Prólogo: Estrada para o nada

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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Annelisa Deveraux em Dom Abr 12, 2015 9:57 pm

Ok, ela não é nenhuma mentirosa profissional, convenhamos... Mas sua mente certamente arranjaria uma boa desculpa, CASO Anne fosse pega – o que era muito difícil de acontecer. E quanto aos minutos ignorados... Seria um segredinho dela e do relógio, tudo bem? Pena que ele não sabia falar de qualquer forma. Como nosso mestre mesmo falou, a mulher não suportava sua presença... Achava Annelisa um estorvo. Jamais imaginaria que existia um brilhante cérebro por baixo da cascata de anéis loiros... Ou melhor, até imaginava, e sabia, mas fazia questão de fingir que não. Isso irritava a estudante, claro... Mas Anne era uma boa menina. Com aquela carinha de anjo, perfeita para o papel de mocinha de novela das nove... não teria coragem de ofender ninguém.

Certo?

Mas não vamos perder o foco.

A viagem seguiu em silêncio, para o seu alívio. Talvez algo em sua expressão tivesse alertado o taxista sobre seu possível estado de humor. Tentou ligar para Burton durante todo o caminho, sem sucesso algum. Sua frustração era tanta que chegou a soltar um gemido exageradamente alto. Mas nenhum palavrão. Ou melhor... teve um sim.

- Mas que grande porcaria! – falou consigo mesma, logo se desculpando pela grosseria.

Fora de área? Ah, por que não estava surpresa...?

Enfim, logo chegavam.

Anne saiu com pressa do carro, entregando uma nota de valor alto para o taxista junto de um sorrisinho trêmulo, informando que não estava preocupada com o troco, embora ela fosse a última pessoa que poderia ‘desperdiçar’ dinheiro. No mínimo, que o acolhedor agente lhe desse uma carona para casa depois, ora essa! Olhando para o hotel e não vendo uma única alma viva ao seu redor, ela puxou a bolsa para frente do corpo, a fazendo de escudo. E... péssima escolha de palavras. Não se deixe levar, Annelisa. Você não é desse jeito, está lembrada? Bem... não estava esperando algo do tipo. Mas deu de ombros. Não importava a categoria baixa do lugar... Só precisava trocar umas palavrinhas com ele, mostrar o que descobriu e pronto. Poderia voltar para sua vidinha cheia de complicações.

Caminhava de maneira lenta, olhando para todos os lados e com cartão do agente já em mãos. Quarto 14, quarto 14, quarto 14.

Que lugar horrível!

Ela queria ir embora, pois realmente temia ser interceptada por algum mau elemento, e com certeza ninguém viria em seu socorro, muito menos o agente que não atendia o celular! E para melhorar, ela ainda teria que subir escadas e...

Virou-se antes de pisar no primeiro degrau, tomando um susto ao ver o garoto, numa primeira encarada, desconhecido. Estreitou os olhos, pois a iluminação precária só dificultava ainda mais sua tarefa em reconhecê-lo. Não conseguia se lembrar dele, mas como sabia seu nome? Vamos fingir, então! Quem sabe não se recorda de algo após uma conversinha.

Uma conversinha bem curta, por favor.

- Oi... Está... Oh, meu Deus! Você está bem? – exclamou quando ele quase caiu no chão.

O agente teria que esperar um pouco. Infelizmente, ela não poderia ignorá-lo, ainda mais depois dessa repentina crise. Apressou-se em se aproximar, mas então parou. Sexto sentido... De novo essa sensação estranha que não deveria estar ali. Anne recuou dois passos, mas mantinha a atenção nele.

- Você precisa de ajuda... médica. Desculpe, não me lembro do seu nome... – ela ergueu o queixo, tentando passar confiança – Quem é você?

Estava com pouco tempo para ficar dando voltas, então optou pela objetividade.

Não temia um contágio, mas sim... aquela insistente vontade de se aproximar.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Dom Abr 12, 2015 11:15 pm

ALLISON:

[PARTE 2]

Talvez seja realmente um problema entender que as pessoas não ligam, não sabem desconhecem tudo que não lhes é interessante Allison. Mas nem todos são assim, uma prova é você que por conta própria e risco resolveu se arriscar a ir até um local isolado. Pior ainda: Que poderia ser o esconderijo de alguém capaz de sequestrar duas garotas sem deixar vestígios. E não de uma forma simples, o fazia de uma forma impossível, quase que inimaginável...

Não humana.

Para sorte de Jane, você estava ali. E tudo que a pobre garota parecia poder fazer era chorar e chorar mais. Claro que ela não poderia fazer isso para sempre, a medida que ouvia sua voz o choro virava apenas um soluço contido, e ela concordava com a cabeça. Sim, precisava dizer o que sabia. Ela Olhava para baixo como se tentando lembrar.

- O Stewart...Ele pegou a Emily. Não sei como, mas ele atravessou as janelas do quarto e trouxe ela para ca. Eu consegui seguir ele a distância até aqui. Acho...Que ele deve ter me visto, me pegou e me arrastou para dentro. Ele...

Ela parava e levantava a cabeça, notava o quão confuso aquilo era: O quanto sua própria mente estava bagunçada depois de tudo aquilo. De ver a amiga sequestrada, de ser sequestrada. Quanto tempo havia passado? Havia tudo acontecido tão rápido, e tudo que havia conseguido ver e presenciar era tão confuso...Tornava difícil raciocinar com clareza.

E claro, havia outra razão.

- Eles...Devem estar la emcima. Não podemos ir embora sem ela! Ele a manteve aqui, ele vai...Matar ela. Precisamos impedir, ele não sabe o que esta fazendo! Nós...

Finalmente alguem balançava a cabeça com um sim Allison, concordando com você. Ela sabia que não podiam deixar a garota ali: Precisavam deter aquele garoto maluco independente do que estava acontecendo. Podiam subir, salva-la e deixar aquele lugar, e tudo voltar a ser exatamente como antes.

Mas ela sabia que não podia. E logo você também saberia Allison.

Entretanto, por hora ela apenas se levantava e a segurava pelo braço se mantendo perto.

Ao menos você não estava mais sozinha.


---------------------------------------------------------------------------------------

ANNE:

[PARTE 2]


Focando aos problemas que não envolvem seu futuro profissional Anne, o taxista apenas dava uma discreta olhada através do espelho retrovisor ao ver suas frustração em fracassar no contato com o agente Burton. Mas ele não diria nada a respeito. Como não apenas você, mas cada um de vocês ja devem ter notado que as pessoas por aqui preferem não fazer perguntas, não saber, não se interessar pelo que não é da conta delas.

As faz permanecerem vivas.

Mas não vocês, vocês são diferentes. Por isso cada um de vocês pegou seu próprio caminho de investigação para chegar ao fundo de tudo aquilo. Mas uma coisa de cada vez, vamos ver o que seu caminho a reserva: A claro, você não poderia deixa-lo ali. Mesmo não lembrando quem era, mesmo sem saber o nome dele. Precisava ajuda-lo.

Grande erro.

Ele caia sobre os joelhos, ainda tossindo. E mesmo sem que você se aproximasse, ele o fazia. E não de uma forma normal: No instante que ele deveria estar apenas se colocando em pé, ele ja estava a sua frente naquele deslocamento que desafiava a lógica. Ela havia so movido...10 metros em menos de 1 segundo, parecendo dar menos de um passo? Ele lhe segurava pelos braços e jogava contra a parede. Forte demais, rápido demais...Agora você poderia ter uma idéia de como a jovem da faculdade desapareceu...

Pena que você não vai viver para contar Anne.

Você grita? Claro que sim, é quase que involuntário não bancar a garota assustada de filmes de terror. Mas ele logo leva a mão a sua boca, com aquela força absurda. Você nem consegue mais ver o rosto dele, que fica lhe encarando apesar de envolvido pelas trevas. A algo errado ali. O Som que você escuta, não é humano. Algo na voz...Não. Algo vindo das cordas vocais dele. Da garganta? Um...Sibilar? Aquilo parecia com...Nada. O que era aquilo?

Fechar os olhos é o mais lógico, ja que não vai ouvir outra coisa.

O que segue é um som insurdecedor, mas logo se prova ser a salvação, uma vez que o seu agressor cai ao chão. Seu pensamento de sair correndo logo é vetado ao ver a poça de sangue ao lado do que...Sobrou da cabeça do garoto. Morto, bem morto. Apenas um jovem com idade próxima a sua Anne.

E você nem sabia o nome dele.

Mas como cabeças ainda não explodem sozinhas, logo pode perceber o que acabou aumentando sua expectativa de vida.



O agente Burton baixa a arma após alguns segundos, apesar que seu olhar e choque não conseguem acompanhar muito bem cada ato deles, ja que ver um "recem morto" não acontece em um necrotério. Ele entretanto logo se aproxima de você, olhando com uma expressão preocupada:

- Ei...Você esta bem? Precisamos sair daqui.

