem quebrar a imagem de boazinha.

E a verdade é que você nem sabe de nada: Acordou com um grito no meio da noite, seguido do som que agora você ve serem sas duas grandes janelas estilhadas mas achou mais...Sábio ficar beeeeeeeeeeem quietinha no conforto da sua cama, mesmo depois que os alunos começaram a correr pelos corredores. Você só queria o seu sono de beleza, e tentar relaxar no sábado. O fato de você ter dormido de luz acesa e a impressão de ter ouvido vozes das paredes sussurrando coisas não quer dizer que você estava com medo, não. Imagine. O psicologo sempre disse que as vozes eram uma manifestação do Stress acumulado.

Logo você, que nem sabe o que é Stress direito. Mas soa Chique: "Stress".

De qualquer forma, apesar de sua arqui-rival ter desaparecido, pelo visto Emily garantiu que você teria um ultimo problema: Tem uma autoridade a sua frente que vai falar com você. Ao menos não é um velho gordo com um bloco de multas querendo parar seu conversível. Não, ele quer ouvir o que você ouviu, ou fez que não ouviu. Não adianta negar ou ficar repetindo que ouviu um grito no meio da noite: Seu quarto era o vizinho e até seu pai disse por telefone que vai acabar logo. Então...É melhor colaborar enquanto espera ai sentada, quietinha.

Enquanto espera se olhando no espelho de seu kit de maquiagem, algo passa em sua cabeça: E se eles acharem que você é suspeita?

Um pingo de medo em sair dali de algemas, na capa de todas as revistas passa em seu belo rosto, bem no momento que a autoridade entra.

Boa sorte Blair!

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VICTOR:

- Uma pena o que aconteceu com o antigo Xerife do condado...Bem, é aqui.

E você sabe muito bem do que ele estava falando Victor, seu pai lhe mostrou que é preciso escolher o disfarce que melhor "combina" com você. E as pessoas olhavam estranho e prestavam atenção demais quando um indigena se dizia do FBI. Como Xerife entretanto? Muito melhor. Você sabia que seria dificil seguir sozinho depois que...Bem, sem pensar no passado, o que importa é seguir em frente.

É preciso começar de algum lugar. Ou recomeçar. Afinal essa coisa lá acaba um dia para ter começo, meio e fim ou apenas esta tudo no mesmo buraco, e acaba misturado? Quem sabe com os meses vá ficando mais claro "Victor", mas é bom manter o foco, um dia de cada vez. Essa faculdade por hora é o buraco da vez: Apesar dos alunos não perceberem, o desaparecimento é suspeito. Ta, talvez não de em nada, mas é como dizem seus novos colegas de profissão: Se começar a escolher muito logo você vai estar evitando casos. E ficava no caminho, vale uma passada por la. Diferente de seus costumes, os habitantes de grandes cidades sempre fazer muito barulho pelo que muitas vezes não é nada.

Mas...Dessa vez, quem sabe exista fogo onde tem fumaça.

As testemunhas não viram nada. Tipico, bem tipico. O engraçado é que realmente nada sequer parece fora do lugar. Tirando as janelas em pedaços claro. A perícia ja acabou: As grandes faixas amarelas estão la mas o resultado foi...Coisa nenhuma. Além disso, a garota não tinha inimigos, nem ex-namorado, nem namorado, nem inimigas...Ou quase. É por isso que a unica pista que você tem esta ali no quarto da desaparecida. Sabe aquele draminha de adolescentes que descutem sobre quem vai ser a rainha do baile, quem senta nos degraus da escola ou quem é mais popular? Pois então: Se Emily Morgan tinha uma Arqui-Inimiga, Blair VonDursten era ela. E chame de instinto mas...Tem algo errado com a garota.

Engraçado como até mesmo um "verde" como você usando aquelas roupas de Xerife e um distintivo brilhante consegue passar como tal. Bem melhor que agente do FBI, o terno não é exatamente confortável. Ninguém faz muitas perguntas, devem achar que o Papai Morgan mexeu uns gravetos e mandou você ali. De qualquer forma, a patricinha numero dois do Campus esta até mesmo intimidada, com ou sem segurança. Ele parece uma estátua, e não vai sair dali, Claro, você poderia fazer acontecer mas não quer atrair mais atenção ainda. Ela tem uma boa razão afinal: Ninguém jamais o viu "Novo Xerife" antes. E em segundo lugar, é bem melhor seguranças que advogados.

A testemunha é toda sua, ela até se move desconfortavelmente na cadeira quando você entra. O segurança em pé por outro lado sequer se move. Uma estátua de dois metros, terno e óculos escuros. Ele poderia ser um agente do FBI, e pareceria melhor que você.

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ALLISON:

Mas e a outra garota? Convenhamos Allison, ninguém esta ligando para a outra garota. Ja ouviu falar naquela história que o seu passado le condena? É mais ou menos assim, ja que sabemos muito bem o quanto Jane vive bebendo e reaparecendo dias depois, a colega de quarto de Emily não ocupa mais do que duas linhas na matéria de jornal. Exatamente por isso, lhe parece mais interessante não se envolver diretamente no drama da pobre menina rica, como todas as autoridades parecem estar fazendo no momento. Talvez seja porque Jane nunca lhe tratou diferente de qualquer forma mesmo que você....Ahn, você sabe do que estou falando. Ou o jeito tímido dela despertasse um instinto de irmã mais nova que nem sabia que tinha. Mas mesmo com sua coleguinha sumida, não existe muito o que fazer.

Afinal de contas, o que você esperam que você faça? Se disfarçar de agente do FBI?

O lado bom é que as pessoas não estão prestando muita atenção do lado de fora enquanto você, que se mistura muito bem no meio de todos aqueles alunos olha atentamente para as janelas,ou o que sobraram delas. Alguns pedaços foram levados para analise mas boa parte permanece ali no meio da grama, tão perto que mesmo com o cordão de isolamento ficam centímetros de distância. Olhar de perto poderia dar alguma dica, sinal, pista e você descobre...

Nada, zero. Parece bem mais fácil nas séries de investigação.

É como se a garota, ou as garotas tivessem sumido no ar. Mesmo sem fazer parte da investigação todos comentam que após as janelas praticamente explodirem nada foi visto, centenas de metros percorridos em segundos e carregando uma ou duas vítimas sem sequer deixar pegadas? Como aquilo era possível? Você consegue imaginar muito bem porque alguém teria implicância com a 1a dama do universo Emily Morgan, mas porque alguém faria mal para Jane? Ela mal falava! Quando você parecia prestes a desistir algo podia ser observado.

Ou melhor, alguém.

Esse alguém infelizmente não tem nada muito de estranho em si: Apenas uma garota fumando do outro lado do cenário, mas parece bem atenta com o ponto fixo naquela cratera que um dia foi um par de janelas desde que você chegou. Ela parece sequer se incomodar no fato de ter sido percebida, balançando a cabeça negativamente enquanto libera a fumaça tragada de seus pulmões para o ar. Pode não ser nada, ou pode ser alguma coisa. Talvez a tranquilidade dela esteja no fato que nenhum policial foi torrar a paciência perguntando da princesinha que sumiu. Mas não por muito tempo, ja que é a melhor pista que apareceu para você até agora.

Tudo parece tão automático...Porque esta fazendo isso mesmo? Talvez ter alguém que não olhasse com malicia na faculdade era importante.

Então...Não custa nada ir até la e perguntar, qual a pior coisa que pode acontecer? Queimadura de cigarro?

A público pela internet costuma a ser horrível esse horário mesmo...

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ANNELISA:

Enquanto do outro lado da cidade, a universidade parou devido ao desaparecimento de uma de suas alunas mais populares e de uma das menos populares, você tem mais com o que se preocupar Anne. Ok na verdade você NÃO TEM. Tudo que resta para você é ficar ali sentada naquela mesa, sem internet aguardando que algo interrompa os 75 minutos tão silenciosos que era possível ouvir o som do relógio de parece. Mas porque estamos aqui? Ah sim, sua "chefe" lhe odeia, sem razão alguma. Talvez ela apenas não queria uma estagiaria, e já que sequer pode demitir você devido a um acordo com a faculdade, ela faz de tudo para mostrar que não gosta de nada disso. Assim, parece que propositalmente a internet não esta funcionando logo no dia que ela pediu para ficar no lugar dela enquanto a mesma ajuda a policia.

Culpa sua, quem mandou achar que o Necrotério era uma boa opção de estágio mandatório?

Felizmente, você não vai precisar ler o jornal pela 4a vez e inventar novas atividades para não enlouquecer naquela sala, ja que quando você percebe a porta bate fazendo você quase saltar no lugar sentada. Passos apressados pelo corredor logo revelam um homem de meia idade, parcialmente careca mas ainda com uma boa quantidades de fios avermelhados e barba. Tem idade para ser seu pai, apesar que o porte físico dele e a cara fechada faz pensar que é do tipo conservador que não deixaria você sequer ser vista andando após as aulas com uma stripper. Ele usa algum tipo de roupa lembrando trajes próprios para caçar ou sobreviver na floresta, e para diante de você:

- Agente Especial Burton, CCD de Washington. Vim para ver um corpo encontrado a algumas semanas, eu tenho uma cópia dos papéis...

O distintivo é mostrado por alguns segundos o bastante para você ver a foto do homem com seus jovens olhos confusos e o conhecido simbolo do Centro de Controle de doenças. Ele deixa calmamente os papeis sobre a sua mesa e...bem, PARECE real uma vez que você não saberia onde procurar caso estivessem errados. Alias, a unica que coisa que parece errado era você não ter sido avisada, até você lembrar quem é sua chefe. Certamente ela fez de propósito ja que alterou seus horários para isso.

E o Agente Burton não esta com cara de quem vai esperar o dia todo Anne, e nem adianta ligar que sua querida chefe esqueceu o aparelho.

Então...É com você. Toda a meia duzia de corpos na sala fria atrás de você e o necrotério estão sob seus cuidados. Talvez fosse melhor estar na aula...


Última edição por Admin em Sex Mar 27, 2015 1:49 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Sex Mar 27, 2015 12:22 pm

A Chevrolet Silverado 1989 estacionava no campus.

Era um carro comum, antigo... E bem conservado. Digno de um xerife do condado.

Com exceção da suspensão preparada para subir paredes, e do motor ligeiramente modificado para conseguir mais potência... Era apenas uma pickup antiga bem conservada.



Mas espera...E a viatura?

“Quebrou a homocinética ontem. Não se fazem mais carros como antigamente...A gente se vira como pode. O que temos aqui?”

A apresentação era tão batida para responder aquela mesma pergunta, que saía quase no automático.

O uniforme fazia toda a mágica.

Ajeito o chapéu na cabeça conforme vou caminhando pelo lugar.

Os cabelos, presos em um rabo de cavalo, permanecem o mais discretos possíveis. Os olhos permanecem escondidos em um óculos de sol, no estilo aviador.

Uma jaqueta verde-musgo, de couro bem surrado e opaco, camisa marrom e calça verde-musgo. A estrela, presa no peito, na jaqueta, brilhava mais do que os óculos... E propositalmente, afinal enquanto olhavam para ela, não olhavam muito para mim.

O caso era mais do que comum, se não fosse pela janela.

Mas sabe quando você sente o cheiro de merda?

Porém posso estar errado. Não tenho o faro que m....Que ele tinha.

Por isso, não seria de se estranhar se eu estiver errado e isso aqui for uma grande e enorme perda de tempo.

Em pouco tempo, estou a par de tudo... E com a única pessoa que talvez possa ajudar.

Olho para o segurança de cima a baixo, assim que entro na sala e movo a cabeça levemente em negativo.

Qual é... Sou um xerife, não um bandido.

Esse povo endinheirado da cidade...

- Boa tarde... - Digo ao segurança, sem olhá-lo diretamente, olhando para prancheta. Em seguida ergo o olhar para a garota – Olá Srta. VonDursten... - Digo com um meio sorriso, retirando os óculos e o pendurando no bolso do peito da camisa – Sei que você já deve ter feito isso umas dez vezes hoje... Mas, por favor, me diga o que sabe.

E diante de Blair estava, talvez, um dos policiais mais improváveis do mundo. Ele era um índio, Blair.

Apesar de falar bem, sem qualquer tipo de sotaque marcante.

Mas era um índio...Com cabelo comprido e aquela cara de quem vai sacar uma faca e arrancar seu escalpo.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Blair VonDursten em Sex Mar 27, 2015 3:11 pm

Claro que eu tenho sorte!

Que ruiva bonita, inteligente, atlética não teria?

Ah tá eu não sou atlética.

Mas também, se fosse....seria demais para o mundo!

