Prólogo: Estrada para o nada

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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Seg Maio 25, 2015 6:57 pm

Bem...Acho que resta apenas dar-lhe parabéns. Vocês sobreviveram até aqui, então significa que sairam vivos dessa. Talvez não tenham notado, mas em um mundo destes uma das maiores recompensas é sair com vida das coisas que estão ai fora. Vocês conseguiram porque pensaram quando deveriam pensar. E atacaram quando deveriam fazer. Curiosamente Victor, mesmo sendo o único ali com conhecimento no oculto, as garotas fizeram quase tudo sozinhas. E que será delas após isso?

Para isso, precisamos finalmente ver como acaba.

Então vamos entender o que significa: "Não existem finais felizes".

VICTOR E ALLISON
------------------

As vezes, não concordar forma as melhores duplas. Victor parecia ver que havia algo ali, mas não conseguia identificar o que e agia com cautela. Bem melhor do que meter uma bala onde não devia Xerife...Entretanto, Allison parece um pouco mais teimosa do que você imaginava, e parece ir em direção a garota. Boa história Alisson, você salvou a princesinha da faculdade, ela que espalhou tanto a seu respeito, e boa parte você nem sabe.

A combinação de dois planos razoáveis forma um bom plano? Hoje sim. Entretanto Alisson, você não vai precisar de uma distração: Logo que você começa a avançar Stewart também parece contra o plano de Victor, falando com uma voz firme:

- Não! Ela...Esta bem. Eu não toquei nela...

Porque aparentemente Victor, existe uma coisa que você deixou de lado. Você mesmo tem, bastante mas esqueceu que outros podem ter. A garota ao seu lado, e uma la embaixo demostraram hoje, mas Stewart, ou o que restou dele vai novamente lembra-lo que mesmo quando tudo parece ter saído o controle, existe algo que consegue falar mais alto onde muitos perderiam a razão e sucumbiriam:

Força de vontade.

- Eu...Fui infectado por um mendigo...Não sei explicar. Tudo foi...Perdendo o sentido. Algo...Dentro de mim. Achei que era apenas um parasita mas...A Sede, a força...Quando percebi estava aqui, com Emily. Ele pegou minha raiva, meu ódio por ela e...Eu teria a matado mas...Eu consegui resistir.

Agora as coisas fazem mais sentido Xerife. O garoto não tem apenas tamanho, é bem durão. Dificilmente alguém teria resistido por uma semana. Não interessa o que seja, ele apenas manteve a garota ali porque não saberia o que fazer...Ela poderia chamar a policia, então a manteve ali. Mas intacta. Viva. Emily não parece tão motivada, de forma que logo que você tira a mordaça dela ela apenas chora, e mais próxima você consegue ver as chaves das algemas na própria garota, que não pode alcançar mas você sim.

- Desculpem por...Tudo isso. Eu consigo sentir essa...Coisa dentro de mim. Se alimentando, se...Movendo. Eu só precisava garantir que não iria ferir Emily... Obrigado. Eu mesmo...Preciso acabar com isso enquanto consigo.

Então você pensa em atirar, mas entende segundos antes de Allison o que vai acontecer Victor, O cheiro de gasolina não esta pelo quarto, e nem na garota. A unica coisa coberta de gasolina é o próprio Stewart. Ele teria peito para ser um bom caçador, ele exita por um segundo, mas não mais que isso antes de derrubar o lampião nos próprios pés, e o fogo toma seu corpo. Emily se abraça em Alisson tentando não ver a cena, o garoto que em segundos se transforma em chamas, e que em meio a um grito de desespero, se joga por uma janela e cai do lado de fora...Onde as chamas terminam de se alimentar de um corpo sem vida.

E quando tudo aparece acabado, vocês escutam um disparo la embaixo.


ANNELISA:
-------------

Nada mal para quem não sabe usar uma faca...O garoto, ou criatura, parece ainda emitir uma tosse seca enquanto você o apunha-la. Engraçado Anne, as pessoas costumam dizer que em uma situação dessas tudo parece rápido demais. Você acha apenas o contrário: Parecem minutos longos os instantes que você leva para se recompor e ir até o rapaz e apunhalar várias vezes. O Corpo dele cai do lado mas...Existe algo faltando: Aquela coisa Anne. Você não ve. Ela não saiu. Talvez esteja dentro dele, talvez de outra autópsia?