E caminhava na mesma direção que você ia anteriormente, afastando a cena de sua visão.

Talvez agora você quem tenha perguntas para o agente Burton...
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Annelisa Deveraux em Qua Abr 15, 2015 5:09 pm

Não se tratava de uma questão sobre curiosidade ou não, mas... era uma pessoa precisando de ajuda. E era impossível Annelisa, como ser humano, não se comover com a cena, ainda mais ela, tendo optado por cursar medicina. Queria cuidar das criancinhas... mas isso não vem ao caso agora. Então, poderia mesmo ter sido um erro, porém não tinha como agir diferente, e por isso mesmo, não se arrependeria.

Porque, infelizmente, ela não podia prever o futuro.

Quando o rapaz caiu de joelhos, Anne baixou a guarda e deu um passo na direção dele, esticando os braços por instinto – apesar da extensiva distância que os separava. Só que ele foi muito rápido, apesar de tudo, contrariando toda a lógica “espaço-temporal”. Num breve piscar de olhos, o estranho a segurava com força pelos braços, e movida pelo susto, ela só conseguia encará-lo, pálida como jamais havia ficado em toda sua vida. Antes, ele não parecia tão ameaçador, só que agora, a jogando contra a parede com tamanha violência... Annelisa gritou com o impacto, sem ter como se proteger. Era dessa forma que as vítimas se sentiam diante do ameaçador? Pois, embora quisesse loucamente se soltar, mal conseguia conter os tremores involuntários das pernas.

Aquilo era medo, no sentindo mais cru.

Ela escutava o estranho ruído e chegou a virar a cabeça um pouco para trás, na tentativa de encará-lo, mas novamente envolvida pelo pavor, Anne tentou gritar por socorro, mas ele foi mais rápido, cobrindo sua boca. Aquele assovio contínuo, assombroso... entrava pelos seus ouvidos, confundindo sua mente, porque ela só conseguia pensar numa coisa... Aquilo não era humano, não podia ser. Debateu-se por um tempinho, mas não adiantava. Como última alternativa, ela rendeu-se, sentindo o gosto amargo da derrota... Anne fechou os olhos e a cabeça pendeu para frente, apoiando-se na parede enquanto aguardava o desfecho.

Quando o tiro corta o clima, ela consegue gritar de novo, e logo se dá conta da razão...

O seu futuro-ex-assassino estava caído ao chão, com um buraco gigantesco na cabeça.

Ela desvia o olhar do garoto para o seu salvador... e ahá! Olha só quem apareceu!

Ainda estava branca feito cera e trêmula e não conseguia falar nada. Mal notou os respingos do sangue em seu suéter... Saía com água, né? Ou seria complicado remover as pequenas manchinhas? Bem, ao menos não tanto quanto a imagem daquele rapaz morto... Um defunto fresquinho.

- Eu... Eu... Eu estou bem... – conseguiu finalizar depois de grande esforço.

Demorou um tempinho para seguir Burton. E o menino? Deixariam o corpo ali, jogado e completamente exposto para um ver naquele hotel-fantasma? Será que ninguém tinha escutado o disparo?

Por Deus... Como ele conseguiu chegar na hora certa?

Se falarem algo como coincidência ou sorte, ela mesma acabaria com a vida dando um tiro na própria testa! Não acreditava nisso, ainda mais agora... quando as coisas pareciam tão sem sentido.

Era mais fácil cobrir os olhos, não é, Anne?

Temendo perdê-lo de vista, Annelisa apertou os passos desastrados até alcançá-lo, ofegante e nervosa demais. E como a maioria dos jovens, não mantinha a boca fechada.

- O que foi isso?! E agora?! O que vamos fazer?! Por que não atendeu o celular?! – ela parecia irritada, apesar do homem ter salvo sua vida, mas não estava disposta a mostrar muita gratidão naquele momento – Você o matou! Vai ficar por isso mesmo? Hey! – segurou o braço dele com um pouco de força, apenas querendo sua atenção – Tentei te ligar diversas vezes! Por que tem um celular??? Olha, eu consegui novas informações, e eu estou aqui para... para...

As sobrancelhas claras se uniram de repente.

Um sibilar assustador escapando do fundo da garganta...

Da garganta.

- Precisa me dizer o que está acontecendo ou também não falarei uma única palavra, agente! E nem pense em enrolar, está bem? Passei a vida inteira convivendo com mentirosos, então, pode ter certeza que vou saber até mesmo se a sua respiração será ou não fingida!

Podia aparentar fragilidade, com o rostinho juvenil e bonito, mas estava longe de ser uma criatura indefesa. Ao menos em personalidade, ela era dura na queda.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Sex Abr 17, 2015 3:01 pm

Exibo um sorriso forçado no “Desculpe”, como se ele pudesse vê-lo, mas não digo nada.

E logo ele me fala sobre outro.

Cerro ligeiramente o olhar. Aquilo não era muito... Comum.

Não que eu nunca tivesse encontrado outro parceiro de profissão, mas era algo relativamente raro.

Ainda mais em um caso como aquele, que mal chamava a atenção. A não ser que houvesse algo maior que eu ainda não vi.

- Obrigado pelo aviso... Digo o mesmo – Fecho o telefone e estaciono a Ford na vaga correspondente ao meu quarto.

No caminho já me livrei da camisa e das roupas que me caracterizavam como um Xerife, ficando apenas com aquela calça verde esquisita.

Ao entrar no quarto acho um cabo para carregar aquela porcaria, e apanho a velha garrafa de bourbon e me sento na cama, encarando a tela.

As horas passam sem que eu perceba.

E a sensação do meu faro estar errado a cada segundo se intensifica.

Até ver o vídeo...

Apanho a mochila embaixo da cama, a abrindo rapidamente...Apanho uma escopeta de cano cerrado, com munição de sal. Seria bom deixá-la a mão na Ford.

Como tem uma Glock no coldre do meu disfarce, com munição comum, não me preocupo em apanhar mais nada...

Mas de qualquer modo, seria bom ter a bolsa por perto.

Hora de se vestir de Xerife novamente, e visitar o Sr. Lars
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Allison Reynolds em Sex Abr 17, 2015 9:53 pm

Spoiler:

- Calma, garota. - tranquilizou Jane com um sorriso. Tentava passar para ela uma calma que não sentia. - Não vamos a lugar nenhum sem ela.

Era a mais pura verdade. Por mais que estivesse com medo, não conseguiria simplesmente virar as costas e correr. O soco inglês em uma das mãos, percorreu rapidamente a sala com o olhar, tentando encontrar algo que pudesse ser usado por Jane contra Stewart. Um pedaço de madeira que estivesse na lareira, um vaso pra acertar na cabeça? Talvez.

- Jane... Eu não sou exatamente uma lutadora de MMA e eu acho que você também não. Então o plano é: A gente acerta ele com força, pega a Emily e CORRE, ok? Tem alguma idéia melhor ou alguma coisa que acha que eu deva saber? Porque será que esse infeliz pirou assim? Qualé, tudo isso foi só porque ele tomou um fora?

Ouviria qualquer informação que Jane tivesse ou mesmo algum outro plano. E iriam para cima, atrás dele.

Talvez se batesse com força o suficiente na cabeça dele, poderia desacordá-lo. Na verdade não havia pensado em nada melhor, ainda. Teria que improvisar.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Sex Abr 17, 2015 10:52 pm

ANNE:

Ah sim, salva pelo confiável agente Burton...Agora você nem parece se importar com o tão misterioso ele parece ser, o que é bom ja que logo que você se levanta ele não demora em ir até o próprio automóvel, esperando que você entre sem fazer grandes comentários. Claro, isso pouco significa ja que demora pouco tempo para você jogar uma verdadeira chuva de perguntas encima dele, que chega abrir a boca para responder mas é soterrado pela velocidade que você parece fazer questões:

- Anne! Tenha calma esta bem? Posso responder só uma pergunta por vez.

Mas não é que ele sabia seu nome? E olhava para você Anne, mais parecendo seu pai, ou avô. A medida que você se acalmava ele girava a chave ligando o carro, enquanto balançava negativamente a cabeça.

Adolescentes...

Não demorava para saírem das proximidades do Hotel, e ele parecia tomar folego antes de falar. Ja estava habituado a aquilo, mas a explicação e aceitação nunca eram simples:

- Ele...Não era o que você esta pensando. Ele não era mais um garoto simples. Anne não existe uma maneira fácil de explicar isso então um pouco de auxilio visual pode ajudar...




Ele indicava com os olhos um livro que estava no Porta-Luvas aberto. O livro era um tanto...Estranho. Parecia mais uma enciclopédia na verdade. Havia uma página marcada, com uma imagem de...O que diabos era aquilo? Burton soltava uma das mãos do volante e apontava para ilustração.