E sim eu sou uma patricinha mimada com muito dinheiro e nariz empinado, longos cabelos vermelhos, e minha camisola da Chanel vale o salário da sua família de 10 anos!

O mundo é cruel mesmo, mas não pra mim.

Isto não me faz uma megera!

Faz sim!

Enfim isto não vem ao caso.

Obvio que meia escola adora a Emily porque ela tem podres de todos arquivados, ela chantageia todos! Alguém gosta daquele cabelo ridículo dela? Por favor!...Francamente...

Fato é que ela também não precisava desaparecer assim, não?...

Não que eu não tenha achado estranho as vozes que ouvi, os barulhos estranhos. Mas tudo se revolveu depois que eu acendi a luz!

E sim eu tenho muito stress.

Pessoas como eu acumulam stress, porque são oportunamente incomodas devido a suas incríveis habilidades e perfeição. Pelo menos foi o que meu psicólogo me disse.

Embora as vezes desconfio que ele fala muito igual meu  pai, sabe...Talvez meu pai diga a ele o que deve me dizer, mas é pra me poupar de Stress e ouvir vozes como agora...então.

Mas eu estou numa situação de stress eminente.

Sentada em uma cadeira de madeira completamente desconfortável, porque levaram minha almofada de plumas em formato de coração para averiguação.

Ainda de camisola.

BOM ao menos é uma camisola Chanel, eu já disse isto? É sempre bom repetir....

Eu já contei que tenho um pouco de problemas de percepção e atenção?.

Então mesmo que os policiais me comam com os olhos devido a forma como a camisola marca minha pele branca, de curvas da nobreza.....Eu realmente não vou reparar!

E minha camisola é vermelha.

Não que eu tenha alguma inclinação e...

Ok cala a boca.

Papai disse que eu só tenho que ficar sentada.

De pernas cruzadas, olha o decoro!

E dizer tudo que sei.

Ou seja?

Nada!

Ok estou quieta, mas isto não significa que meus cabelos estão de acordo, logo apanho o espelho a mesinha, e ficou ajeitando uma madeixa vermelha.

E quando escuto um ruído, logo ergo meus olhos  por cima do espelho.

São amendoados, de um castanho avermelhado, as vezes acho que papai fez a perfeição de escolher a cor de acordo com a textura dos fios, ahahahha.

E logo encaram aquela criatura.

IRC!

OK...

Ele veio do Crepúsculo?

Me desculpem mas não lembro de ver índios se não lá.

E aquelas roupas, pelo amor de Deus, quem é o alfaiate dos policiais, como eu vou conversar com alguém com estas roupas? Este chapéu? E este óculos falsificado?!

Ainda bem que eu não vi o veiculo.

E aquela estrela?

Por favor né...

Faço sinal com o dedo indicador e o outro, na direção dos meus olhos, e depois pro Inidio, alertando o segurança.

NÃO DEIXE ELE ME COMER, VAI QUE É CANIBAL!

Me encolho mais na cadeira, e logo envolvo um ursinho que tem por ali e abraço junto ao corpo.

Medo...

E quando ele me olha, tenho vontade de sair correndo e dizer que não sei de nada, porque aquela estrelinha me intimidou sim....

Nossa só falta ele  tirar um trigo do bolso e morder...

Caipira.

E ele pedia para eu dizer o que eu sabia....

Eu sei que você é brega...que eu sou rica....e que a Emily ter sumido foi um favor a nação, certamente ela fugiu com aquele garoto esquisito com quem estava se relacionando.

Obvio que eu não quis ficar com ele e então..

Foco Blair.

Enfim me  alegra notar que ele não tinha sotaque. E então abro mais meus olhos, e mordo de leve o lábio inferior, fazendo uma careta de...

Preciso mesmo estar aqui?



Mas como meu pai mandou...

Suspiro fundo e fecho o espelho, deixando ele na minha mão.

- Basicamente, eu não tenho absolutamente nada a ver com aquela garota perua que desapareceu, como ela é irremediavelmente odiada neste lugar, sua lista de suspeitos vai ser enorme. Então eu realmente não sei de nada e não vi nada. Os barulhos e vozes que ouvi se devem a consequência do meu quadro agravado de stress social. O qual está prestes a chegar em seu ápice...

O dedo indicador apontava de leve o cabelo do índio.

- É natural?

Ah não posso deixar de perguntar que tipo de shampoo esta criatura usa, o cabelo dele brilha mais do que o meu!

- De todo modo eu gostaria de ir pra casa do meu pai, pois esta situação toda agrava meu caso, e talvez você deva fazer algum ritual...- O olhar ia ao ar como se procurasse a palavra, e logo a mão estendia-se na direçao do rapaz, mas a distancia, enquadrando ele, e depois voltando ao ursinho.

- Algum ritual "patachó" da sua tribo e descobrir....
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Sex Mar 27, 2015 3:48 pm

Adendo.

Esboço um meio sorriso com a resposta, e em seguida, puxo uma cadeira, sentando-me de frente para a tão ilustre testemunha.

- Srta. VonDursten, serei o mais sincero possível, uma vez que quero ajudá-la, e o modo como você tem se portado não tem ajudado muito, de acordo com o que meus colegas falaram – Digo, tentando soar o mais amigável possível, apesar da vontade de mandá-la a merda.

- O que temos aqui é toda a escola dizendo exatamente o oposto... A única pessoa que temos, como possível suspeita, é, infelizmente... Você. Por isso, perguntar sobre meu cabelo, ou fazer piadas sobre minha etnia... Não vai ajudá-la, pelo contrário, apenas prejudicá-la. Por isso, vou ignorar isso... Porque eu realmente estou aqui para ajudar você. Quero salvar sua amiga, e não quero uma garota inocente sob suspeita... - E isso vai soar bem mais amigável, Blair... Porque é a mais pura verdade.

Mantenho meus olhos fixos aos dela, ignorando a camisola cara sobre a pele branca e angulosa. Não que não seja tentador, mas... Você não faz meu tipo, docinho.

- Por isso... Blair, por favor... Tem mais alguma coisa que você não está me contando?
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Allison Reynolds em Sex Mar 27, 2015 10:18 pm

Spoiler:

O dia de Allison começou relativamente normal. Caminhou pelo quarto bagunçado, procurando roupas. Calça jeans escura e tênis. Um suéter de gatinhos que era inocente demais, não combinava com ela. E era proposital.


Ao fazer o café leu novamente a página do jornal que já havia sido folheada tantas vezes. Como podiam dar quase nenhuma importância ao caso? Tudo bem, elas eram jovens e as pessoas estavam aguardando que aparecessem do nada, contando uma história louca, sobre uma viagem que decidiram de última hora para Las Vegas. Pessoas da idade de Allison faziam merda o tempo todo.

Merdas como se exibir na internet para desconhecidos, em troca de dinheiro.

Juntando toda coragem que tinha, pegou os livros e saiu. Morava em um quarto alugado próximo ao campus. Era bem perto, então podia ir andando. E fez isso sem a menor pressa. Como ela odiava aquele lugar e os olhares inquisitórios que a perseguiam onde quer que fosse. Se não era pela “fama”, era pelo seu corpo coberto de tatuagens. Bando de puritanos imbecis. Seu maior desejo era descobrir que além de muito boa em cálculo ela também era autodidata. Mas como até agora isso não aconteceu, teria que conviver com aquela gente até se formar.

Logo que chegou ao campus percebeu a movimentação e os investigadores pelo local, o que significava que as garotas ainda não haviam sido encontradas. Enquanto o mundo procurava pela princesa do baile, Allison só desejava que o sumiço de Jane, aquela garota que não era escrota como os demais, fosse resultado de uma bebedeira que foi além dos limites.

Mas observando bem os detalhes, parecia que alguém havia explodido a janela. Pra que fariam isso? Se fosse um sequestrador ou serial killer, seria mais fácil agir de maneira silenciosa. Ok, agora além de tudo ela estava pensando como uma criminosa.

Uma análise minunciosa dos pedaços das janelas no chão também só significaram para Allison uma coisa: que ela nunca estaria num episódio de CSI.

Seus olhos foram da “cena do crime” até a jovem que fumava observando a cena. A sua expressão deixava claro que ela sabia de alguma coisa. Talvez se falasse com ela, descobriria. A jovem tatuada se aproximou então. Ela queria saber o que tinha acontecido ali.

Mas isso não deveria ser responsabilidade dos policiais? Talvez ela não devesse se meter... Mas diante de si tinha um mistério e simplesmente não podia deixar passar. Ela queria saber o que significava aquilo. Não era algo que podia ser resolvido com alguma fórmula complexa. Havia algo... de fascinante em tentar descobrir o que se passara ali.

Puxou dos bolsos um maço de cigarros meio amassado. Era uma fumante ocasional, mas pareceu um pretexto para iniciar uma conversa com a garota.

Desenvolver um pouco as células cancerígenas em seus pulmões por uma informação. Parecia uma troca justa.

- Pode me emprestar o fogo? - Allison apontou para o cigarro apagado, já entre os lábios. Acendeu e puxou uma longa tragada. Como aquilo era bom. O coração deu uma leve acelerada. Ficou contemplando a cena por alguns instantes, até resolver falar com a garota. - Que diabos foi isso? Como alguém... explode uma janela num lugar onde moram mais de duzentos imbecis, e ninguém viu nada?
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Annelisa Deveraux em Sab Mar 28, 2015 12:27 pm

O celular estava sobre a mesa.

E Brendon cantava para ela, num showzinho particular.

“I feel the salty waves come in
I feel them crash against my skin
And I smile as I respire because I know they'll never win”


Mas nem mesmo a voz maravilhosa dele era capaz de silenciar o irritante som do tique-taque que praticamente lhe jogava na cara cada segundo que passava dentro daquele inferno particular. O rosto estava enterrado nas mãos abertas e os dedos enfiados nos fios cor de mel, como se a qualquer momento ela fosse arrancá-los.

Aquela megera frívola... Sua chefe a odeia, simples assim.

Apesar de Anne ser uma garota responsável, pontual e esforçada, ela a detestava. No começo, até parecia uma boa ideia, e chegou até a se questionar a razão de ninguém mais querer estagiar ali. Teria tempo para estudar, o trabalho nem era tão pesado e a remuneração, hm... aceitável.

Tão ingênua que chegava a dar raiva!

“There's a haze above my TV
That changes everything I see
And maybe if I continue watching
I'll lose the traits that worry me”


Ok, estava aprendendo coisas importantes, não podia negar. E o silêncio, certamente o problema para todo o restante do mundo, era um ponto a favor para Annelisa. Porque diferente de seus colegas, ela não se importava em lidar com os mortos. Nem de ficar sozinha no local, sabendo que na sala logo atrás tinha uma quantidade considerável de corpos frios e pálidos.

Na verdade, desde quando era pequena e os amiguinhos se assustavam com filmes de terror e suas histórias horripilantes, Anne achava mais tedioso do que estar numa saleta sem fazer absolutamente nada. Era do tipo que temia mais os vivos do que as pobres almas penadas espalhadas por esse universo tão cruel... tsc.

O único surreal que ela conhecia era o valor da fatura do seu cartão no fim do mês...

“Can we fast-forward till you go down on me?”

Ah, mas Anne também tinha papai rico, só que essa era outra história, para talvez uma outra circunstância.

Se achou independente ao ponto de não precisar do dinheiro dele, e estava até que estava se dando bem – só se ferrando socialmente, fisicamente, psicologicamente, mas seu orgulho estava tinindo de bonito. Suas notas eram altas o suficiente para manter a bolsa integral, o que era o mínimo para alguém que vivia enfiada na biblioteca. Assim que chegara... Annelisa tinha virado um típico clichê americano. Parabéns, garota!

Enfim...

Contradizendo o mestre, sorry, ela pegou sim o jornal pela quarta vez, indo direto para uma notícia em especial. O sumiço das estudantes, que por acaso, eram da mesma faculdade que a dela. Bem... quem não conhecia Emily Morgan? Se Annelisa se achava um clichê ambulante... Melhor nem comentar. Era óbvio que não fazia parte do círculo social da donzela perdida, assim como também não fazia a mínima de quem era Jane, nada pessoal. No entanto, apesar do pouco interesse, ela não deixava de se sentir triste... pelos familiares, claro. Já que acreditava que as duas encheram a cara em alguma festinha e puf. Desapareceram.

Mas e a janela quebrada, hein, Annelisa?

Como você explica?

“Stop there and let me correct it
I wanna live a life from a new perspective
You come along, because I love your face
And I'll admire your expensive taste
And who cares divine intervention?
I wanna be praised from a new perspective
But leaving now would be a good idea
So catch me up on getting out of here”


Levou um baita susto quando o homem praticamente invadiu o lugar. E pelos olhos arregalados, chegava a dar a impressão que ela estava fazendo alguma coisa errada… Quer dizer, se tivesse a remota possibilidade de fazer algo ali.