Burton se levantava, mas se mantinha sentado no chão, ele não era mais um garoto no final das contas. Entretanto, as perguntas de Anne logo eram respondidas da pior forma possível, e Burton tossia de uma forma bem familiar. Você ouviu mais cedo quando Kurt a abordou, e ouviu o garoto tossir da mesma forma...

Como se algo descesse pela garganta dele.

Aparentemente Burton percebe o brilho de seus olhos desaparecerem e ficarem marejados Anne, e tudo que ele faz é sorrir:

- Ei garota...Não me olhe assim. Esse velho tem um coração duro e ressecado, mas ainda um coração. Sabe...Você me lembra alguem, ela teria adorado você. Felizmente ela puxou a beleza da mãe e não o lado bruto do pai.

Burton balançava a cabeça negativamente enquanto sorria, vendo a arma na própria mão.

E percebendo a ironia de tudo aquilo.

- Existe muito que eu queria dizer Anne...Foi uma bela aventura não foi? Mas eu vou ficar por aqui. Não se preocupe, eu não deixaria uma garotinha aquii sozinha. Eu apenas queria ver se ele conseguia se virar sozinho, não queria meter você nessa...Anne o mundo la fora é repleto dessas coisas. Infelizmente não vamos ter tempo então...

Ja parecendo bastante cansado, Burton extende uma chave. Não é a chave do carro, parece mais a chave de uma porta

- No...Porta Luvas do meu carro a um mapa, e nele a um ponto marcado. Você vai ter suas respostas la Anne, considere um ultimo favor...

Burton aguardaria que Anne pegasse a chave e segurava sua Magnum de forma firme, com a mesma determinação de mais cedo.

- Anne...Se puder dar um pouco de dignidade a um velho, feche os olhos. Eu preciso fazer isso sozinho.

Sim Anne, você pode negar, balançar a cabeça negativamente e tentar segurar as lagrimas que escorrem do seu rosto sem que você perceba. Burton segura a arma contra o próprio peito e tosse, aguardando o que viria a seguir. Anne algo que você aprendeu da pior forma, que Vitor ja sabia e que Alisson viu com os próprios olhos: É preciso aceitar quando acaba. A estrada eventualmente chega ao fim, você pode percorrer ela por quanto tempo for mas a verdade é apenas uma.

Ela não leva a nada.

Assim que você desvia a cabeça e fecha os olhos, mesmo que em sua mente implore para que algo ocorra, pode ouvir apenas o disparo que serve para libertar tudo que você não queria que Burton percebesse ja que só resta você e o corpo sem vida do homem que você conheceu a poucas horas, e que mesmo em tão pouco tempo modificou sua vida para sempre...E essas mudanças estão apenas começando.

Esse é o disparo que vocês escutam Victor e Anne. Logo vocês e Emily podem apenas ver a garota chorando junto a um desconhecido...

Mas ele sabia quem você era Victor.

Entretanto, esse é um detalhe da história que você também vai saber apenas mais tarde.

[Considerações finais jogadores. Não apenas sua ação, mas resolução do personagem a respeito do que viu, o que mudou para ele. Vocês ficam ali por algumas horas enquanto as VERDADEIRAS autoridades chegam, Victor revela (ou não) para as garotas quem é... Apesar que Anne vai compartilhar ao menos com Allison o bastante para ela saber o que aconteceu ali. Apesar que sua nova amiguinha não vai querer sair da cidade tão cedo Xerife, vai ser difícil convencer Anne a não ir descobrir o que Burton deixou para ela. Então você ganhou uma companheira de viagem, mas ela tem um carro so dela, e com talvez mais armas que o seu. Enfim, postem tudo que quiserem, antes de deixar aquele local de uma vez por todas...]
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Annelisa Deveraux em Sex Maio 29, 2015 9:47 am

Não era apenas uma questão de mira, mas também de saber qual o ponto certo que deveria ser atingido. E ela sabia... sabia perfeitamente qual. Por isso, continuou investindo com a faca, até mesmo quando já existia a certeza de que o menino não poderia mais se movimentar, porque estava morto. Annelisa tinha livrado Burton de uma, mas estava trêmula e assustada demais para fazer qualquer comentário irônico ou debochado. Apesar do pouco tempo, o velhote teria notado essa característica nela, não é mesmo? Sempre que ficava nervosa, Anne se escondia por trás de seu infinito e ingênuo sarcasmo, porque era incapaz de ofender alguém mesmo quando tinha a intenção. Enfim... o corpo pende para o lado, imóvel. E os olhos instantaneamente procuravam por algo... Por outro corpo. Um menor, mais nojento e horripilante.