- Isso que matou o homem no necrotério. E estava "controlando" o garoto que lhe atacou. Não é o tipo de coisa que você encontra por ai em qualquer livro. Existem muitas coisas ai fora que você desconhece, e que sequer acreditaria se encontrasse. Mas existem velhos malucos que nem eu que caçam essas coisas. Uma delas pegou duas garotas na sua faculdade, e ninguém mais pode impedir a não ser...Bem, acho que agora nós dois.

Bem vinda a aventura Anne!

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

ALISSON:

Sua amiga Jane tinha um reflexo oposto as demais: Parecendo mais uma vez concordar com a cabeça enquanto a seguia. E a não ser que você queira agredir Stewart com um travesseiro e um colchão velhos, vai precisar ir até a sala. Havia alguma coisa la, não havia? Enquanto andavam de volta para onde tinham vindo, Jane começa a explicar.

- É complicado...

E era bastante complicado. Não era apenas um garoto com ciumes da namorada Alisson, era muito mais complexo. Haviam coisas que você não entenderia, e que Jane nem saberia como explicar. Mas eis a parte boa, você não vai precisar ouvir a explicação ja que Jane logo lhe segura pelo braço. E chega a lhe assustar, de onde ela tirou tanta força?

- Não... Consigo mais controlar...

E essa era a parte ruim Alisson.

Ela logo colocava as mãos em seus ombros, e a jogava no chão como se fosse de papel. E reação era chocante. Sera que ela no final das contas era uma lutadora de MMA? E quando dava por si ela estava encima de você, com as mãos em seus braços que mais pareciam estacas os cravando no chão. Mas porque Jane...

Então você podia notar melhor daquele angulo a pele branca, parecendo tão pálida e frágil que "quebrava" em diversos pontos. Ela encarava seu rosto e emitia um som estranho. Lentamente ela abria a boca e antes que você tivesse qualquer ideia estranha, podia ver algo saindo de la...


--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

VICTOR:

E o que não parece estranho nesse lugar?

Claro que um outro caçador faz aquilo ainda mais estranho. Talvez você não seja o único desocupado passando por ali. Entretanto, vai ter que se preocupar com isso mais tarde uma vez que conseguiu sua própria pista. Pelo menos sabe que não esta simplesmente perdendo tempo, ja que com toda certeza existe algo mais do que parece naquele local repleto de universitários.

Armas, roupa, tudo certo hora de ir.




Leva algum tempo, mas você logo pode parar nas proximidades de uma casa afastada nos limites da cidade. Parece um bom lugar para esconder alguém, na verdade parece SUSPEITO DEMAIS. Mas você ja deixou para trás a parte em que suspeita do que esta acontecendo, sabe que existe algo ali então precavido, e armado resolve entrar pela porta entreaberta.

Agora as boas e as más notícias para você Xerife:

A parte boa é que você encontrou uma das garotas: Ela esta bem viva e na sua frente. A Ruim? Ela pelo visto não pode ser salva...Especialmente por causa daquela coisa saindo da boca dela, que você não tem a menor idéia do que seja mas nem precisa ser um caçador para saber que não vai fazer nada bem para a pobre garota embaixo dela. Jane, a garota que tem aquele..."Hospedeiro" saindo pela boca parece olhar para você, que esta a menos de 10 metros mas felizmente tem tempo de sobra para agir.

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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Annelisa Deveraux em Sab Abr 18, 2015 12:41 pm

Uma veia parecia preste a pular da testa dela quando a mesma franziu o cenho com força diante do pedido por calma. Calma? CALMA?! Ela quase foi morta! Ou violentada... Vai saber o que estava se passando pela cabeça daquele idiota! Aliás, você também é um idiota, Burton! É tudo sua culpa, e mesmo que não seja, ainda assim ela vai te culpar. Porque Annelisa estava muito bem sozinha, escutando sua musiquinha e olhando os ponteiros se arrastarem naquela bendita sala infernal. Sim, entediante... Mas longe de qualquer problema.

Antes mesmo de terminar o pensamento... Ela se sentiu a pessoa mais hipócrita do mundo, só que o agente não precisava escutar isso, não é mesmo?

- Pois... Pois... Pois que responda todas! – Anne parecia relaxar um pouco e a carranca de antes teve uma drástica mudança, passando de raiva para... medo.

Afinal, ela esteve a um centímetro de dizer bye bye.

Seguiu com ele até o carro, entrando no lado do passageiro. Só então, sentada, notou o quanto estava tremendo. Agora, ficava em silêncio, aguardando a boa vontade de Burton para lhe contar o que diabos estava acontecendo... Aliás, como ele sabia seu nome?!?! Ok, aquilo era irrelevante, por ora. E quando o homem finalmente começou a falar... Annelisa sentiu vontade de cobrir as orelhas, já que de certa forma tinha ideia de qual seria o desfecho daquela conversa, e ela... Ela não queria mais saber.

Permaneceu com a cabeça baixa, olhando para as mãos entrelaçadas sobre as pernas. A bolsa estava caída aos pés, meio aberta, porém Anne não deu qualquer indício de que a pegaria... ainda. Então, ele indicou um livro e agindo de maneira mecânica, ela o pegou, abrindo-o na página marcada. E toda aquela inércia motora sumiu tão de repente quanto chegou. Os olhos escuros tornaram-se ávidos sobre a imagem, buscando uma resposta que certamente não estava explícita... ou...

Aquele homem era louco!

Annelisa voltou a atenção para ele, chocada com suas palavras. Mas não demorou para que o olhar se tornasse vago, e apesar de encará-lo, não estava realmente o enxergando. A cabecinha loira trabalhava numa velocidade anormal, reunindo as informações dadas por Burton e aquelas que encontrou no necrotério ao examinar o corpo do outro rapaz. E não... Não podia. Não podia fazer sentido.

- Mas... Isso não é real. Compreende o que está dizendo? Não... – ela fechou o livro num baque alto, o devolvendo para o local de antes – Esse garoto certamente teve um surto psicótico, e acredite, posso te detalhar várias situações que expliquem... o ataque. Não, não, não... O senhor não vai me convencer que...

Ela fechou os olhos, se lembrando dos danos inexplicáveis causados em todo o sistema digestivo. De maneira nervosa, ela começou a abanar a si mesma.

Queria ir para casa...

Mas estava certa de que era tarde demais.

Anne se conhecia muito bem, e por tal razão, não voltaria atrás. Não agora com tanta coisa jogada sobre si.

- Eu... tenho algumas coisas para te mostrar.

Pegou o celular na bolsa e deixou que ele escutasse a gravação. Deixou o aparelho sobre o colo enquanto pegava novamente o livro, folheando suas páginas.

- Ele me conhecia – Annelisa falou do nada, sem tirar os olhos do exemplar – Chamou pelo meu nome. Mas não consigo me recordar de onde... – suspirou – E agora? O que devemos fazer? Nessa altura, a Jane e a Emily já devem estar como eles, não? Espere...! Quer dizer...

Annelisa nem gosta de Supernatural!

- Vamos ser francos um com o outro, tudo bem? Não acredito em nada que envolva... você sabe... – mordeu o lábio e olhou para frente – Não acredito no sobrenatural, agente Burton. Apenas no que meus olhos enxergam e no que a ciência explica. Mas... – voltou a encará-lo, chegando a lhe mostrar um sorrisinho de canto – Vou ter ajudar. Digamos que o senhor não parece bater muito bem da cabeça e não quero que se meta em confusão. E... – ela ficou sem graça, chegando a corar ao se lembrar da maneira que o tratou antes – Obrigada por me salvar.

Não, ela não acreditava.

Ou, por alguma razão, forçava-se a não acreditar nisso.

- Qual é o destino, capitão?
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Allison Reynolds em Ter Abr 21, 2015 9:26 pm

Spoiler:

Jane estava muito estranha. Tinha uma força fora do comum. Logo ela derrubava Allison com força no chão. E mostrando uma agilidade fora do comum, logo Allison sentia o peso da garota em cima dela, segurando seus braços no chão.

- O que tá acontecendo, Jane? Porque você... - Allison não teve tempo de terminar a frase, pois, Jane abriu a boca e colocou aquela... coisa pra fora. Seria algum tipo de pegadinha? A proximidade também fazia Allison perceber como a pele dela estava estranha. Era como se... aquela não fosse mais Jane. Mas que merda era então?

Aquela coisa se aproximava do rosto de Allison tal qual o Alien babando no rosto da Ripley e a reação era essa mesmo, tentar se afastar daquela coisa asquerosa, o quanto fosse possível. Até que...

Jane erguia o olhar e olhava fixamente para algo. Allison não tinha certeza se queria saber pra onde ela olhava. Mas, aquela distração era um momento que devia aproveitar.

Juntou todas as forças que tinham para mover a mão que estava com o soco inglês bem no queixo de Jane. Isso faria ela fechar a boca e consequentemente afastar aquilo do rosto de Allison.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Qui Abr 23, 2015 11:26 am

Ficava por alguns segundos no interior do Bronco, olhando para a casa, procurando algo fora do lugar.

Não gosto do lugar... Mas não gosto da maioria dos lugares que vou.