Não era o caso.

No ato, acabou esbarrando no aparelho e este desabrochou-se em mil pedaços, que por ora, Annelisa iria ignorar. Os olhos castanhos estavam cravados no desconhecido, e a sobrancelha esquerda levemente arqueada, questionando sua presença.

- Em que posso ajudá-lo?

Ok, ela não deixa de notar os trajes, e tanto faz. Podia ser até o presidente, mas ainda assim teria que provar que tinha um horário marcado, caso contrário, meu amigo... a porta da rua é a serventia da casa.

Ela já falou o quanto a chefe era insuportável? Então estava explicado o motivo da hesitação, mesmo diante do distintivo dele.

Annelisa pegou os papéis na mesa, e parecia cada vez mais confusa, o que ficaria evidente enquanto ela lia e aparentemente não encontrava nenhum erro ou falsificação... que ela soubesse identificar.

- Desculpe, mas não fui avisada sobre sua visita e... não tenho como falar com a responsável no momento.

Porque a filha da... mãe, sei lá, esqueceu o celular?

Não era de ficar nervosa, mas...

Refletiu por alguns segundos, imaginando se deveria ou não mandá-lo retornar em outro horário, porém pela postura do homem... Annelisa soltou um suspiro alto, do tipo... Que se dane, cara.

- Sou apenas uma estagiária aqui, senhor Burton, e permitir sua entrada, caso ela não tenha sido devidamente aprovada, pode me gerar grandes problemas...

Ela estava a ponto de negar, sério.

Mas se levantou, alisando a roupa amarrotada de ficar tanto tempo sentada. Passou as mãos pela saia preta e de tecido leve, tentando ficar um pouco mais apresentável e chegou a fazer uma leve carranca para parecer mais madura. Usava uma camisa branca, estilo social, cheia de botões, todos fechados. Mas o suéter cinza a escondia, deixando apenas as golas dobradas de fora. Botas de cano longo, também pretas finalizavam o visual juvenil. Não havia cor nela, tirando os cabelos claros, que se encontravam presos num coque frouxo.

Ela não parecia uma jovem fresca como tantas outras...

Annelisa era séria, certinha, e até mesmo paranoica. Mas também gentil e caridosa... não era à toa que estava querendo se especializar em pediatria.

O engraçado era que estava rodeada de defuntos e o homem de coração pulsante e presença ameaçadora a sua frente que a fazia estremecer, incomodada.

- Certo... Mas terá que fazer isso acompanhado.

Ela caminhou até um armário largado num canto e puxou um avental de dentro, colocando em si mesma, para depois vestir as luvas. Procedimentos básicos... além de mostrar para o homem quem estaria o supervisionando no processo. Pegou algumas peças para ele, o entregando.

- Pode me passar a data exata que o corpo chegou? Vai facilitar muito o meu serviço.

Ou não.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Sab Mar 28, 2015 8:25 pm

ANNELISA:

Porque sera que ela lhe odeia Anne?

Ah, pode ser porque você fica ouvindo música no celular, sem fones, durante o trabalho.

Mas você sabe que isso não era desculpa, ela acharia outra coisa para implicar com você, ela sempre achava. Por exemplo, você ao longo daquelas semanas jamais tinha saído da teoria: Ver um corpo na câmera fria sem um lençol encima ou sem ser por fotos? Jamais, abrir um nem pensar. Eram tudo papéis, e-mails e longas explicações em tom de ma vontade dadas pela Doutora...Ei, mas ao menos é melhor que fritar hambúrguer.

Mas você e Emily não precisavam fritar hambúrguer. Bem, talvez Emily não precisasse mais nada...Talvez não fosse demorar para que o corpo dela aparecesse ali. Todo esse tipo de ideia passava pela sua cabeça enquanto trabalhava ali. Mais do que normal infelizmente, a vida trabalhando naquele lugar lhe deixava assim, mais fria, prática. Quem sabe logo você seria mais parecida com sua chefe?

Mas voltemos a situação atual. O agente Burton houve sua pergunta, olha para você. E olha com aquela cara que seu pai fazia sempre que você o desagradava. Quando parecia que ele diria algo parecendo um sermão, aparecia um sorriso em meio aquele rosto duro:

- Eu preferia deixar tudo entre nós... E Brendon Urie claro. Srta...?

Viu so Anne? Nem todos estão contra você aparentemente. Talvez por isso, ou apenas por contradizer sua chefe você resolvia finalmente atender a solicitação dele e levar o Agente Burton conforme o mesmo solicitava. Ele parecia não ter problemas, concordando com a cabeça. Vai ver não esperou que seria diferente enquanto colocava as luvas:

- Talvez seja melhor, eu posso ter algumas dúvidas. Foi na última terça-feira, acredito que a cidade não costuma a ter muitos casos de mortes em que os corpos vão parar aqui, especialmente sem parentes reclamando.

E era verdade. Ninguém basicamente "morria" por ali. Ok, uma velhinha ali, um senhor doente la. Mas não de forma estranha ou incomum. Só isso sabia você saber de quem ele falava, a medida que dobrava no corredor e poderia ver sobre a mesa o corpo de um garoto que não deveria ser mais novo do que você Anne...Branco como um papel e com a cicatriz resultante da autópsia atravessando o peito recém costurado. Ao lado, haviam os documentos de laudo juntamente com instrumentos cirúrgicos.

Agora você pode ler o que sua amada chefe deixou ou aproveitar a chance e brincar de cirurgia. Sua chefe não vai poder brigar com você uma vez que esta apenas seguindo a lei...Certo? E não deve ser tão difícil na prática. Logo para você que leu tanto a respeito...

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ALLISON:

Talvez não seja tão ruim, afinal é a primeira vez que você consegue entrar na faculdade sem meia duzia de pessoas olhando para você, já que eles tem um novo assunto para debater. Essa é mais uma boa razão para não se morar no campus: As pessoas pensam que ali é o centro de toda a vida na Terra e parecem não aceitar que existe vida do lado de fora, bem mais do que em seu mundinho de jogos e popularidade.

Não você, claro.

E a pior parte é que sequer deveriam estar pensando em Jane. Claro, quem liga para uma garota que mal fala, que mal participa e se limita a ir as aulas? Talvez por isso ela andava com você, sentava como você e não fazia perguntas. Não julgar para não ser julgada? Alguém legal ali no meio, isso merecia brincar um pouco de CSI. Talvez não fosse um fracasso completo, apesar de não ter encontrado pistas, ao menos identificou um suspeito...Ou uma testemunha?

- Entre todos sem dinheiro para comprar o próprio esqueiro, você era a última da lista.

Mas ela ria e entregava o esqueiro, falando em tom de brincadeira. Ela era mais uma ali como você, haviam se visto várias vezes mas não sabia o nome dela. Entretanto, devido ao comentário "áspero" ela deveria ao menos saber do seu "passatempo". è uma faculdade Allisson, as pessoas conversam, não tem nada melhor a fazer do que isso pelo visto. Ela logo continuava:

- Ah, mas com toda certeza não vão deixar a primeira dama da faculdade perder o baile de final de ano! Ja chegou até o Xerife para ver se arranca alguma coisa da Srta. Blair...Como se ela soubesse de qualquer coisa que não fosse roupas e Selphies. Mas a coitada é apenas a escolha óbvia. Quem não tem história com Emily?

E você lembra muito bem a sua Allison: Lembra como na 1a aula de ginastica após sair do banho, suas roupas não estavam no armário e tudo que tinha dentro uma foto sua, daquelas mais populares e um recado a caneta: "Achei que não ia se incomodar, ja que é tão a vontade com seu corpo." Você não sabia que era ela até perceber a forma que ela olhou para você logo em seguida...Aquele sorriso. Foi ela. Você não podia provar mas sabia:

- Quer saber quem eu entrevistaria? Ou ao menos é meu suspeito?

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VICTOR:

Xerifes, especialmente no Texas não tem o costume de serem sociáveis e explicar cada um de seus atos. Acham que não precisam, são a autoridade. Assim logo que percebem sua resposta parcial sobre o carro apenas concordam com a cabeça e deixam você fazer o seu trabalho,porque ninguém sabe muito bem o que esta fazendo ali. A Janela parece BEM estilhada. Ela não foi quebrada, foi feita em pedaços, precisaria
uma força grande, talvez o seu carro para fazer aquilo.

Ou alguém com força para levantar sua Silverado.

Ah Vitor... O segurança parou de se importar a tanto tempo que até isso perdeu o sentido. Colegas dele tinham que esperar a Srta. rainha do baile até experimentar sapatos. Ele mesmo ja se perguntou diversas vezes porque aquilo era necessário. O Dinheiro era bom? Claro que era, e ainda por cima fácil: Nunca, eu repito NUNCA houve uma ameaça real. Até porque quem iria levantar a voz para uma garota com segurança?

Infelizmente, isso tudo também cria um vazio: Seguranças existem para proteger, é sua motivação. Mas não ser a baba de alguém... Isso faz com que sua motivação morra lentamente e nada mais faça sentido...

Mas isso esta bem perto de mudar.

Voltando a atenção a nossa testemunha...O que dizer Xerife? OBVIAMENTE ela não gosta da garota, a forma dela se retorcer ao falar e o tom de voz mostra isso. Sabe como são essas coisas de faculdade...Devem ter usado o mesmo vestido em algum baile ou brigarem para ser capitã das lideres de torcida, apesar que você duvida que a Srta VonDursten faça qualquer exercício maior do que fazer chapinha...

Talvez tivesse sido melhor conversar com o segurança. Mas ela pode estar escondendo algo no final das contas. Entretanto, você parece estar indo bem, tomara que ela resolva confiar em você e ajudar um pouco.

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BLAIR:

Ir para casa do seu pai? Ele mandou o segurança Blair, esta meio na cara que ele acha que você esta bem ali. Papai deve estar ocupado...Ou achar que você esta inventando alguma desculpa para sair da faculdade, de responsabilidades e esse tipo de coisa.Não foi o seu quarto, não foi a sua janela. Até o segurança parece se importar mais do que ele. Apesar que o segurança é pago para isso não? Que coisa.

O Xerife insiste, mas logo confirma o que você desconfiava Blair: Na falta de melhores suspeitos, a culpa cai sobre você. É, seu lindo rosto na cadeia. Ja pensou? Lembra como era naqueles filmes? A sujeira, as pessoas e tudo mais. Vai ver a Emily fez de propósito! Ela deve estar escondida dentro do armário RINDO por conseguir mais uma vez tornar sua vida um inferno!

Enquanto você pensa quanto tempo aquilo mais vai durar...Alguma coisa chama sua atenção.

Na verdade, alguém.



A garota permanece parada olhando para você. E faz você engolir em seco o fato que três segundos atras ou menos ela não estava no local. Ela usa um vestido perfeito como todo o resto da aparência dela: Cabelos, tiara com laço, sapatos. Ela esta abraçada em algo que você não consegue enxergar muito bem se trata-se de uma boneca ou urso de pelúcia ja que os braços estão bem cruzados a frente...

Enquanto olha diretamente para você. Ela pisca, ela balança discretamente para frente e para trás de uma maneira quase infantil a olhando a menos de 3 metros, e você tem absoluta certeza de algo ainda pior.

Nem seu confiável segurança e nem o Xerife conseguem ve-la. Apenas você.

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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Annelisa Deveraux em Sab Mar 28, 2015 10:44 pm

Ah, ela me odeia porque acha uma perda de tempo...

Ou tem medo deu mostrar justamente o contrário.

Annelisa não conseguia compreender esse tipo de pessoa. Eram tão vazias de tudo, ou dependendo do ângulo que se enxergava, tão cheias de... nada. Mas ela não estava ali para entender as razões pelas quais sua chefe decidira odiá-la, e sim por um único motivo: cortar defuntos. Coisa que ela nem chegara perto de fazer, como o narrador tratou de frisar. Ela sabia tudo em teoria, até mesmo os detalhes mais insignificantes. Suas mãos coçavam e...

Olhando para aquele homem, Annelisa conseguia ver uma chance.

Sua chance.

Alguém poderia recriminá-la?

Ela era capaz, droga.

E que a verdade seja dita... Em algum lugar obscuro da mente de Anne, ela realmente pensou na possibilidade de Emily ter sido assassinada. Isso acontecia todos os dias, e em casos assim... Você pode ser um ferrado ou um nojentinho cheio de dinheiro no bolso, mas não tem como escapar. E já se tornara algo mecânico, infelizmente. Imaginou o corpo da linda srta. Morgan honrando aquele lugar com sua admirável presença e... Oh, meu Deus!