Saio do carro e visto o chapéu, caminhando lentamente em direção a casa, com as mãos nos bolsos da jaqueta de couro.

Subo as escadas e vejo a porta entreaberta.

Cerro ligeiramente o olhar e saco a Glock do coldre.

- Polícia... - Digo em tom de voz normal. Não quero tanto assim ser escutado.

Empurro a porta com a ponta da arma... E vejo as duas garotas.

Mas que...?

Cerro o olhar e corro na direção das duas, chutando lateralmente o que quer que aquela garota estava cuspindo sobre a outra pra longe.

Feito isso recuo só um passo ou dois, para poder enxergá-las, fazendo mira na dupla.

- De pé... Mãos atrás da cabeça. - Digo em tom de ordem. Preciso saber com o que estou lidando... E não vou conseguir isso metendo a mão em o que quer que seja a garota, ou esteja a possuindo.

Mas também tenho que garantir a integridade da garota de baixo... O que pode ser resolvido com um disparo, caso ela faça um movimento errado.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Qui Abr 23, 2015 1:47 pm

ANNE:

Claro, você estava muito bem lá, entendiada ate a morte em seu trabalho. Tanto que nem precisou de muita coisa para que alegremente fizesse tudo aquilo que ele solicitou. E tanto queria ficar quietinha em seu lugar que...Surpresa! Você foi atrás dele. Felizmente para Burton, que não precisa mais ser chamado de agente esse tipo de coisa já faz parte do dia a dia, de forma que ele mal tira os olhos da estrada enquanto fala com você. Ele balançou a cabeça negativamente e sorriu:

- Você não precisa acreditar no sobrenatural Anne. Ele existe, e acredita em você.

Porque essa reação era apenas mais uma. Existiam algumas, mas não muitas. Medo, esclarecimento, curiosidade e claro, a negação. Essa ultima sequer precisamos explicar como funciona. Ja que falar não fazia muita diferença naquele momento ele ouvia, apesar que basicamente sabia o que a garota iria dizer. As paginas apenas estavam em uma linguagem desconhecida, com algumas notas em folhas de caderno soltas ao meio que certamente eram algum tipo de tradução.

- Esse tipo de Vorme se instala no hospedeiro, o controla, faz com que ele sinta uma sede cada vez maior, fazendo com que ele desidrate em menos de uma semana e fazendo com que lentamente ele sinta uma sede de sangue...Matando quem estiver pela frente. Você deve estar pensando em vampiros mas...Eles são outra coisa completamente diferente. Vamos deixar para falar neles outra ok?

É Anne...Pelo visto um dos dois esta louco. Talvez os dois?

- As garotas foram levadas por alguém que esta servindo de hospedeiro. Eu sei muito bem onde ele esta. Mas você tem razão, ja deve ser tarde demais para aquelas duas. O que podemos fazer é dete-las enquanto a tempo. Eu não queria envolve-la nisso...Sinto muito. Mas podemos nos preocupar com isso depois que resolvermos essa...Situação.

Se sairem vivos, claro.


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ALLISON E VICTOR:

Pelo visto nada de apresentações por enquanto. Claro, temos preocupações maiores. Entretanto elas não parecem muito preocupadas com a sua autoridade Victor, especialmente quando a "vitima" desfere um soco no queixo da outra e trata de mandar aquela...Você não sabe o que é ela coisa para fora da hospedeira. Você tenta afastar aquilo mas aquela coisa é arisca, se contorce, tenta atacar sua bota, mas tem a fragilidade de um inseto e frente aquela resistência, ela se transforma basicamente em uma gosma esverdeada, mesmo que acidentalmente.

Mas isso esta longe de resolver o problema.

Ou talvez não: A garota debaixo apesar de parecer surpresa não tinha como sair sem que sua "amiga" colaborasse. Dessa forma, aparentemente esta, mesmo após ter recebido aquele soco que ao menos serviu para mover...Aquilo da boca dela resolveu colaborar, se movendo lentamente e ficando em pé. Até mesmo lentamente parecia erguer os braços, juntamente com os olhos que viravam em sua direção...

E você podia ver claramente aquela velha certeza, "não humano", ao menos não mais. Ela "saltava" de uma forma quase que irreal, rapida como um lobisomem e com metade do tamanho. Você pode disparar, mas ou sua bala errou o alvo ou não fez efeito. A garota, se é que ainda pode ser chamada assim realmente se mostra com uma forma fisica acima do normal, ja que ela consegue faze-lo ver como Allison foi parar naquela situação Victor, e logo você quem esta no chão, mas consegue segurar os punhos da garota que faz...Algum barulho lembrando uma cobra ou insetos com o rosto próximo ao seu, e ela com certeza é forte!

Enquanto isso, Alisson que acaba de socar sua melhor amiga no rosto e acreditava te-la livrado...Daquele troço, viu que tudo que conseguiu fazer foi salvar a si mesma, ja que dessa vez era o policial, que nem policial de verdade era quem sofria o ataque e era colocado na mesma posição que você estava instantes atras. Em meio de tantas dúvidas haviam algumas certezas: Aquela não era mais a Jane, e não podia mais ser salva.

Esse pensamento vinha a cabeça quanto a arma de Victor, que aparentemente errava o alvo deslizava pelo chão e parava ao seu lado enquanto o mesmo fazia seu melhor para segurar a "Jane", de costas para você tentando dar cabo naquele que deveria ter lhe salvado em primeira instância...


Pelo visto, é você quem pode acabar salvando o dia Allison....

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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Annelisa Deveraux em Qui Abr 23, 2015 5:55 pm

Olhe bem para a carinha dela, Burton...

Ela simplesmente fez a maior expressão cética após esse comentário, como se estivesse frisando que não acreditava.

- Você é legal... quando não arranja essas frases prontas. Aliás, como devo chamá-lo agora, hein? ‘Caçador’ Burton? Preferia quando era agente – continuava folheando o livro, e à medida que via as imagens... bem, ela não tinha um estômago sensível, mas... era muito diferente quando se pensava que esses troços só poderiam ser encontrados em filmes – Isso não pode ser real.

Mantenha o foco, Annelisa!

Voltou para a página de antes, que por ora, era o que estava causando problema, ou melhor... o que estava impressa nela, o tal de Vormes. Antes que pudesse ler as traduções dele, Burton começava a falar, explicando pacientemente o que era aquilo, o que causa e como funciona. As mãos de Anne tremeram e inconsciente do gesto, apertou mais do que o necessário o exemplar.

Um riso forçado escapou por entre os lábios crispados de nervosismo.

- Ah, claro... Vamos deixar os vampiros e lobisomens para depois, não me importo.

Segure essa língua, criança malcriada. Não era assim que o papai falava quando a filhinha dele não se comportava do jeito que ele queria?

Ela fechou os olhos e quando voltou a abri-los, encarava o homem de maneira séria. Porque ela sabia que não se tratava de uma simples pegadinha. Duas meninas foram mortas e o que restava delas estava por aí, fazendo mais vítimas. E para piorar, um doente estava ajudando essa porcariazinha de verme nojento.

- Não se desculpe. Desde que entrou naquele necrotério, nós dois sabíamos que não teria mais volta... - murmurou mais para si mesma.

É, talvez algumas coisas não pudessem ser realmente explicadas.

Annelisa mordeu o lábio e balançou a cabeça.

- Ok, se vou fazer isso, preciso de algo para me proteger... como uma arma, por exemplo. Sinceramente, não quero correr risco de virar o próximo hotel temporário desse bicho, não mesmo!

Ela não gosta de Supernatural, mas adora CSI!

Vai confiar uma arma naquelas mãozinhas, caçador?

Os olhos escuros chegavam a brilhar diante da expectativa.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Allison Reynolds em Qui Abr 23, 2015 11:52 pm

Spoiler:

Talvez nem tudo estivesse perdido.

O soco que Allison dá em na amiga a faz pensar por alguns instantes que Jane estava salva, já que a coisa gosmenta voara pra longe. Entretanto ela continuava em cima de Allison, sem se mover, e sem deixar a garota se mexer também.

- Porra, Jane! - tentava afastar ela pra longe de si, quando percebe que havia mais alguém ali. Um policial que apontava a arma pras duas. Ele pede para que se levantem, o olhar de Allison diz claramente "adoraria PODER levantar."

Curiosamente Jane parece obedecer. Tudo então acontece mais rápido do que Allison era capaz de acompanhar. Logo Jane corria pra cima do policial, os dois iniciavam uma luta corporal.

A arma dele veio escorregando na direção de Allison, automaticamente a jovem tatuada a pegou, segurando em posição de mira. Na direção da cabeça de Jane. Obviamente, nunca tinha segurado uma arma antes, a não ser que jogar House of the Dead contasse como uma experiência.

Aquela coisa não era mais a Jane, repetiu para si, rapidamente. Os olhos de Allison saíram do foco da mira por um breve segundo e encararam o policial que lutava com a garota, esperando que este talvez gritasse algo para impedi-la de fazer o que estava prestes a fazer, ou uma confirmação do que deveria fazer. Pra que? Não tinha como ser de outra maneira.

Daquela distância era praticamente impossível errar. Não havia mais volta, Allison.

O gatilho é puxado, o tranco da arma a faz perder o equilíbrio. As pernas, ou melhor, o corpo inteiro de Allison fica trêmulo.

Não, aquela não era uma boa hora pra desmaiar.

Melhor respirar fundo e tentar não encarar a pilha de carne que esta onde costumava ficar a cabeça da Jane.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Sex Abr 24, 2015 11:36 am

Eu já estava me preparando para disparar contra a garota de cima, quando ela se levanta.

Mantenho a arma apontada para ela, sem desviar por um segundo sequer.

- Muito bem... Ago-- Ela me interrompia, e saltava na minha direção.

Faço o disparo, mas em meio a movimentação rápida dela, não sei dizer se a acertei ou não.

O impacto repentino faz o ar ser expelido abruptamente dos meus pulmões, assim como minha Glock, que voa dos meus dedos com o impacto.

Inspiro rapidamente, e com o braço esquerdo a seguro pelo pescoço, para que ela não aproxime a boca com aquela... Coisa de mim.

Mas a desgraçada era forte.

Muito forte.

Eu nunca enfrentei nada assim... Preciso salvá-la.

Precisava...

Ela tinha salvação?

Se eu não reagir vou morrer!

Meu braço tremia, devido a força que eu fazia para afastá-la.

Meus pés buscavam seu quadril, na intenção de empurrá-la para trás... Mas eu mal a movia.

Rapidamente minha mão ia na minha jaqueta, puxando a arma que eu nunca tinha usado... Mas que eu nunca me separava dela.

Ela ficava escondida no forro da jaqueta, e não era necessariamente um saque rápido... Mas no momento era tudo o que eu tinha.

Era a tomahawk do meu pai. Do meu avó. Do meu bisavó. E de toda linhagem Ka-e-te-nay antes de mim.

Assim que meus dedos envolvem o cabo, a puxo rapidamente... E quando preparo para acertar o pescoço da garota, vem o disparo da Glock.

O sangue respinga contra meu rosto, e eu vejo o buraco de saída bem na testa da garota.

Cerro o olhar e empurro o corpo da garota para o lado, não levando a mão para limpar o sangue em meu rosto e uniforme.

- Obrigado... - Digo, em tom de voz baixo, levando o olhar para Alisson.

Lentamente, prendo a machadinha no cinto da calça. Ela era “tosca”... A lâmina parecia um espelho, de tão polida... Porém estava amassada em diversos pontos, além de ser claramente antiga. O cabo era de madeira, e como a lâmina, não era necessariamente liso e perfeito. Nele, em toda sua extensão, havia inscritos indígenas que provavelmente você não conseguiria ler.

Ao redor do cabo, haviam tiras de couro cru, formando a empunhadura e, além de ter uma longa pena castanha pendurada.


Enfim, que tipo de policial usaria aquilo era mais do que uma incógnita. Mas você não quer saber disso, quer?

Lentamente ergo as duas mãos, e me aproximo em passos lentos de Alisson – Está tudo bem agora... Eu me chamo Victor, sou Xerife do condado... Estou aqui para ajudar... Me dê isso... -Ao falar isso, levo a mão lentamente a Glock.

Não que eu esperasse que Alisson desse um tiro em mim, pelo contrário.

Mas vítimas de ataques assim costumam ficar um tanto confusas.

Isso para não dizer em choque.

Ela sabia o nome da outra garota... E isso não me mostrava um horizonte muito bonito.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Sab Abr 25, 2015 2:53 pm

ANNELISA:

Burton apenas ria e balançava a cabeça. Se não ia adiantar, ele não ia perder tempo.

Até porque isso era algo que vocês não tinham Anne: Tempo

- Apenas Burton, sem agente.

Ele seguiu dirigindo em silêncio pela estrada escura...Estava mais escuro que o comum ou se tratava apenas de uma impressão diante das coisas que aconteceram nas ultimas horas? Dífícil saber. Claro Anne, você pode negar o quanto quiser...Apesar que você quase após ler o livro, lembrando o que aconteceu consegue lembrar de algo que parecia com aquela imagem saindo da boca daquele...

Você balança negativamente a cabeça, claro que não. Sua mente segue lhe pregando peças.

E por alguma razão você precisa de uma arma.

- Se você acha que eu vou largar uma arma de fogo em sua mão...É melhor pensar novamente.

E descia do carro, naturalmente que esperava ser seguido por você Anne, que podia ser ver em algum ponto escuro da cidade que nunca tinha visto. Afastado, aquilo eram arvores? Aonde exatamente estavam? Entretanto, ele não parecia compartilhar da mesma preocupação enquanto abria o porta malas com naturalidade...Frente ao que estava ali dentro

- Quando foi a última vez que você utilizou uma faca de caça?


É Anne...Talvez você devesse ter ficado no necrotério.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

VICTOR E ALISSON:

Uma coisa de cada vez, vocês por outro lado tem algum tempo.

Allison parece tomar uma decisão, não que ele tenha uma no final das contas e atira na cabeça da Jane. Curiosamente, ela não cai no mesmo exato instante. Victor consegue ver muito bem quando um liquido viscoso e esverdeado escorre do buraco de onde a bala sai, juntamente com um pedaço daquele inseto. A gosma sai em meio ao sangue pela parte de tras e a garota cai no chão, agora livre para descansar.

Tiro de sorte Alisson, você tem talento.

A claro Victor, você consegue agora consegue ver que o seu tiro de antes atingiu em cheio, mas ela não sangra. Até mesmo a cabeça sangra menos que deveria...Falta de fluidos, aquela coisa realmente deveria estar servindo como parasita da garota. Mas agora não importa mais. Você se levanta pensando que não acabou e resolve manter o disfarce.

Alisson por outro lado esta em pé, confusa, tentando entender o que diabos aconteceu com sua amiga e que tipo de Xerife carrega uma machadinha na perna. Ele não parece tão surpreso quanto você. Mas não tem nada saindo da boca dele e parece um rosto honesto...

Fora isso, acho que é com vocês, devem ter muito o que conversar!
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Annelisa Deveraux em Ter Abr 28, 2015 10:13 pm

E apesar de tantas coisas esquisitas sendo praticamente cuspidas em sua cara... Sabe o que mais a deixava chocada, para não dizer, irritada – como uma criancinha, claro? O fato dele aparentar tanta tranquilidade ao ponto da mesma... alcançá-la. Porque, embora estivesse assustada com tudo, e ainda se agarrando com todas as suas forças na frágil linha que a prendia no mundo real – no mundo que ela acreditava ser real -, Annelisa sentia segurança no agente... Oh, não, não. Apenas Burton agora.

Engraçado como jamais se sentiu assim com seu próprio pai.

Lembrava-se que todas as vezes que ele aparecia no colégio para um evento, Anne quase entrava em desespero.

Não vinha ao caso.

Annelisa observava o caminho que eles tomavam, tentando algum reconhecimento, mas por enquanto, nada. E mesmo que estivesse olhando, não prestava realmente atenção. A cabeça estava dando várias e várias voltas, como num passeio pela montanha russa.

Só que Anne não era de vomitar.

Ainda esperava a resposta de Burton, pois acreditava mesmo que precisava de algum tipo de proteção. Não a leve a mal, ex-agente... Porém, Annelisa aprendeu da pior forma que só podia confiar numa única pessoa: em si própria.

Não era apenas a escuridão daqueles olhos que parecia engoli-los...

Era algo mais, não é?

Mas com todo aquele breu voltado para ele...

Ah, Anne... Por quanto mais tempo você vai querer se enganar?

A resposta de Burton não a surpreendeu, arrancando a segunda risada irônica daquela noite.

- É melhor ter uma outra solução porque não vou bancar o papel de donzela indefesa – ela cruzou os braços, aborrecida.

Enfim, parece que chegaram.

Anne hesita um pouco antes de segui-lo. Realmente, não conhecia aquela parte da cidade, e era tão frio ali... Ok, ignore, Annelisa. Preste atenção no...

- Caramba!

Arregalou os olhos ao mesmo tempo em que os passava pelo armamento nada sutil do homem. Não conteve uma mordida no lábio, os olhos brilhavam com mais força...

- Serve um bisturi? Minha mão nunca tremeu antes... – ela estendeu a boca num sorriso largo, levando a delicada mão até uma das facas – Céus... Isso está mesmo acontecendo? Pode me jurar, Burton? Jurar por sua vida aparentemente louca que... – precisou buscar fôlego – que... que é mesmo real?

Não.

Definitivamente ela não deveria ter ficado no necrotério.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Allison Reynolds em Dom Maio 03, 2015 9:16 pm

Spoiler:

Havia atirado na cabeça de uma das únicas pessoas da faculdade que não eram escrotas com ela. Quer dizer, aquela não era  a Jane, ela nunca faria mal a ninguém. Mas, observando a garota caída não era fácil se convencer disso.