Censurou-se em pensamentos.

Mas tirando o sarcasmo... aquela era uma possibilidade palpável.

Emily e Jane poderiam estar mortas.

Fatos não passavam de... fatos.

Pena que Annelise quer ser médica, e não investigadora.

E falando em investigação...

Ela arregalou os olhos para o homem, espantada, e as bochechas ficaram coradas com a menção. Mas logo um sorrisinho desenhou os lábios rosados. Apesar da seriedade, ela não passava de uma garota, né? E ELE ESCUTAVA PANIC?!?! Por essa ninguém esperava...

- Entre nós... três? Parece uma boa ideia. Assim como tal ‘parceria’ – ela fez aspas com os dedos - também sugere que tem algo de errado nessa história toda, não é, agente Burton? – Anne ergueu o queixo de leve, ainda sorrindo... mostrando que podia ser jovem e inexperiente, mas não era uma tola – Tudo bem – deu de ombros – Não vou te deixar aprontar nada, já vou avisando...

Entregou as luvas para ele e o observou vesti-las, sem causar problema algum. Até que estava se simpatizando com o homem... o que podia ser um erro.

Desculpe, mas a desconfiança corria nas veias da mocinha.

Para uma pessoa tão cética... ela estava a um passo de enlouquecer.

Sempre a um passo.

- Ah, sim. Já deveria imaginar de quem se tratava.

Ela viu algumas fotos. Afinal, eram sempre fotos. Nenhum contato direto, e agora teria a oportunidade perfeita para se colocar em ação. E era divertida a forma que ela agia, tentando manter a imagem de mulher dona do próprio nariz.

- Me acompanhe, por favor.

E assim os dois entraram na sala e era tão fria... Annelise sentiu um calafrio gostoso se espalhar pela coluna. Gostoso sim... Porque era de expectativa. Aquele homem viera salvar seu dia!

Seus passos eram certos e ela olhava exatamente para um único ponto. Não demorou para que ambos parassem em frente a uma mesa – o principal objetivo. Anne mordeu o canto da boca e puxou o lençol de uma vez, expondo o corpo do rapaz. Tão jovem que a imagem chegou a provocar um beliscão na sua barriga. Mas ela tratou de afastar qualquer sentimento de piedade...

Ele estava morto.

Triste, cruel, mas nada mais poderia ser feito.

- Antes de qualquer atitude... – ela pegou o laudo, passando os olhos pelas anotações, procurando se informar sobre o caso – O que está procurando? – agora o agente voltou a entrar em foco – De verdade...?

Naquele momento, os olhos dela pareciam mais negros do que castanhos...

Ela vai trabalhar, claro que vai.

Voltou a ler o relatório, mas ainda esperava uma resposta.

Ok, amiguinho... O que aconteceu com você, hein?
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Allison Reynolds em Dom Mar 29, 2015 12:52 am

Spoiler:

Se irritar com um comentário sobre o que fazia? Não, aquela fase já havia passado. Era exatamente por isso que, embora  maioria olhasse de forma diferente para Allison, ninguém lhe perturbava muito.

Porque ela simplesmente não se importava. Não que a opinião alheia não fosse importante, a opinião daquelas pessoas da faculdade que lhe era indiferente. Por isso, ao ouvir o comentário da garota que fumava, apenas deu de ombros sorrindo de leve, e continuou observando a cena. A janela... quebrada. Ouviu o que a estudante lhe dizia.

Se mandaram um xerife para interrogar os outros estudantes, a situação realmente era séria.

E era verdade, quem não tinha uma história com a aspirante a princesinha do baile? Não que Allison a detestasse. Era só que... se Emily engasgasse e Allison fosse a única num raio de quilômetros que estivesse perto dela para fazer a manobra de heimlich, ficaria parada olhando com prazer seu rosto começar a ficar roxo enquanto ela sufocava..

Mas obviamente, isso não era odiar alguém. Pensar isso a tornava uma suspeita em potencial? Não era sério, era?

Mas o pior de tudo era que Emily tinha razão. Allison ficava a vontade sem roupa. Até mais do que vestida: gostava de exibir o seu corpo todo tatuado. Ela tinha todas as cores, colocava em sua pele o que desse vontade, era como se seu corpo fosse uma tela em branco. Todas as pessoas naquele lugar eram puritanas demais, se preocupavam demais com aquele mundinho fechado da faculdade. Quantas delas se permitiam se conhecer de verdade? Quantas delas ousavam se render aos próprios desejos? No fim das contas, eram pessoas tristes e recalcadas.

E quer saber? Aquela foto dela nua deixada no armário era incrível mesmo, foda-se. Meu corpo, minhas regras.

Allison não achava que a princesinha do baile número dois fosse a culpada. Nah, garotas como elas precisam ter uma rival. Fazia parte do pacote. Se fossem brigar, no máximo uns puxões de cabelo, um laxante na bebida, um vestido rasgado. Nada além disso.

- Quem você acha suspeito? Só não venha me dizer alguma outra patricinha descerebrada. Duvido que elas saberiam onde encontrar algum explosivo para explodir as janelas assim. Ah, meu nome é Allison, talvez você só saiba os meus apelidos maldosos.

Os olhos escuros de Allison fixaram-se na garota. Aguardaria que ela falasse, e quem sabe, se apresentasse. E claro, tinha o que mais lhe incomodava naquilo tudo.

- E Jane... porque ninguém parece se importar com ela ter sumido também? COMO ela conseguia dividir o quarto com a Emily, cara? Eu acho que ia preferir morar embaixo da ponte, na sarjeta... Deviam canonizar essa garota, sério.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Blair VonDursten em Seg Mar 30, 2015 9:02 am

Meus olhos ficam fixos sobre o Indio, e ela ouve cada palavra dele em silencio, como se absorvesse cada uma. Eu era a suspeita...

E quando ele falava sobre piadas ela logo rebatia. Eu sou assim, sempre tenho que dar a ultima palavra.


- Não foi uma piada! Foi um elogio!


Claro...vocês sabe como ninguém como elogiar um índio, Blair.

Pataxó é um nome bonitinho, cute...

My Little Pataxó...

Agradável não?.

Ugh!

QUE BOOOOOM, que eu não faço seu tipo! Porque se eu chegasse em casa fazendo uuuuu, juro que meu dady iria me deserdar.

E entre morar no Uper East Side e morar numa Oca! Eu juro que prefiro a alta sociedade ao amor não preconceituoso dos livros do Crepusculo, ok?

Ao menos os vampiros eram ricos e classudos. Por favor troca aqui!

Mas como as palavras suspeita, ajudar, inocente pesaram muito, logo meus lábios se entreabem.


- Eu ouvi...Vo..


Logo Blair para, e os olhos desviam de você xerife, para o lado dela, e ficam fixos. Com aquele ar de quem está vendo algo ali. Aquela cara de assustada que só a Blair consegue fazer.

Quando você tenta não ter um xilique, gritar e sacudir as mãos, e isto se torna quase insuportável de não fazer. Ela morde com força o lábio inferior, e aperta o ursinho junto ao corpo.

Estranhamente...eu tenho certeza que só eu vejo aquela garota, sinto algo...diferente...Ao mesmo tempo que minha pele branca toda se arrepia, eu tenho medo como nunca tive em toda minha vida, meu rosto fica ainda mais pálido, e meus lábios cerrados.

E sim eu sou calma e estrou controlada...

Meus olhos vão de canto ao meu segurança e logo voltam ao xerife.


- Diga por favor que você também está vendo ela...


CLARO que ele não está vendo, ou ele sentiria o ar frio como eu estou sentindo e acharia estranho uma menina agarrada a um ursinho na cena do crime.

QUE CRIME? Não existe crime nenhum.

É estranho...mas em questão de segundos minha mente parece fervilhar.
Sim porque sou mimada, mas não sou burra.

Legalmente ruiva?..

CALA A BOCA.

De imediato minha mente remete as roupas dela, e fico pensando se ela veste roupas desta época, ou de uma distante.

PORQUE? Porque eu acharia que a menina está usando as roupas da minha bisavo?

SEI LÁ, eu não controlo meus pensamentos, e de repente nem eu sei porque estou pensando assim.

Mas eu tenho certeza absoluta que o Xerife não ve nada.

Então eu faço o que toda menina da minha idade, com a minha coragem faz.

- MEU DEUS!!!

E logo projeto o corpo pra frente, jogando meu ursinho em cima do xerife e saiu correndo daquele quarto, pelo corredor, qualquer lugar que eu cheque bem longe deste quarto, desta garota, deste ursinho.

E sim minha intenção é que o ursinho distraia ele, enquanto eu corro de toda força policial da cidade.

-_-

Enfim Chuck me veio a mente.

Chuck de pelúcia, com orelhinhas de ursinho....

Sim xerife você pode achar que eu sou maluca, mas entenda que eu estou vendo e ouvindo coisas, talvez se eu fosse uma garota normal eu te contaria isto...Mas..eu sou Blair, Blair VonDursten.

Então...

Você está com azar....
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Ter Mar 31, 2015 9:13 pm

Elogio?

Ok, dá para entender porque a outra garota não gosta de você, Blair.

Aliás, dá para entender porque ninguém aqui é muito seu fã.

Mas ao menos o sermão deu resultado.

“Ouvi...Vo...”? Vozes?

E logo o olhar dela ficava perdido, perguntando se eu também via algo.

Cerro meu olhar e olho na direção em que ela dizia... Ela estava vendo alguém ali?

Quando me volto para ela, ela grita e seu ursinho acerta meu rosto.

O que raios essa menina tem na cabeça?

Me levando e me volto para direção em que ela foi, vendo ela tentar abrir a porta desesperada, e não conseguir.

- Ela é sempre assim? - Pergunto em tom de voz baixo ao segurança.

- Srta. VonDursten, isso não foi muito inteligente... - Digo conforme me afasto um pouco do segurança, encostando-me na parede oposta o qual Blair está contra a maçaneta, sacando um pequeno aparelho do bolso interno da jaqueta.

Tratava-se de um Medidor de Ondas Eletromagnéticas. Apesar do excesso de luzes, e da antena em sua ponta, o ligava há alguma distância, esperando que o segurança não reparasse, já que sua cliente estava surtando.


Normalmente faço esse tipo de coisa com um cristal, mas... Seria estranho. Por isso o maldito medidor.

Se ela estava vendo um fantasma, o medidor iria me mostrar.

Caso contrário, aquela menina precisava de tratamento.

- Acha mesmo que vai fugir da polícia, por um corredor forrado de policiais, atirando ursinhos de pelúcia?

Pergunto com um meio sorriso.

A cada segundo aquilo parecia ser uma enorme perda de tempo.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Qua Abr 01, 2015 7:23 am

ALLISON

Ah claro, até porque as criticas não eram nada comparado aos...Seguidores? Adoradores? Fãs? Como você chamava eles dentro de sua cabeça Allisson? Difícil saber, ja que boa parte deles existe apenas em comentários de fotos e dinheiro "investido" em seu...Negócio? Mas não se pode preocupar contudo no final das contas, dizem que o segredo é encontrar algo que você goste de fazer para viver e bem...Você gosta daquilo do que faz.

Independente de quem julgue ou não.

A garota balançava a cabeça negativamente e trancava uma risada de sarcasmo, como se Allison estivesse fazendo uma pergunta extremamente óbvia, talvez fosse no final das contas:

- Eu duvido que a Emily ficasse chutando a colega de quarto dela, que deve saber todos os segredos dela, ou ao menos alguns. Mas qual é! Pouca gente fora você SABE o nome da Jane! Vão demorar DIAS para notar que ela sumiu. Olhe onde estamos, existem aqueles que você conhece mesmo sem ter conversado e aqueles que sentam ao seu lado na aula e você nem sabe o nome. Bem vinda a porcaria da melhor época de nossas vidas...

E a pior parte é que ela não estava errada. Tudo aquilo era absurdamente fútil em uma visão um pouco mais adulta, mas é dificil notar quando se esta ocupado bebendo e fazendo festas enquanto se vira em 5 para atingir uma média B e agradar os pais. Existem distrações, e faculdades deviam gerar a diversão de uma vida...

Apenas não era divertido para todos.

- Olha, eu não diria suspeito mas...Se eu fosse começar com alguém, seria com Stewart. O cara foi chutado pela patricinha, e você sabe como são esses jogadores do time de futebol: O ego deles não esta acostumado a receber um "não", ainda mais de uma forma "amigavel" como a Emily deve ter feito. As garotas riam, até os colegas ja estavam pegando no pé dele. Para mim, é um motivo bem melhor do que a coroa da rainha do baile.

A garota apagava o cigarro na parede, balançando a cabeça negativamente mais uma vez. Devia ser um tique nervoso que nem ela mesmo percebia uma vez que fazia isso constantemente. Ela respirava fundo no que parecia ser uma despedida:

- Mas claro deve ser bobagem minha. Ele deve estar treinando com o time agora mesmo sem sequer saber o que houve com a Emily...E muito menos quem é a Jane. Enfim, valeu pelo papo. A gente se ve, ou não.

E a garota logo saia dali. Bem... Onde ir agora? Estava mais do que na cara que não haveriam aulas, e era cedo demais para almoçar ou qualquer coisa do tipo. As únicas pessoas que permaneciam no Campus ficavam nos arredores atrapalhando os trabalhos da policia e pessoas envolvidas em atividades extras, como por exemplo...O time de futebol americano, que treinava um pouco afastado dali, com aquele uniforme vermelho escarlate para os titulas e uma cor oposta para os reservas como se nada mais estivesse acontecendo.


E agora Allison? Sera que os jogadores sabem mais coisas do que apenas como jogar uma bola e derrubar uns aos outros?

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ANNELISA

Ou outra razão: Para ela, você nem existe, ela não liga. 95 dias para o fim do Semestre (e do estágio) e contando.

Mas de que importa nesse momento o que sua chefe pensa ou deixar de pensar não é mesmo? Afinal sua chance veio juntamente com o Agente Burton, um homem que...Talvez poderia ser seu avô, sei la, perguntar a idade dos outros é falta de educação. De qualquer forma ele quer saber mais sobre os mortos e você também quer saber mais sobre os mortos. Unidos por um objetivo em comum! Mesmo que esse objetivo seja fazer os outros em pedaços.

- Eu...Não saberia o que "aprontar". É alguma giria que vocês jovens usam? Apenas...A legista disse que a morte havia sido estranha.

Passa pela sua cabeça que talvez exista uma razão para sua chefe não querer que você chegue na frente de um cadáver Anne, porque todo conhecimento realmente não tinha sido tão especifico para uma pessoa ali, deitada, morta. Era difícil não exitar, mas você não iria desistir. Quem sabe se o agente não estivesse ali, mas era sua chance afinal claro que era bem mais inteligente uma vez que você lesse as notas, enquanto aquele senhor gentil apenas aguardava.

E você precisava realmente abrir aqueles pontos ja fechados para ver se o que dizia ali estava certo: O corpo do homem desconhecido com idade próxima a sua estava severamente desidratado, mas de uma forma que parecia impossível. Era como se o organismo dele drenasse os próprios líquidos, e tudo fosse consumido para...Lugar algum? A pele estava extremamente fina e alguns pontos do rosto pareciam a ponto de rasgar, os órgãos internos extremamente "gastos" parecendo ter passado por todo o processo rapidamente, mais rápido que se ele ficasse tomando sol no deserto.

Enquanto você fazia suas ponderações para o agente Burton, o celular do mesmo toca. Ele se desculpa e atende, se identifica e apenas escuta. Desligando segundos depois.

- Obrigado pela ajuda, mas tenho que ir. Se surgir mais algum detalhe importante, por favor não deixe de entrar em contato. Estarei nesse hotel e nesse número de telefone. Tenha uma boa noite.

E após entrar um cartão ele sai a passos rápidos, ele sairia pela porta, tão breve quanto chegou. Apenas mais...Apressado? Bem, ao menos ele agradeceu e você conseguiu brincar de médica por algumas horas Anne, apesar de que aquilo lhe serviu apenas para lhe mostrar que existem várias surpresas desagradáveis em sair abrindo corpos por ai e que exitem coisas que não estão nos livros. Bem, ele era do CCD, deveria estar investigando algo secreto? Tomara que não seja contagioso, ele não falou nada em ser contagioso ou tomarem cuidado, falou? Meu Deus!

Enquanto todas aquelas perguntas vem a sua mente Annelisa, você pode se preocupar com vários detalhes como...Juntar os restos dos pedaços do seu celular, ler mais profundamente as anotações da Dra. a respeito do caso ou terminar de fechar o seu amiguinho sem vida para deixar tudo como encontrou. Ou quase, ao menos tinha uma chance da Dra. não perceber quando voltasse. Talvez examinar o corpo mais um pouco antes?

Muitas opções para quem até instantes atrás estava tão entediada.

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BLAIR:

Não é engraçado Blair? Uma garotinha, quietinha, parada olhando para você. Mesmo assim, isso basta para você entrar em panico e sair correndo. Ela não fez nada, não disse nada, parecia uma boneca. E uma boneca bem arrumada. Mesmo assim não precisa ser um gênio para saber que tem algo de errado, você pergunta ao Xerife se se esta vendo apenas em uma tentativa desesperada de encontrar algum consolo. Não pode ser real, não pode estar acontecendo, simplesmente não pode.

Mas é.

Você não demora para quase saltar sobre a porta. Sua ação é tão rápida que o segurança nem consegue reagir. Entretanto, a porta não abre. Isso ainda é mais estranho, uma vez que você tem mais que certeza que o Xerife não a trancou pois teria reparado nisso. A pior parte é que sendo um quarto de dormitório, a chave é grudada a porta, e por mais que suas mãos estejam tremendo, você gira e gira o mecanismo e a mesma continua trancada. Pelo visto, alguém quer que você fique.

Como a porta não abre, tudo que lhe resta é voltar a olhar para trás. E a garotinha permaneceu no mesmo lugar.Entretanto, quando você olha ela esta com a mão estendida apontando para algo. é quase impossível não olhar na direção que felizmente, não revela nada tão absurdo: Um Notebook aberto, com uma luz indicando estar ligado apesar da tela estar apagada nesse momento. Tão logo você percebe o Notebook voltado em direção a cena e volta a procurar sua nova amiguinha, ela desaparece Blair, assim como sua urgência em sair dali.

Ao mesmo tempo todas aquelas sensações parecem diminuir: O perigo e a urgência de sair do local não parecem mais tão importantes. O segurança vai até você sem toca-la, eles são muito bem instruídos pelo papai a nem sonhar em fazer isso. Entretanto, ele que mais parece uma parede esta longe de passar completamente como não ameaçador, apesar de aparentemente falar com calma.

- Srta...Não a nada aqui. Talvez fosse melhor leva-la para o chalé, ou alguma outra propriedade de sua preferência. A faculdade determinou recesso até o esclarecimento da situação. Isso se o Xerife não tiver nada contra.

Tudo de volta ao normal, ao menos por hora.

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VICTOR

Imagine como era a garota que foi levada xerife, se essa é aquela que foi deixada para trás.

E ela fala em vozes e você não deixa passar despercebido. Fantasmas ali? Bem possível, eles são a criatura mais comum no seu mundo e escolha de profissão. Antes de entrar naquele pânico ela deixa bem claro que esta vendo algo. Entretanto, a reação do segurança é bem semelhante a sua deixando claro que ao menos você não é o único ali que não esta vendo nada. O segurança entretanto antes de ir até a garota que tinha dificuldades de abrir a porta sem lhe responder deixava escabar uma expressão como se dissesse "você ainda não viu nada".

E claro, ninguém esta prestando muita atenção quando você começa a verificar se existe algo ali. E mesmo não sendo do tipo que detesta tecnologia, você não deixa de pensar que aquilo é um exagero sendo que outros meios seriam igualmente, senão mais eficazes. As luzes e os sons indicando que o aparelho esta funcionando logo são ativados, e você da alguns passos quando em poucos segundos parece ter detectado alguma coisa...Talvez.


Essa é a hora que uma assustada Blair parece desistir da porta e olhar em direção ao Notebook. Claro que ela pode estar ocupada demais para pensar em qualquer coisa, mas você logo pensa que aquela camera pode ter filmado alguma coisa, e pode ser a melhor pista uma vez que...Bem, fantasmas não costumam a estourar janelas e raptar pessoas. Não daquela forma pelo menos. Quase que ao mesmo tempo, qualquer rastro de sinal desaparece completamente, e os sinais apenas indicam que não existe nada ali, se é que chegou a existir. Essas porcarias dão problema com frequência.

Talvez você devesse ter trazido os cristais no final das contas.

Logo o segurança da garota resolve se pronunciar, mas ao contrário da mesma não vai passar por cima das autoridades. Talvez ele apenas saiba que não existe nada ali, e você mesmo esta bem mais interessada no conteúdo do notebook do que ouvir mais sobre coisas que não estão la e mais comentários étnicos vindos da garota ruiva. Mas claro, a investigação é toda sua xerife, faça como bem entender.

[Guia pratico do caçador atualizado: "Equipamento"]

EDIT: Acabei esquecendo, não é muito relevante agora mas após a menina desaparecer, o segurança consegue abrir a porta.


Última edição por Admin em Qua Abr 01, 2015 10:44 am, editado 1 vez(es)
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Blair VonDursten em Qua Abr 01, 2015 10:31 am

As outras garotas não gostam de mim por pura inveja. Pronto!

È claro que eu estou vendo alguém ali, olha só a garotinha ruiva.

E sério ela pode ser linda, e o cabelo dela pode ter um brilho que o meu jamais vai ter! MAS em todo filme que aparece uma menina linda e se balança assim, alguém morre! Então me desculpem mas eu não serei a loira burra que sobe as escadas ao invés de correr pela porta.

Aliás nem loira eu sou

E MUITO MENOS BURRA!

Então Bye bye, cya e quem sabe um dia podemos brincar de Indio...

Não..melhor não..

Logo me ergo e vou na direção da porta, minhas mãos puxam a maçaneta e viram a chave sem parar, e logo estou sacudindo a porta.

SERÁ...

Que ninguém percebe que tem algo muito errado ali? Que eu saiba ninguém trancou esta porta, e agora a chave não funciona...

Logo o índio diz que eu não sou muito inteligente?..

Ahahaha faz-me-rir.

E você? É alfabetizado?

AIII que maldade Blair.

Tem razão.

Me desculpem, tem um demoniozinho no meu ombro.

NÃO eu não quis dizer isto neste momento!

Tem anjinhos em torno de mim, anjinhos...

E agora o índio saca alguém aparelho medieval de comunicação com seus descentes, com certeza é isto.
Eu logo solto a porta e escuto ele falar sobre fugir da policia em um corredor forrado de policiais, meus olhos encaram o Indio.

-Sim!...Esta era a idéia...

OK!

Eu assisti sexto sentido.

Tá, eu devo ter tapado os olhos em alguma cena, mas nada que eu não consiga...

Adivinhar?...

De algum modo eu não posso sair deste quarto..e o índio Pataxó não vai ajudar. Melhor então eu começar a me comunicar com as garotinhas ruivas fantasmas-capetas-disfarçados.

Encaro a menina e logo vejo que ela aponta o notebook. Estranhamente o Indio também parece olhar pra lá.

Ok de quem é este notebook brega? Salmão é a nova cor da moda!

Foco Blair, foco.

Volto a olhar a menina como quem diz.

Olha querida fantasma, dá pra você passar a mensagem completa? Não sei a linguagem dos fantasmas-mudos.

Mas ela não está mais lá. E levou com ela a minha vontade de sair daquela sala.

Por mais patricinha que eu seja...

Eu sou curiosa.

CLARO ou não iria querer saber o tipo de shampoo que este Pataxó da meia noite usa....

E então o segurança.

- ESPERA! Ela está tentando se comunicar! E é obvio que vocês não veem nada, este tipo de entidade só aparece para pessoas esclarecidas.


Logo estendo a mão ao ar em sinal de STOP SALGADINHO. Pro segurança.

E caminho na direção do notebook.

- Ela apontou pra este computador, quer me dizer algo. VOCÊ...

Aponto o Xerife.


- Vá buscar uma pá!


CLARO, porque sempre tem algo enterrado em algum lugar...

Then...

Seja útil!

hahahahaah

Não entendo de tecnologia, mas sei os botões básicos do computador, É TOUCH? Hahahaha.

Logo tento descobrir o que tem naquele computador, se for pra contar as bolinhas da roupa do capeta, EU ME RECUSO NARRADOR.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Blair VonDursten em Qua Abr 01, 2015 10:41 am

ADENDO:

Assim que Blair ve que o segurança abre a porta os olhos dela vão ao Indio.

- VIU?...Tem algo errado, vá buscar a pá, e traga algum feitiço Pataxó antimacumba!
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Annelisa Deveraux em Qui Abr 02, 2015 11:35 am

Annelisa sorriu para o agente quando ele mostrou não entender o uso da gíria, e o gesto suave indicaria que ele não precisava dar atenção para esse detalhe bobo, já que era algo irrelevante. Ou não, pois Anne realmente não o deixaria colocá-la em apuros, embora não fosse a intenção dele...