A mão de Allison segura a Glock com tanta força que a garota tem a impressão que quando devolvê-la ao xerife, seus dedos vão estar marcados nela. Ela observa enquanto ele prende aquela machadinha rústica no cinto. Era realmente incomum o fato do xerife ser indígena, mas ele carregar aquela machadinha não era tão estranho assim. Se tivesse uma arma, Allison também não confiaria SOMENTE nela. Era preciso ter uma carta na manga, e talvez aquela fosse a arma da sorte dele.

Os olhos da garota saíram da machadinha e se fixaram nos de Victor, enquanto ele se aproximava lentamente e se apresentava. Ele parecia ok. Allison estendeu a arma para que ele pegasse.

- Meu nome é Allison. A gente era da mesma faculdade... - disse apontando para o corpo de Jane. Algumas lágrimas desceram pelo rosto da garota, de forma discreta e silenciosa, sendo prontamente secas pelas costas de uma das mãos. Obviamente Allison tentava manter-se sensata apesar de tudo que havia acontecido. Não era uma boa hora pra ficar histérica. Um breve suspiro antes de continuar a falar – Você tem ideia do que pode ter acontecido pra ela ficar assim? Quer dizer, como a cidade se transforma num filme do George Romero de uma hora pra outra?

Talvez eles não tivessem tanto tempo assim para debater a situação. Alisson se lembra do que Jane lhe dissera. Seja lá que diabos estava acontecendo ali, o mistério todo ainda não estava solucionado. Como aquilo tudo começou? Será que era tarde demais para Emily também?

- Jane disse que a Emily tá no andar em cima com o Stewart... e não, eu não vou ficar aqui em segurança enquanto você vai verificar. Eu vou com você.

Aquela era a garota tatuada com suéter de gatinhos e stripper de meio período mais corajosa de todo o Texas.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Qua Maio 06, 2015 12:41 pm

- Eu… Sinto muito… - Respondo, fechando um pouco a expressão.

Sinto muito mesmo, Allison… Porque você nunca mais será a mesma. E não é pelo fato de você ter atirado em sua amiga.

É pelo fato de você ter puxado o gatilho.

Uma vez que você ultrapassa essa barreira… Tudo muda. Você nunca mais será a mesma.

Acredite em mim, eu ultrapassei essa barreira. Aos doze anos.

E aquele garoto apache inocente morreu junto com aquele vampiro.

Meus dedos envolvem a Glock, e a puxo lentamente...A levando a meu coldre em seguida – Tem mais pessoas assim? - Pergunto, tentando não demonstrar tanta surpresa – Não importa, vou resolver isso. Eu prometo.

No momento em que faço essa promessa… Sinto o peso das palavras.

Você já quebrou ela outras vezes, não?

Stewart… Quem eu queria ver.

- É melhor você fi-- Eu nem conseguia começar a frase.

Olho fixamente para Allison nos olhos, e vejo sua determinação.

Nem se eu a amarrasse ela ficaria aqui.

Movo a cabeça afirmativamente – Só fique sempre atrás de mim, ok?

Dito isso… Passo a subir as escadas lentamente, sempre com a Glock em punho, limpando os cantos, atento a qualquer lugar que possa ocultar alguém.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Sex Maio 08, 2015 7:59 am

ALLISON E VICTOR:

Ah nada como apresentações, apesar de um pouco mentirosas certo Victor?

Mas você nunca foi muito bom em coisas como: "Oi, sou um caçador de seres sobrenaturais, qual seu nome?"

Bem, deixando de lado o drama "Atirei na mina melhor amiga porque ela tentou me matar", até que a garota com mal gosto para blusas não parece assim tããão em choque "Xerife". Você ja viu bem piores, com certeza. Ela realmente parece não perceber a linha que cruzou, mas isso não muda o fato que a ultrapassou. E você sabe muito bem que uma vez que encontra a primeira daquelas coisas parece que elas não saem de seus esconderijos em sua direção.

Tsc, promessas. Tudo vai ficar bem, vamos sair daqui, você esta segura.

Você disse para ela ou para você mesmo?

Afinal...Você é um caçador e sabe que isso parece acabar bem, mas o problema é que nunca acaba de fato.

Até acaba, mas dai você não se importa mais, porque você tipo...Morre.

Ah sim, bem teimosa não é Allison? Não vai ficar, pelo visto a curiosidade pode matar a dona da blusa de gatos. È Xerife, boa decisão, você pode apreciar a companhia no final das contas enquanto sobem as escadas lentamente sem perceber absolutamente nada a não ser que a casa parece ser bem maior por dentro do que por fora. A fonte de luz vem a frente, possivelmente em algum ponto no final do corredor.

Alisson, ele faz o tipo quieto mas na sua mente as perguntas vem aos montes. Que tal mais algumas? Talvez ele possa dizer para você onde cortou ou cabelo e se gosta de sorvete de flocos?

---------------------------------------------------------------------------------------------

ANNE

É claro que ele parecia tranquilo Anne, tratando com normalidade tudo aquilo.

Porque para ele ERA normal! Mais um dia combatendo as forças das trevas...

Se terminarem cedo ainda da tempo de você voltar na hora da novela!

A soluções, claro que ele tem. Um porta malas cheio delas. E você nunca tinha visto tantas armas juntas no mesmo lugar Anne, parecia que ele acabava de assaltar uma loja de armas ou talvez desarmado uma gangue ou duas. Você em sua natureza curiosa ainda percebe que existem alguns simbolos estranhos desenhados do lado de dentro do porta malas, mas alguma coisa em sua cabeça diz que é melhor não perguntar.

E ele apenas esperava enquanto Anne deveria fazer uma escolha e fazia apesar de um pouco relutante. Bem, apesar de tratar tudo com normalidade ele parecia entender que essa reação não era a mais popular entre as pessoas. Caminhou devagar até mais perto dela e fez com que ela segurasse a faca com ambas as mãos.



- Isso não pode ser real lembra? Mas por precaução fique atrás de mim. E...Se algo acontecer não exite. Nem por um segundo, porque eles não vão exitar. Vamos.

Animador não?

Enfim, finalmente todos vocês estão sob o mesmo teto, naquela casa afastada nos limites da cidade. Entretanto, a hora de se conheceram ainda não chegou uma vez que enquando a primeira dupla sobe as escadas vendo o que esta la emcima, Burton e Anne chegam pela porta dos fundos, na cozinha sem fazer barulho nenhum. Ele abre a porta lentamente, apontando a arma para frente para ser seguido por você Anne, entrando a tempo de ver uma cozinha revirada com embalagens de comida e garrafas jogadas ao chão, a iluminação é fraca mas é possível ver um garoto, mais um jogado sobre a mesa com uma mancha suspeita próxima dele e pingando lentamente no chão da cozinha...

Burton entretanto parece tratar aquilo como mais um capitulo de sua vida diaria, e vai até o garoto cuidadosamente direcionando sua mão para examina-lo, quando o mesmo da um pulo na cadeira que surpreende ambos de vocês e faz Burton apontar sua arma. O garoto, assustado e confuso não diz nada, apenas erguendo os braços em sinal de rendição, no que Burton respira fundo e abaixa sua arma.

Ao menos esse não pulou em você Anne.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Annelisa Deveraux em Dom Maio 10, 2015 12:00 am

Sim, mestre...

Ela nunca viu nada parecido em toda sua vida!

E a vida daquela garota não era tão sem graça quanto o momento monótono no necrotério aparentemente sugeriu. Ela era jovem, e desde antes de começar a faculdade, pegou suas coisas e se mandou para longe de casa, fugindo do conforto, da segurança... e também do demônio.

Annelisa não era frágil, não era fraca.

Ingênua? Talvez inexperiente demais...? Sim, pode ser.

Mas ela não era como as outras pessoas, e quem sabe seja esta a verdadeira razão dela se encontrar ali, na traseira do carro de Burton, escolhendo uma arma para fazer sua proteção contra criaturas que ela nem sequer acreditava existir. É, agente... ainda não passamos da fase de negação.

Notou os símbolos, mas achou melhor ficar quieta, por enquanto. Já estava confusa o suficiente com as informações que leu naquele livro estranho e mentiroso de Burton! Quem poderia garantir que ele não era um psicopata armando um plano de levá-la para algum buraco e a usar como cobaia para uma espécie de experimento científico e... CHEGA, ANNELISA!

Ué? É isso ou acreditar no que ele dizia.

Bem...

- Você não vai me matar, não é mesmo? - ela perguntou ao mesmo tempo em que o homem a fazia segurar uma faca com ambas as mãos.

Eram delicadas, e apesar do frio, estavam quentinhas.

Mãos que não pareciam feitas para matar...

Mas que seguravam a faca com uma determinação e firmeza que não se encontraria numa garotinha acuada.