Não é mesmo, Sr. Burton?

Enfim...

Agora que ambos estavam diante do cadáver, Annelisa balançava a cabeça, concordando com a afirmação da legista. Numa análise superficial... ela apostaria numa desidratação severa, mas... era impossível um ser humano em sã consciência fazer um mal tão grande assim a si mesmo, até chegar a este ponto. Simplesmente impossível. Era como se no mais leve toque pudesse parti-lo ao meio. A pele parecia papel de tão fina, e também estava ressecada... Nossa. Ela não esperava o baque, que disfarçou ao unir as sobrancelhas com violência.

Alguém exagerou na sauna... e tá, isso foi um pensamento cruel.

Mas... existia uma explicação.

Sempre existia.

Uma explicação real.

- Estranha ou não, vamos descobrir. Existe uma extensa quantidade de possibilidades, Sr. Burton... Uma delas vai se encaixar nesse caso. Então, se estiver pronto... – ela começou a ajeitar as luvas, dando a entender que remexeria no morto.

Claro que sim!

Não era somente uma questão de matar sua vontade e provocar a chefe agora...

Annelisa precisa desesperadamente solucionar aquele mis... PROBLEMA.

Era como se sua mente estivesse implorando por isso.

Porém...

Ela apenas acena com a cabeça quando ele pede licença para atender a ligação e volta a atenção para o rapaz. E pouco tempo depois o agente se desculpava e dizia que precisava... ir? Anne arregalou os olhos e ficou tão surpresa como aconteceu na súbita chegada dele. Pegou o cartão, mas sem tirar o foco do homem, o observando se afastar, cheio de pressa.

- Boa... noite...

Mas ela nem sequer começara o serviço para que o maluco pudesse agradecê-la!

Bem, eram apenas ela e o cadáver. E agora?

E agora...

Ela trabalharia.

Do jeito certo.

Guardou o cartão no bolso do avental e pegou seus instrumentos. Mas não era mais necessário cortar a carne, apenas arrebentar os pontos. Estava nervosa, porém a mão não tremia. Acompanhou o desenho que lembrava um Y, como era comum nesses casos, e logo o interior dele estava exposto para ela. E apesar da seriedade que delineava seu rosto, ela parecia uma criança diante de um parque de diversões.

Na verdade, não eram muitas opções.

Ela apenas estava se distraindo com as erradas.

Se era contagioso ou não, Anne nem sequer se preocupou, o que certamente foi um erro.

Só precisava descobrir... e tudo ficaria bem.

Seu toque era delicado e firme... exatamente o necessário para aquela pequena missão, pois qualquer movimento brusco poderia estragar tudo. Ela vasculhava com cuidado, procurando algum indicio mais estranho do que o lado externo já revelava. As informações descritas no prontuário pareciam vagas demais para um problema tão... incomum, no mínimo.

Voltou a pensar no agente...

Antes, tão ávido por informações...

Esquisito ou não, despertou a curiosidade de Annelisa.

E ela não descansaria até matá-la.

Porque pessoas como aquela menina não paravam nunca...

Não acreditava que as respostas eram meros acasos ou coisas do destino. Annelisa era cética e só se conformava com fatos e provas.

Tudo precisava ser detalhadamente concreto.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Qui Abr 02, 2015 2:23 pm

Sinceramente, minha paciência com essa garota está bem próximo do fim.

Se eu não tivesse que manter o disfarce...

Porém, tem algo ali, não?

Maldito medidor filho de uma mãe que não funciona direito. O enfio no bolso antes que o segurança note.

A garota notar é o de menos...

Se essa merda funcionou direito, preciso daquele notebook.

Me levanto e apanho um cartão, entregando para Blair – Este é meu telefone... Me ligue, caso se lembre de algo ou a garotinha apareça novamente e te fale mais alguma coisa. E torça para, se isso acontecer, eu estar com o mesmo humor de hoje e não prendê-la por desacato... – Olho para o segurança com uma expressão de “Olha o que eu tenho que aturar” - Pode levá-la ao chalé, só passe pra mim e para meus superiores o endereço e todos os contatos... Obviamente, ela não pode sair da cidade sem autorização. Vou levar o computador para investigação, por via das dúvidas...

Apanho o notebook e saio vagarosamente do dormitório.

Ok, tem algo aqui. Ela estava vendo coisas e o medidor apontou para algo.

O que quer que ela tenha visto, apontou para o computador... Mas por que só apareceu para ela?

Talvez essa porcaria me dê algumas respostas.

Até lá, espero que nenhum incidente me obrigue a ver essa menina novamente.

Eu nem recebo para fazer o que faço... E ainda tenho que aturar... isso?
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Allison Reynolds em Sex Abr 03, 2015 12:09 pm

Spoiler:

Allison balançou a cabeça ao ouvir o que a garota dizia. Sera que o tal tique nervoso era contagioso?

Bom, não era uma informação inútil. Realmente o tal do Stewart tinha motivos para tal. Mas será que tinha inteligência? Ok, isso era meio preconceituoso, mas era difícil não associar a imagem dos jogadores do time de futebol a um bando de brutamontes sem cérebro. Claro que pra fechar o conjunto também haviam belos músculos, por isso, já que não tinha nada melhor pra fazer, resolveu ir até onde o time treinava.

Chegando lá sentou-se num banco, observando o jogo. Ficou pensando no que estava fazendo ali. Afinal de contas, apesar daquela garota parecer confiante na informação, ele também era uma escolha bem óbvia. E mesmo que quisesse se vingar de Emily, que motivos teria para levar Jane também? Não fazia muito sentido. Mas, a pista mais vaga é melhor do que nenhuma. Havia uma vontade de descobrir a verdade dentro dela, não fazia idéia do motivo, apenas seguia seus instintos que diziam que sim, ela devia se meter nisso.

Todos eles pareciam extremamente iguais de capacete e uniforme, e ela não fazia a menor idéia de quem diabos era Stewart. Esperou pacientemente até que o jogo acabasse ou ao menos o intervalo, então perguntaria quem era ele para algum dos jogadores.

Já foi falar com o time munida de uma boa dose de paciêcia e tentou não se incomodar com os olhares de todos, era "conhecida" na escola mas necessariamente não era por um bom motivo.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Sex Abr 03, 2015 2:38 pm

ANNELISA

Por favor, Agente Burton.

O nosso todo misterioso agente do Centro de Controle de Doenças não parecia ter grande reação quando você falava sobre o
que poderia existir ali e menos ainda ao ver com os próprios olhos. Sequer havia feito perguntas. Provavelmente ao longo de uma carreira repleta de casos ja havia presenciado dezenas de autópsias como aquela e visto coisas que poucos conseguiram.
Entretanto, tudo que sabemos por hora é que ele realmente não é muito expressivo ou de falar muito, talvez dentro de sua cabeça as coisas estejam um pouco mais agitadas, mas do lado de fora apenas sua voz rompe o silêncio Annelisa.

E sim, a saída dele era bem estranha. Bom, ele vinha da capital não é mesmo? Era um agente, obedecia ordens. Talvez seu chefe resolveu simplesmente deixar aquilo para la e focar em algo mais importante, difícil ter certeza. Ele tinha as respostas que precisava, julgava que havia visto o bastante. Eram possibilidades e mais possibilidades que ficaram por muito tempo sem resposta pelo visto, uma vez que dificilmente seus caminhos se cruzariam novamente, e logo você estaria mais uma vez presa pelo tédio, e sem celular.

Ou não?

A analise do corpo apenas confirma aquilo, e não ajuda tudo a fazer menos sentido ainda. Claro que você não tem problema algum com tempo e passa minutos que quase correspondem a horas olhando, avaliando e chegando a conclusão que o que esta escrito no papel esta correto: Desidratação é a causa.Como e porque não se faz importante, sua chefe não faz parte do CSI e apenas determina as causas da morte. Talvez exatamente por isso, algo tenha passado completamente despercebido, ou ela simplesmente não quis colocar no relatório.

Algo havia causado muito dano a garganta da vitima. Primariamente, deveria se tratar de um corpo estranho que entrou e foi
até o estomago e o sistema digestivo. Porém, o dano parava antes, e não havia nada ali para ter causado aquilo. Isso so
poderia significar o oposto, que algo havia saído. Exatamente: De dentro para fora. Claro que isso faz tanto sentido quanto o
resto e você quase entende a razão por isto não estar na autopsia.

Mas você não é do tipo de deixar para lá Anne.

Infelizmente, mesmo que você entre em contato com o nosso Agente, tudo que escuta é uma mensagem de celular fora de area. O Hotel não é tão longe...E faz pouco mais de uma hora que ele saiu. É o tipo de coisa que ele esperava ser informado afinal.

Mas você esta tão curiosa assim?

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

BLAIR

Ah Blair, sempre presa no mundinho dentro da sua cabeça. Na verdade, não se trata exatamente de um "mundinho", ele é extremamente amplo, e repleto de elementos. Muito luxo, muito exagero, qualidade e quantidade de tudo que existe de melhor, e das coisas que realmente lhe importam. Entretanto, algo que não podemos dizer a respeito desse mundo, que é o mundo real no que lhe diz respeito é que ele seja muito habitado.

Afinal, só existe você nele.

Até mesmo o Xerife parece ter percebido isso, e o segurança ja esta mais do que acostumado. Conforme mencionado, deixou de se importar ja faz muito tempo. Enquanto você tenha convencer a ambos de que viu algo e...Convencerem eles a cavar um buraco em um chão que parece feito de mármore e com certeza precisaria de uma picareta ao invés de uma pá, ambos parecem não compartilhar da mesma vontade de você em cavar buracos. Não se trata de não acreditarem em você, apenas... Não ligam.

Mas eles não viram o que você viu.

Que felizmente foi embora.

- Srta. seu pai pediu que caso...Você demonstrasse novos sinais de stress a levasse daqui durante o recesso. Você pode  decidir a localização que bem entender, o jato esta nos esperando nos limites da cidade. As autoridades vão resolver isso, não ha necessidade de ficarmos por aqui.

E quando ouviu "Seu pai", você sabia que você teria que ir Blair.

Seu amigo indio parece não se importar com isso, mas não parece desacreditar o que você viu, ja que faz questão de lhe deixar um cartão com número e celular.Afinal, Vai que a garota ruiva acaba voltando né? Melhor independente de qualquer coisa manter o cartão consigo, nunca sabemos quando as vozes que você escuta a noite vão resolver fazer uma visita mais de perto.

Felizmente, você pode deixar tudo para trás, é uma excelente desculpa para comprar tudo de novo.

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

VICTOR

Ah claro, o disfarce. Ja estamos quase acabando por aqui, então você consegue lembrar daquele velho conceito de calma e paciência. Ele não se mostra completamente inútil no final das contas, uma vez que aparentemente tem uma boa pista naquele tão misterioso laptop cor de rosa. Mas não existe a necessidade de verificar isso ali mesmo. A melhor ideia realmente parece ser levar ele consigo para fazer as coisas com um pouco mais de calma.

O segurança parece apenas retribuir seus olhares Victor. Mas tenha certeza que ele ja aguentou muita coisa, mas realmente
muito a mais que você. Claro que ele é pago para isso e você tem que aturar, ele não. Quando você fala tudo aquilo, ele olha
atentamente e concorda com a cabeça. Mas você sabe que ele não vai fazer nada daquilo. Afinal, a garota não parece ouvir nada e muito menos ninguém, além do fato que você não vai realmente prende-la. E nem gostaria de fazer isso! Na verdade, se ela for para Júpiter você não vai reclamar muito.

Mas saindo do quarto e indo em direção oposta a do segurança pelo corredor, você logo se vê do lado de fora e o movimento
esta bem calmo em comparação a alguns instantes atrás. Não a muito a ser feito na verdade independente de quanto dinheiro o pai daquela garota possa ter. Quando você alcança seu carro e esta prestes a sair dali, seu telefone toca. E nós não estamos falando do número que você passa para as pessoas.

Estamos falando do seu verdadeiro telefone.

Aquele que dificilmente toca para boas notícias. Numero não identificado. Você ja esta dentro do seu carro com o computador devidamente colocado dentro dele, enquanto o telefone insiste em tocar. Não estava esperando ligações de ninguém, pode ser alguém que queira ajudar ou apenas outro caso para atrapalhar ainda mais as coisas. Ninguém disse que ia ser fácil, nunca é quando se trata dos negócios da família, o que não é exatamente uma novidade para pessoas que compartilham da sua escolha de profissão.

Seu pai dedicou-se, e veja aonde isso lhe levou.

Pensamentos confusos por sentimentos ainda recentes. Você sabe que seu pai ja havia aceito aquilo que poderia, e iria
acontecer mais cedo ou mais tarde. E deixou você pronto para resolver as coisas por conta própria, o que você esta colocando
a prova agora. Todas as pessoas que ele salvou, e você ajudou a salvar são o que realmente importa. Matar monstros, salvar
pessoas. O negócio da familia.


E o telefone, esse permanece tocando de maneira persistente.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

ALLISSON

Inteligente o bastante para raptar uma garota deixando uma cratera na parede? Talvez...Mas como?

Ali sentada, as respostas não pareciam vir com facilidade. Podia se distrair com os belos corpos dos jogadores, apesar que em segundos se lembrava que na verdade eles eram um bando de idiotas. E não se tratava apenas de tratarem você como um "pedaço de carne" devido ao que você fazia. Todas as garotas da faculdade eram tratadas da mesma forma. A unica diferença era aquelas que se importavam em manter sua dignidade e aquelas que optavam pela popularidade e aceitavam o desafio de colocar um pouco de juízo na cabeça dos namorados.

Emily optou por ficar no 1 grupo, e olha onde isso a levou.

Logo que ouvia o apito do treinador e os jogadores se dividindo em grupos menores para tomar água ou descansar por alguns segundos, você caminha a passos firmes e determinados em direção ao campo, e mesmo assim consegue ouvir alguns assovios, comentários e alguns jogadores até mesmo fazendo barulhos imitando miados ou o som que gatos fazem quando estão brigando. Possivelmente uma analogia besta a sua blusa. Tudo isso apenas faz você apenas repensar a respeito da inteligência dos mesmos. Claro que eles tem um belo lembrete de que devem se comportar...


Entretanto, um apito é ouvido e o treinador olha duro para os jogadores de braços cruzados, fazendo com que eles parem quase que instantaneamente. Nenhum ali parece interessado em correr mais voltas do que o necessário ao redor do campo. O jogador que houve suas perguntas a respeito de Stewart, ironicamente balança a cabeça fazendo não. Talvez fosse tão importante quanto descobrir para onde as garotas foram descobrir que vírus contagiante parece se espalhar pelo ar da universidade...

- Ele não esta vindo a alguns dias. Ele sequer esta no campus, disse que estava meio...Doente. Eu o vi a algumas noites. Ele parecia estranho, assustado e cansado. Começou a faltar nos treinos sem avisar, mas do jeito que ele parecia palido...Deve estar se recuperando na casa de campo dos pais dele no limite da cidade. É o unico lugar que ele poderia estar na verdade...

O garoto responderia qualquer outra pergunta e haveria tempo de sobra para isso antes que o apito mais uma vez fosse ouvido e os treinos recomeçassem. Bem Allison...Pelo visto a suspeita da garota não era assim tão abusurda. Além de confirmar que o Stewart permanece como suspeito, você tem a localização dele e sabe que o comportamento dele não ajuda em nada para que ele não pareça mais e mais culpado.

A parte boa é que você sabe MUITO BEM onde essa casa fica. Sim, porque algumas festas promovidas por Stewart milagrosamente não fizeram aquela casa ir abaixo, e ele estava sempre convidados garotas para que junto com seus amigos de time fizessem mais..."Festas privadas do time". O lugar é um pouco afastado, e você poderia tranquilamente chegar la logo ao anoitecer. Claro, isso de decidisse ir até la...Ja que era tão obvio que qualquer um poderia ter ido investigar antes e ver o que encontrava.

Até mesmo Jane...Que sempre foi tão esperta.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Blair VonDursten em Sex Abr 03, 2015 5:21 pm

Não estou nem aí pra nenhum de vocês dois!

Se vocês não querem me ouvir, tudo bem.

Depois não digam que não avisei quando tiverem suas cabeças arrancadas pela garotinha ruiva, ok?

Eu avisei, eu fui legal...

Que linguajar Blair.

Os olhos e Blair ficam encarando o medidor, e depois o Pataxó apanhava o notebook.

- Ei...

Já ia falar que não ia levar notebook algum, mas ele falava sobre prender.
Presa, cela, barata, sujo

Ugh...

Pode levar este notebook podre, tomara que a garotinha ruiva passe a perseguir você já que você está roubando o notebook dela, mesmo sendo da versão 2007?

Blair ia falar mais, quando o segurança dizia que o pai dela tinha dito que ela não deveria ficar sob sinais de stress. E logo ela fez um bico de leve com os lábios.

E levou a mão a mesinha apanhando o celular dela, levou a mão aos cabelos e era como se ela olhasse o reflexo ao celular para ajeitar os fios quando na verdade, estava tirando uma foto do Indio.

Uma foto para a prosperidade.

- Vamos logo embora...Pra Paris...

Ah desculpe sr Indio eu não ouvi a parte de não saia da cidade.

E eu também sou ruiva, mas não burra.

Vou pedir para algum subalterno do papai pesquisar sua vida inteira, inteirinhaaaaa, e a próxima vez que nos encontrarmos, vamos ver se você fará ameaças novamente a Blair VonDursten!

- E você não vai pegar meu casaco?...

Dizia olhando o segurança incredula que ele a deixaria sair de camisola sexy vermelha no meio da rua.

HUAUHAHUAUHAU
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Sex Abr 03, 2015 6:48 pm

Apenas para Blair.

Ele não faz nada que não seja instruido Blair. Serve apenas para servir suas vontades, um brinquedo dado pelo seu pai. Estaria ali cuidando de você e fazendo todo o papel de protetor que o mesmo não podia. Também, era bem mais fácil compra-la com dinheiro. Dessa forma, ele lhe tirava o mais rápido possível dali, de uma forma tão eficiente que poucos percebiam sua partida.

Mas alguem percebia.

Sozinha no quarto, a pobre garotinha ruiva olhava para os lados com calma. Notando que a garota de antes não estava ali, ela lentamente subia na cama. Cobria a si mesma com o lençol e abraçava com força o travesseiro, fechando os olhos. Ela não iria a lugar algum por enquanto, ja havia esperado muito tempo, então não era problema ficar ali, naquela cama macia e sentindo o cheiro de morango do travesseiro.

Enquanto isso, não demorava para Blair estar mais uma vez no jato da familia voando para França. Apenas você, não é necessário seu guarda costas lhe proteger enquanto faz compras. Assim que seu avião sumia no horizonte, ele pegava o celular e apertava um botão de discagem rápida. Um homem ja de idade avançada pegava o celular e ouvia, pensando por alguns segundos antes de responder.

- Me mantenha informado caso ela...Fique pior.

Ele desligava e tossia uma, cinco, várias vezes. Se apoiava na luxuosa mesa do escritório e parecia recuperar o ar enquanto normalizava a respiração. Sentava-se para ficar mais confortavel e abria uma gaveta, pegando um velho porta-retrato e olhando a imagem que estava nela a tanto tempo, e que permanecia oculta ali desde então.

- Foi melhor assim...Isso vai passar, ela vai ficar bem, tudo vai ficar bem...

E logo colocava a foto na gaveta mais uma vez, e voltaria a focar em sua empresa.

Mas independente do que ele acreditava as coisas não iriam ficar bem...

E jamais voltariam a ser como eram...
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Allison Reynolds em Sex Abr 03, 2015 8:54 pm

Spoiler:

Era óbvio que os jogadores não só pareciam babacas. Eram babacas mesmo. Fingiu que não ouviu os comentários e "miados" que percorreram o campo enquanto ela passava. Logo o treinador apitou e eles calaram a boca. Ainda bem, um deles parece ouvir as perguntas de Allison e como a garota com quem falava a pouco, balançou a cabeça em negativa. Isso era bem irritante, a forma como ninguém naquele lugar parecia nunca saber de nada.

- Tem idéia de quanto tempo faz que ele esta assim? Ou o que ele tem? E será.. Que ele sabe que Emily sumiu? - perguntou para o rapaz sem pensar direito. Talvez não fosse o mais inteligente fazer muitas perguntas. Não deveria chamar atenção desnecessária. Se conteve então a ouvir as respostas (se houvessem) que o rapaz lhe daria.

O resto, era melhor perguntar para o  próprio Stewart.

- Bem... obrigada, acho. - disse sorrindo para o rapaz que havia lhe respondido as perguntas de maneira sem graça, também fez um leve aceno com a mão para o treinador, como quem diz "desculpe por atrapalhar o treino". Mas por uma boa causa. Não?

Onde diabos você está se metendo, Allison?

Sabia onde encontrá-lo, afinal. Estar doente bem quando Emily desapareceu parecia um álibi perfeito. Já que estava envolvida nisso, iria até o fim. Mas... e se desse merda? Allison não sabia o que esperar dele. E se Jane tivesse chegado a mesma conclusão e tivesse ido lá primeiro? Tinha medo de que tipo de coisa poderia encontrar.

Era melhor se preparar. Passou em seu quarto, em primeiro lugar para deixar os livros. Depois procurou entre as roupas e a bagunça do quarto algo por alguns instantes. Quando finalmente achou, colocou no bolso da calça jeans.

Spoiler:

Era melhor que nada.

Iria então para a "casa de campo" de Stewart. Teria que cruzar boa parte da cidade para isso, mas estava obstinada a fazê-lo. Quando finalmente chegou ao local já anoitecia, mas Allison não se intimidou com isso. Discretamente daria uma olhada no lugar para ver se achava algo de suspeito. Caso não encontrasse....

Caminhou até a porta e tocou a campainha, aguardando que alguém atendesse.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Annelisa Deveraux em Sab Abr 04, 2015 11:08 pm

Vagas ou não... as informações que tinha conseguido ao analisar o corpo cuidadosamente batiam com aquelas que estavam no prontuário. Ou quase. Annelisa demorou-se no estudo, checando cada cantinho com extrema atenção e até mais de duas vezes, não satisfeita com o resultado, porque seu instinto dizia que existia algo mais.

Sexto sentido, Anne? Isso não combina com você.

A causa da morte realmente foi desidratação. E sua adorável chefe limitou-se nessa rasa conclusão. Annelisa chegou a rir e o som soou mais como algo semelhante a um rosnado. Chegava a ser ridículo, ou como já deveria imaginar... ela não se importava. Enfim, vamos explicar o ‘quase’ anterior.

Porque nessa busca insana por razões mais palpáveis, Annelisa acabou encontrando algo. Franziu as sobrancelhas e estreitou os olhos escuros enquanto observava aquele novo... sintoma? Não, não parecia ser. Ela partiu do começo e foi descendo pelo corpo, onde os danos se interromperam logo no estômago. Procurou por algum elemento estranho, objeto cortante... e nada.

Annelisa passou o punho pela testa, limpando o suor.

Nossa...

Como assim?

Sim, era loucura...

A mente fervilhava, processando tudo, excluindo, guardando... e por fim, chegando numa conclusão complementar. E se o caminho tivesse sido o reverso? Talvez uma bactéria que o próprio organismo alimentou e escondeu até não aguentar mais e...

Achou uma forma de expeli-la.

Por causa de prováveis dores, o rapaz não conseguiu se alimentar direito e nem ingerir líquidos, o que explica o estado esquelético e a desidratação. Só que...

Que espécie de bactéria/parasita causaria tanto caos sem deixar uma única pista sequer?

Somente um rastro de destruição...

Ele teria suportado a dor sem procurar um médico? E o médico não teria visto?

Não, mestre, ela não é deixar pra lá.

E quem vem a sua cabeça agora?

Agente Burton.

Ok, vamos pensar...

Annelisa se livrou das luvas e correu até a salinha de antes. Praticamente colocou-se de joelhos no chão, buscando os pedaços do seu celular. Assim que o montou e ligou, voltou para o morto, de repente sentindo-se ansiosa e nervosa. Mas a mão não tremeu quando ela disparou o flash, tirando diversas fotos nos mais variados ângulos. Depois da curta sessão de fotografia, colocou o aparelho sobre a mesa, ativado no gravador de voz, e enquanto botava as luvas de novo e se preparava para fechar o corpo, ela começou a falar num timbre baixo, manso... e desprovido de qualquer emoção.

- Homem jovem, por volta dos 20 anos. Aparência pós-morte: magro, pele ressecada e fragilizada. Causa da morte constatada numa análise superficial: desidratação. O individuo apresenta ferimentos profundos na garganta, que seguem pelo sistema digestivo, concentrando-se no estômago – Annelisa terminava de fechá-lo, deixando-o simplesmente idêntico a antes... Ou seja, mortinho – Nenhum objeto estranho que explique as lesões foi encontrado – ela mordeu o lábio, contendo um suspiro – Suspeita de evacuação pelas vias bucais. Provavelmente um corpo inadequado alojou-se no organismo e foi enfraquecendo o ‘paciente’ até este não ser mais... – Anne respirou fundo – adequado.