Ela o encarou e acenou com a cabeça.

Passou a segui-lo, e quando queria, até que conseguia ser bem silenciosa. Enfim, chegavam nos fundos da casa e entravam pela cozinha - coisa de filme de terror, né, não? Nunca pareceu tão assustador... até agora. Ela olhava em volta, os olhos atentos e curiosos. Aquele lugar era nojento! Anne faz careta até que... até que vê o rapaz morto sobre a mesa. Na mesma hora aperta o ombro de Burton, e ainda quietinha, aponta para ele. O caçador segue até o menino, o tocando. Anne tosse, como se não aprovasse a atitude, mas ele estava mais tempo nesse ramo do que... ESPERA!

Não, não fazia parte disso! Só estava sendo legal com o velhinho, só isso.

Um velhinho que parecia uma máquina, diga-se de passagem.

Quando o 'morto' avançou em Burton, Anne não gritou como deveria ser o instinto.

Ela correu na direção do homem, chocando-se em suas costas e passando o braço por cima do ombro dele, ameaçando o garoto com a faca. A respiração de Anne era pesada e embora a expressão séria, Burton, pela proximidade, a sentiria tremer um pouco, mas é claro que ela não admitiria, certo?

Olhou para o rapaz, para o sangue...

- O que fizeram com você?! Quem está por trás disso tudo?!

Você... já morreu?
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Allison Reynolds em Qui Maio 14, 2015 11:21 pm

Spoiler:

Se saísse dali viva, com certeza Allison ainda levaria algum tempo para processar tudo que aconteceu. A situação toda era bastante bizarra, como se fizessem parte de um filme de terror B.... Mas eram apenas divagações. O que acontecia ali era real, Jane REALMENTE estava morta. Allison queria apenas acreditar que ela já estava morta antes dela puxar o gatilho.

Quando Victor pediu que ela permanecesse atrás dele, concordou balançando a cabeça em afirmativa, sem deixar de olhar para os olhos do Xerife. Se manteria atrás dele os olhos observavam cada detalhe do corredor - não queria ser surpreendida por uma daquelas coisas, e assim seguiu conforme subiram as escadas. O soco inglês ainda estava em suas mãos, o frio do metal lhe dando um fio de sentimento de segurança. Bem, no primeiro momento, até que não se saiu tão mal, não é? Ambos ainda estavam vivos e isso já era alguma coisa.

Iam caminhando a passos lentos, conforme ele verificava se o caminho estava livre. A casa parecia vazia, exceto por uma luz que estava ainda um pouco longe. E aquele corredor não parecia ter fim.

O silêncio quase era palpável, dava praticamente pra ouvir a respiração dos dois.

Meio hesitante, afinal ele fazia o tipo quieto, e numa voz que não era mais que um sussurro, Allison resolveu quebrar todo aquele silêncio. - Eu não consigo parar de me perguntar se havia alguma maneira de salvar a Jane...

Era bem típico: estourara os miolos da amiga e agora queria acreditar que aquilo fora estritamente necessário.

A culpa, Allison. A maldita culpa que caía sobre os seus ombros.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Ter Maio 19, 2015 6:35 pm

Mantenho as passadas lentas e cuidadosas, com a Glock passando por cada centímetro a minha frente.

Por cada canto.

Cada lugar que poderia haver alguém escondido.

Nada.

Apenas a luz a frente.

Quando estamos próximos, Allison resolve ficar falante.

Olho para ela, por cima do ombro, e não a respondo.

Desculpa… Mas não sei o que responder.

Nunca enfrentei esse treco que parece saído do filme do alien.

E, nesse serviço, moça...As chances são, normalmente, cinquenta por cinquenta, sabe?

Suspiro e volto olhar pra frente.

Mente, Victor.

- Não havia. Aquela não era sua amiga… - Respondo, no mesmo tom de voz.

E em seguida, chuto a porta na altura da fechadura… Assim, caso ela estivesse trancada, seria arrombada ao quebrar na altura da tranca.

Para manter a farsa, grito em tom grave de voz – POLÍCIA!

Mas, diferente de um policial comum… Já procuro com outros olhos lá dentro, pronto para disparar.

Afinal, mesmo os policiais do texas não tem um dedo tão mole quanto o de um caçador.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Qui Maio 21, 2015 8:14 pm

Bem, estamos nos aproximando do fim de nossa primeira jornada, que vocês começaram separados e vão terminar mais unidos do que gostariam...E as coisas vão bem, ja que todos parecem bem próximos de alcançar um final feliz.

Então vamos garantir que vocês fiquem felizes de terem chegado até o fim.

ANNE

Ah sim Anne, você parece muito ameaçadora atrás de Burton apontando uma faca. Por mais incrível que pareça, o garoto parece ter de certa forma se intimidado e levanta devagar com as mãos ainda erguidas. A mesa continua pingando o que não sabemos ser sangue. Pode muito bem ser até melado ou outro liquido viscoso escuro. O Rapaz se levanta parecendo aguardar que vocês permitam, e Burton da dois passos para o lado enquanto o rapaz fala:

- Stewart, ele...Ficou estranho. As coisas ficaram estranhas desde o que aconteceu semana passada. Estavamos saindo de uma festa, e havia um bebado na rua. Jason achou que seria engraçado ir la provocar ele, tirar e bebida. Nós rimos...Mas as coisas ficaram estranhas.

O Rapaz pareceu enxergar uma garrafa com refrigerante pela metade emcima do balcão e a bebia apressadamente, acabando com a mesma em segundos. Enquanto isso, Burton abaixava-se perto da mesa e parecia analizar aquele liquido desconhecido. O rapaz voltava a falar:

- Aquele cara...Ele era forte, rapido. Mesmo um jogador do time como Stewart foi derrubado como se fosse de papel! Eu não conseguia me mover, estava apavorado. Mas logo Kurt foi ajudar, apenas para acabar da mesma forma...

Kurt! Agora você lembra do rapaz de horas atrás Anne. O Nome dele era Kurt!

- Alguma...Coisa saiu dele. E entrou nos corpos deles. Eu vi, parecia um inseto. Após isso, eles estavam diferentes. Mais fortes, mas não pareciam mais eles: Stewart so falava em ir atrás da Emily, o Kurt...saiu pelas ruas sem rumo. E eu...Não tinha para onde ir e acabei ficando aqui. Não podia deixa-los.

Era uma boa história. Mas havia alguns detalhes que faziam sentido, e outros nem tanto. Anne, você pensa por um segundo ou dos e logo chega a algumas conclusões: Então era esse mendigo que estava no Necrotério. E Explica Kurt falando com você. Tudo confirma a história de Burton...Ele não é louco mesmo!

Mas...

Dias? E o garoto ficou ali, com eles? Estranho. E o que era o mais estranho mesmo naquele corpo que você abriu, a pedido de um agente que nem agente era mesmo e deixando uma a essa altura ja furiosa chefa?

Desidratado.

Antes que você consiga abrir a boca, Burton parece tirar sua própria conclusão, levantando-se com pressa:

- Isso não parece, é Sangue! ANNE TEN...

Bem rápido. Anne mesmo que estivesse com sua faca apontada seria difícil reagir ao garoto que empurra você com um esforço minimo mas te joga contra o armario da pia mais parecendo um carro que bateu em você. O pobre agente Burton não parece levar a melhor, ja que o garoto salta sobre ele e derruba mesmo alguem visivelmente mais forte que ele no chão, ficando os dois em um empasse. O garoto bem próximo emcima, enquanto Burton parece resistir...Mas por quanto tempo?


Você sabe usar uma faca não sabe Anne?

--------------------------------------------------------------------------------------------

VICTOR E ALLISON

Pelo visto sem mais conversa...Ok, as vezes o silêncio fala muito. Um detalhe interessante Alisson é que a a resposta a sua pergunta é bem curiosa. Ele sabia então que não era a sua amiga, era ainda mais claro que ele tinha alguma idéia do que estava acontecendo por ali e que não deveria ser exatamente um policial. Mas vocês estão sendo uma boa dupla agora, então para que estragar isso?

E apesar de tudo, Victor faz uma boa entrada policial derrubando a porta que parecia mesmo estar com os dias contados. La dentro, o que parecia o quarto principal, uma cama de casal em bom estado, mas o que interessa para vocês esta na parede oposta a que vocês estão, próximos a janela. Então vamos imaginar com cuidado:

Em um lado, parecendo soluçar e segurar um lampião que gera a chama que é a fonte de luz da sala esta Stewart. Alisson sabe muito bem disso, o uniforme dos idiotas com aquele "C" bordado mostra isso. Stewart parece tremulo, mas segura muito bem a fonte de luz. Ele até olha para vocês, mas parece não ligar.

Afastado dele, no canto direito, temos o nosos prêmio: Emily. acorrentada a parede e amordaçada. Maquiagem borrada e parecendo gritar algo que certamente significa que quer que vocês a soltem e deseja explicar uma série de outros detalhes que não interessam, e vocês nem tem como saber. Bem, a principio é simples não? Ele não parece sequer querer dete-los, não tem armas e só tem...Bem, uma chama.