O último ruído que a gravação pegou foi dos instrumentos se chocando com certa violência na bandeja de metal.

Livrou-se das luvas, descartando-as no lixo certo para peças contaminadas, junto do restante do material e tomou todas as providências para que sua chefe não descobrisse sobre seu pequeno estudo. Não que estivesse muito preocupada com isso agora...

Antes de sair... lançou uma última olhada para o corpo já escondido pelo lençol branco.

O cartão estava numa mão e o celular na outra.

O tempo voara para um lugar distante, mas seu turno ainda não chegara ao fim.

Quem liga?

Ela discou o número do agente, e surpreendeu-se com o anúncio da caixa postal.

"Obrigada pela eficiência, agente Burton..."

Annelisa respirou fundo pela segunda ou terceira vez.

Pegou sua bolsa, jogou o celular, cartão... tudo dentro dela e quase esqueceu da chave reserva que a megera ‘confiara’ – sem alternativas – em suas delicadas mãozinhas. Sem nem sequer direcionar outro olhar para o relógio, que certamente a condenava pelos minutos ignorados, Annelisa sumiu dali com um destino em mente.

O hotel do Agente.

Na calçada, ela esticou a mão, dando sinal para um táxi. Ajeitou melhor o suéter e encolheu-se um pouco. Estava de noite já, e não era seguro para uma mocinha bancar à detetive em tal horário...

Pena que ela não era indefesa.

Dentro do carro, ela murmurou um boa noite e passou o endereço.

E durante o caminho, tentaria se comunicar com Burton.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Qui Abr 09, 2015 1:02 pm

Quero sair desse lugar o mais rápido possível.

Digamos que não sou muito fã de lugares assim.

Assim que entro na pick-up, bato a porta com força e coloco o notebook no banco ao lado.

Apanho a pistola em meu coldre e a coloco embaixo da minha coxa, e abro a camisa, jogando o chapéu no chão do passageiro.

E então o telefone toca.

Cerro o olhar e o encaro.

Número desconhecido.

Não tinha nenhuma notícia boa?

Olho em volta laconicamente, para ver se não há ninguém em volta... Caso a barra esteja limpa, ligo o computador.

Ao mesmo tempo em que atendo o telefone – Alô... - Digo em tom de voz seco.

Espero que ao menos durante a ligação eu tenha boas notícias, por mais remota que seja essa possibilidade.

Com o telefone no ombro, tento passar pela tela de login e, caso consiga, fuçaria no notebook.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Sex Abr 10, 2015 7:09 pm

​[Turnos marcados com "Parte 1" vão ser respondidos prontamente, não precisando aguardar que os demais postem]


VICTOR

Ir embora, fugir. Boa idéia, especialmente se levarmos em conta que você é um dos poucos que podem fazer isso Victor. Não existe nada lhe prendendo aquele lugar, ao contrário do outros que estão envolvidos, de maneira indireta ou direta nesse caso. Entretanto, é apenas uma questão de tempo até que vocês descubram que todos os caminhos acabam se cruzando, e o destino tem algo reservado que vai acabar acontecendo de uma forma ou de outra...Com aqueles que sobreviverem até la.

Mas pelo visto as noticias realmente não eram boas. Especialmente pelo fato da luz do Notebook indicar que ele estava sem bateria, o que representava que você ainda tinha que ir até seu pouco luxuoso e barato quarto de hotel para carrega-lo e ver o que ele esondia, isso se escondesse alguma coisa. Felizmente, você vai ter sobre o que conversar enquanto volta. Resta apenas descobrir de quem se tratava.

- Ah, Victor. Desculpe, ainda não me acostumei a falar com você.

Mesmo não sendo a recepção mais amigável do mundo Victor, você sabia quem era. Ou melhor, não sabia. Era aquele que atendia os telefones para dizer que você era do FBI, ou Xerife, ou o disfarce da vez. Ele dizia aquilo por tecnicamente ser um contato do seu pai, de forma que você sabe ao certo o nome dele. Claro, tem o nome que ele atende o telefone, mas con certeza não é o verdadeiro. Entretanto, se ele está ligando são boas noticias.

- Enfim, eu vi o GPS do seu celular e apenas pensei em avisar que existe outro caçador na cidade. Alguém registrou um cartão de crédito falso em um hotel no outro lado da estrada a alguns dias. Nada com que se preocupar, não sei sequer se ele ainda esta ai, apenas achei que gostaria da saber. Bem...Caso precise sabe como me achar.

E desligava. Bom saber Victor, você não está só!

Uma vez de volta, logo conseguia carregar o Notebook em seu quarto e liga-lo. E não parecia nada demais a medida que você ficava horas olhando fotos e históricos do que uma adolescente rica considera importante. Em outras palavras, basicamente ela mesma. Contudo, algo com a data de ontem lhe chama atenção. Em um vídeo, você pode ver Emily transmitindo sua imagem através da camera para alguém enquanto parece apenas navegar, quando a mesma parece olhar para trás ao constatar o vento agitando as cortinas. Ela se levanta e caminha até elas lentamente, olhando através do vidro por alguns segundos como se quisesse identificar algo...

- Quem...Você esta bem? O que....Stewart?

Segundos após isso, o vidro é feito em pedaços de forma tão rapida que nem a aproximação quadro a quadro é capaz de identificar o vulto, que pega a garota e a leva para fora antes mesmo que o grito termine. Segundo se passam até que uma segunda garota, que você reconhece das fotos do jornal apareça. Ela caminha devagar, chama Emily pelo nome e olha para janela. Após exitar alguns instantes ela sai pelo mesmo local que Emily foi levada, até o ponto que o notebook acusa falta de bateria e desliga.

Você logo reconhece o nome de Stewart pelos registros de suspeitos que viu antes de entrevistar a garota no campus: Stewart Lars. Jogador do time de futebol da faculdade. Ele sequer estava aparecendo as aulas e nem existia porque interroga-lo, ao menos não até agora. Uma rapida procura na internet acusa uma casa nos limites da cidade, que ao menos parece um bom lugar para começar.

Fantasma esperto...

Bem Xerife, agora é apenas questão de ser armar e pé na estrada.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

ANNE:

[PARTE 1]

Pelo visto é bem fácil para você sair desobedecendo e criando razões para isso Anne. Ah claro, você vai falar para sua chefe, se ela perguntar, que o enigmático agente Burtom chegou ali e praticamente fez com que você realizasse o procedimento. Entretanto, ele ja foi embora e você segue ai investigando...Ele te fez gravar uma fita também? Mas não se preocupe, ninguem esta lhe questionando nada a respeito de sua busca por verdades e você vai ter uma série de preocupações mais importantes pela frente...

Muito em breve.

Logo você fechava seu local de trabalho e pegava um taxi. Por sorte o motorista parecia tão interessado quanto você em um dialogo. Aquela era a unica opção uma vez que a mensagem de fora de area vinda do celular do Agente Burton permanecia a mesma. Contudo sua mente aguçada logo pensava que ele estando tão longe da capital era mais do que normal que isso aconteceria. Talvez alguém com quase 3 vezes a sua idade não tivesse tão habituado com os mistérios de uma tecnologia como a de aparelhos portáteis.

Mas chega de pensamentos perdidos, chegamos.



O hotel esta LONGE de ser impressionate e era pior do que você recordava das vezes que passou ali. Pelo jeito a verba de viagem dele não era assim tão ampla... De qualquer forma, estava escrito "Quarto 14" no cartão e você passava pelas portas contendo os números anteriores. Quando você passava da metade do caminho ja subindo as escadas algo faz com que você pare:

- Anne?

A voz claramente não é do agente Burton. Um garoto atrás de você...Ele não é exatamente estranho, mas você não recorda do nome do mesmo. Faculdade? Trabalho? Nenhum? Ele caminha alguns passos sem pressa, para em seguida começar a tossir e se escorar na parede, tossindo de maneira repetida enquanto ainda apoiando-se na mesma tenta ir em sua direção, independente de qual seja a razão...Ele parece determinado.

Esquerda ou direita Anne?

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

ALLISON:

[PARTE 1]

As respostas do garoto nada mais era que um balançar de cabeça negativo que você esta ficando cada vez mais habituada a ver Alisson, mas você tocou um bom ponto: Sim, ninguém ali sabe de nada. Porque ninguém se importa com absolutamente nada. Cada um esta muito dedicado as suas vidinhas universitárias e seus próprios dramas para parecer se preocupar com os demais. Mas não você, e ao menos ele te deu uma pista, que pelo menos é uma bela desculpa para deixar aquele lugar.

Ah claro, você esta perigosamente armada e completamente segura com o seu soco inglês. Especialmente se levarmos em conta que estamos indo para...Os limites da cidade em uma casa de campo afastada, com um suspeito de ter raptado uma, quem sabe duas garotas e feito uma janela em pedaços como se ela fosse de papel. É, melhor não se preocupar muito a respeito, afinal provavelmente não se trata de nada. É o que passa em sua cabeça ao ver a casa mais a frente...


Ela parecia levemente mais sinistra ao anoitecer. Mas era bobagem, ao menos era o que passava pela sua cabeça que involuntariamente balançava negativamente enquanto você ia até a entrada e tocava a campanhia...Ou tentava. Você logo percebia que não havia energia, até mesmo a fonte de luz vinda la de dentro não era natural, deveria ser algo como velas ou ainda uma lamparina. Enquanto você espiava, podia verificar a porta entre aberta e quando filosofava a respeito de invadir ou não o local, podia ouvir um som baixo:Não era uma voz, era algo como...

Um choro?

Suas pernas se movem quase que automaticamente, movidas por um misto de preocupação e curiosidade. Logo após os primeiros passos você pode ver no canto da sala alguem abaixada e com os braços cruzados sobre os próprios joelhos. Ela chora com a cabeça baixa, mas parece levantar o olhar logo que percebe sua aproximação. Da mesma forma você logo a reconhece: Jane.

- Allison?

Ela logo corre e se joga em sua direção...A abraçando enquanto chora ainda mais, e basicamente caindo de joelhos mais uma vez. Ela parece bem, sem ferimentos. Até as roupas dela estão intactas de forma que ninguém parece ter tentado, ou feito nada demais com ela. Estranhamente isso não impede que ela chorar, chorar e chorar mais um pouco como se uma desgraç
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Allison Reynolds em Dom Abr 12, 2015 6:41 pm

Spoiler:

Maldito vírus que faz todos balançarem a cabeça em negativa. Não era possível, aquelas pessoas simplesmente pareciam não prestar atenção em nada que acontecia ao seu redor?

Ainda que pensasse que provavelmente não daria em nada ir até a casa de Stewart, seu coração acelerou um pouco ao perceber que já estava bem escuro, e bem... somado ao aspecto sombrio da casa, estava genuinamente com medo.

Tirou o soco inglês no bolso do jeans. Seus dedos foram como que abraçados pelo frio do metal. Aquilo deveria dar alguma sensação de segurança, certo? Então porque não estava funcionando? Stewart era um jogador de futebol americano, devia ser bem forte, mas um soco bem dado seria o suficiente pra desacordá-lo. TALVEZ, se acertasse na cabeça. Mas aí correria o risco de matá-lo, e não queria arriscar sua pele tatuada a ser presa.

Alisson, apenas pare. Porque pensamentos idiotas parece inundar sua cabeça quando você está com medo. Ao menos você sabe que pode correr. Rápido. E muito.

Juntando a coragem que tinha, tentou apertar a campainha, sem sucesso. Não havia luz. Pensou se entrava na casa ou tentava, sei lá, bater palmas. Mas ao ouvir alguém chorando, foi automático demais.

Alguém precisa de você. Não dá pra ficar exitando com pensamento idiotas em situações assim. Ela entrou na casa e...

Jane.

Ela parecia bem. Nada em suas roupas ou nela indicava que tivessem feito algum mal. Mas porque ela chorava tanto?

Confortou-a meio sem jeito enquanto esta a abraçava, ao que a garota logo caiu de joelhos. Alguma coisa muito ruim havia acontecido. Tudo a levava a acreditar nisso.

Olhou ao redor da casa, a procura de uma possível ameaça. Haveria mais alguém ali. Abaixou-se diante de Jane, que estava de joelhos em sua frente, parecia em estado de choque.

- Jane, por favor, eu vou te tirar daqui. Mas você precisa me dizer o que aconteceu. O que aquele bosta fez com você? E a Emily?

Apesar de odiar a rainha do baile, não podia levar Jane dali enquanto talvez a outra garota estivesse sendo torturada ou algo assim. Maldito coração mole, não é Alisson? Seria muito mais fácil simplesmente virar as costas pra quem já te sacaneou.

Mas você não é assim.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

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