Entretanto Victor, seu pai sempre lhe ensinou a analisar uma situação com cuidado então vamos la:

A) A garota esta presa, o rapaz solto. Porque...Ela esta viva se ele é o monstro? Quem garante que o cenário não é exatamente o contrário? Você sabe muito bem que as coisas enganam nessa profissão.

B) Ele teve uma semana para mata-la ou "transformar" em uma deles. Não o fez, ele esta mantendo ela presa ali por alguma razão. Monstros não fazem reféns e não correm riscos desnecessários. Quando fazem, lutam por eles. E ele sequer esta armado.

Claro, tudo parece se resumir a atirar na cabeça dele, ou ir p cima enquanto Alisson salva a garota, que nem amiga dela é. Entretanto, temos um probleminha a mais nessa situação. Algo que devido a adrenalina ambos so percebem agora: Gasolina. O cheiro é bem forte, e vem do quarto. Um simples passo em falso, ou você correr até o garoto que vai ter tempo de sobra p ver Xerife, ou ainda derrubar caso você atire e aquele lampião coloca tudo em chamas em segundos. E aquelas correntes vão precisar de um tempo que você não vai ter para serem partidas...

Inevitavelmente, você pensa que seu pai tentaria ainda conversar. Porque ele acreditava nas pessoas. Você poderia muito bem tentar, o garoto parece estar esperando. Ele não se move, ele não ataca e nem oferece resistencia, como se esperasse por aquilo.

Mas...É tudo com vocês.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Annelisa Deveraux em Sex Maio 22, 2015 5:13 pm

Atrás dele, mas pelo menos com uma faca!

Humpf!

Pois bem...

Ela observava cada movimento do garoto com muita atenção e em nenhum momento abaixava a guarda, sabendo que poderia ser um erro. Um erro fatal, tanto para ela quanto para Burton. Afinal, você não é imortal, caçador. Então pare com essa pose despreocupada, como se nada no mundo pudesse atingi-lo.

Annelisa notou o líquido viscoso que escorria pela mesa, só que diversos fatores dificultavam a identificação, porque para alguém que estava se formando em medicina, saber o que era sangue ou não deveria ser o básico do básico. Por isso, primeiro... foco no rapaz, vamos fazer assim. Depois a gente se preocupa com outros detalhes, caso exista um depois, não é mesmo, Burton? Ele deu uns passos para o lado e Anne apenas recolheu a mão, mas manteve a faca erguida, pronta para se defender.

Stewart?

Ela conhecia esse nome...

Ah, claro! Franziu o cenho... Ele jogava no time, joga ainda, vai saber. E... claro. Ele levou um baita toco da Emily uma vez. Toda a universidade ficou sabendo, e... putz. Foi uma confusão danada. Ele nunca aceitou muito bem o fora. Nossa! Será que ele estava envolvido no sumiço dela? Porque fazia completo sentido. Um idiota com raiva sempre fazia besteira, afinal. Ainda mais alguém tão metido quanto o Stewart.

Enquanto Burton vasculhava a mesa, Anne prestava atenção no que o rapaz dizia, estreitando cada vez mais os olhos.

Kurt! Era esse o nome!

Por isso ele a conhecia, e a chamou pelo nome e soara tão familiar.

A descrição dele era muito parecida com a que estava no livro endiabrado de Burton, e Anne não deixou de engolir em seco, ficando nervosa, tanto que as mãos vacilaram e tremeram. Não... Por favor, que seja apenas um maldito pesadelo. Uma brincadeira com a nerd! Ela nem ia ficar chateada. Mas, por favor...

Que aquilo não fosse verdade.

Ela juntava as peças e odiava o fato de fazerem sentido, embora existissem seus ‘poréns’...

Stewart – o babaca do time;

Kurt – o menino de antes, que Burton matou para salvá-la;

Jason – o dito-cujo aí na frente;

O mendigo – o rapaz que ela fizera uma segunda autópsia no necrotério;

Olhou de maneira mais incisiva para o rapaz.

- Espera! Deixa eu ver se entendi. Você ficou aqui... Porque parecia certo? – ela soltou uma risada que pareceu mais um deboche do que qualquer outra coisa – Ficou aqui, depois de seus amigos serem atacados, um sumir... ao invés de procurar as autoridades ou até mesmo o socorro? Você é um estúpido, sabia disso? O que tem nessa cabeça?!?!?!

Para que você perguntou isso, Annelisa...

Ela estava incrédula com tamanha estupidez e pronta para argumentar com aquele imbecil, quando Burton se levantou de repente, com uma postura nervosa. Antes que ela tivesse qualquer reação, o garoto a empurrou com força e ela só teve tempo para sentir o impacto. Anne caiu no chão feito uma pamonha, mas segurou a faca com mais firmeza, apertando o cabo em desespero, ciente que era sua única defesa, já que...

- BURTON! – ela gritou pelo homem, desesperada ao ver a cena.

O rapaz estava sobre um Burton derrubado e da boca dele... escapava o tal bicho.

Ela sentiu o estômago embrulhar.

A cabeça girar.

O coração bater numa velocidade que o fazia doer.

Os olhos de Annelisa ficaram marejados e as lágrimas transbordaram pelo rosto delicado e tão lindo, embora ela jamais tenha sido a primeira opção de alguém para ir ao baile. Nem a segunda, ou terceira...

Olhou para faca em sua mão e... correu.

Jogou-se sobre as costas do menino e não hesitou em cravar a faca nele.

Na nuca.

E não foi uma vez.

Foram três vezes seguidas e ela gritava ao fazer isso, chorando ainda mais.

Porque... era real.

E para alguém de aparência frágil, mãos tão delicadas... ela tinha uma mira perfeita, acertando o mesmo ponto, o que abriria um belo buraco na região. E apesar do descontrole emocional, ela não falhava.

Aquele seria o cadáver mais quente que ela já tocara...
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Seg Maio 25, 2015 2:53 pm

Tem algo fora do lugar.

Tem alguma coisa que eu não estou enxergando.

Realmente, não faz sentido… A cena.

Preciso usar minha intuição.

Não fazia Stewart estar daquele modo, há tanto tempo, sem fazer mais vítimas.

Com certeza as pontas ficavam ainda mais solta se eu parar e me lembrar do vídeo.

Mas… - Stewart, meu nome é Victor. Sou Xerife… Não faça nenhuma besteira, estou aqui para ajudá-lo.

Volto olhar para a garota, e baixo um pouco a arma – Allison, quero que vá até Stewart… E o tire daqui.

Porque isso não é uma cena em que ele representa perigo. Parecia mais uma cena de suicídio… Levando consigo seu algoz.

A única conclusão que eu conseguia obter, que fazia sentido, era que… O que quer que estivesse em Stewart, agora estava na garota. E ele optava por acabar com a história toda.

Estou arriscando em muito a vida de Allison neste… Palpite… Mas, só estou vivo até hoje graças aos meus palpites.

Além do mais, posso atirar em qualquer um deles, a qualquer momento.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Allison Reynolds em Seg Maio 25, 2015 3:52 pm

A única coisa que ficara clara e Allison podia afirmar com propriedade? Aquele cara que andava com ela em direção ao final do corredor não era um policial. Quem ele era, ou porque parecia deter algum conhecimento sobre aquelas coisas, era um mistério. Enquanto Allison ainda achava que estava num filme de terror, ele parecia acompanhar tudo que acontecia... de maneira normal? Diria, quase rotineira... Mas aquele não era o momento de discutir isso, pensou enquanto finalmente entraram no quarto.

A entrada dele foi abrupta e logo Allison podia ver a cena: Emily estava presa e amordaçada, enquanto Stewart estava encolhido num canto, parecendo assustado. Claramente ali eles teriam que fazer uma escolha Observando a distância, Stewart parecia incapaz de fazer mal a alguém.

Não demorou muito para que sentissem o cheiro de gasolina, e  caso aquele lampião na mão do capitão do time caísse poderia colocar o local todo em chamas Victor instrui Allison para que tire o rapaz dali.

Para Allison, o mais importante naquele momento era impedir que ele colocasse fogo no lugar todo. Havia alguma forma de se aproximar sem ser notada? A jovem pensou por alguns instantes. Aquela cena dava a entender exatamente isso, não é? Que Stewart estava indefeso... Que o Stewart que tinha explodido a janela do dormitório e arrastado Emily e depois Jane para aquela casa, estava indefeso.

Uma distração, assim como aquela cena cuidadosamente "montada". O que Emily parecia querer dizer? Allison se aproxima cuidadosamente dela. Allison olha rapidamente para Victor esperando que este entenda o que ela vai fazer a seguir, arrancando a mordaça dela e deixando que os gritos da princesa do baile chamem a atenção do rapaz.

E aproveitar a distração para tirar aquele maldito lampião das mãos dele.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

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