Cadê o bicho? Será que voltou para dentro do menino? Muito provável...

- Burton... O vormes... Ele... Ele... Burton? - ela arqueou as sobrancelhas ao olhar para o estado do homem.

O caçador estava sentado e tossia de maneira compulsiva, como se estivesse engasgado. Talvez o susto tenha... Não. Não foi um susto. Anne arregalou os olhos, que na mesma hora, ficaram molhados diante da conclusão.

- Não...

Mas ele confirmava o que a garota já sabia.

Burton dizia que ela o lembrava de alguém, e pelo contexto, provavelmente uma filha... o que era uma grande ironia no final das contas. Poucas horas foram suficientes para que ela se afeiçoasse ao caçador, e não conseguia aceitar o que estava acontecendo, porque não era justo. Você é médica, Annelisa! Ok, ainda não é... Mas pode fazer alguma coisa. Só precisa pensar. Isso, pensar um pouco... Encontraria uma solução, claro que sim.

- Por favor, não fale assim! - ela gritou em desespero - Não fale como se estivesse se despedindo. Burton, vamos dar um jeito! Vamos sim, mas não desista... NÃO DESISTA! - bateu com a mão na dele, jogando a chave longe, mas ele sabia que mais cedo ou mais tarde... a loira a pegaria - Não quero respostas! Quero que você seja forte e confie em mim! Escutou? Não se atreva a morrer... Não pode fazer isso comigo! Pelo amor de Deus... Por favor, por favor... Oh, céus - exclamou ao ver qual era a intenção dele - Não, não, não, não, não...

Ela não tentou segurar as lágrimas. Estava chorando compulsivamente, como um neném...

Porque não adiantava lutar contra o inevitável.

Anne tocou o punho de Burton, o que estava com a arma e meio aos soluços, fez uma confissão.

- Eu... acredito...

Como Burton pediu, Annelisa levou as pequenas mãos para frente dos olhos, os cobrindo... e enquanto aguardava o único desfecho, ela rezava e pedia. Não para que algo o impedisse, mas para que...

Para que Burton encontrasse paz, pois ela duvidava que nessa vida, caçando monstros e seus derivados, ele tivera um segundo de sossego.

Ela gritou quase ao mesmo tempo em que ele efetuou o disparo, encerrando sua jornada.

Annelisa olhou para o corpo sem vida e tombado ao chão e sua única reação foi de se jogar sobre ele e chorar.

Nem notou quando os desconhecidos chegaram.

Anne murmurava palavras sem sentido, e muitas vezes xingando o caçador de "idiota" ou "velho maluco". Mas era nítida a dor em seu timbre baixo.

A morte é uma droga.

Mas também pode ser gloriosa e libertadora.

- Não vou te decepcionar... - ela sussurrou próxima do ouvido dele, como se o homem pudesse escutá-la.

Ajoelhou-se ao lado de Burton e respirou fundo. Devagar, ela pendeu a cabeça, finalmente olhando para o trio. E quando viu Emily, viva, Anne não mostrou nenhuma reação. Até reconheceu Allison, embora não soubesse quem era. Em algum momento, deveriam ter se esbarrado com ela na faculdade, coincidências da vida.

- Quando ele morreu... falou muitas coisas - a voz estava enrouquecida por causa do choro - E mencionou um 'ele'. Acredito que seja você, não? Ou tem mais algum homem vivo nessa casa? - Annelisa se levantou e ergueu o queixo que tremia - Pois bem... Eu tenho muito trabalho a fazer - ela falava como se já os conhecesse - Muito mesmo...

Sem forças... Annelisa caminhou até que o corpo tombou sobre uma cadeira velha e ela voltou a esconder o rosto entre as mãos, mas já não chorava mais. Ficaria assim por um tempinho, mas logo começava a desembuchar. Contou quando Burton foi em busca de informações no necrotério, sobre o garoto e das conclusões que ela chegou após uma minuciosa autópsia. Falou sobre a 'enciclopédia' de demônios e também do ataque que sofreu de Kurt... Ela não poupava detalhes e falava de uma forma fria, que não parecia combinar com a imagem delicada... e sem graça. Com aquele suéter e a saia mais comprida do que as meninas costumavam usar, Anne era um clichê ambulante, isso sim. E ainda assim, era diferente.

- Eram quatro rapazes... Stewart, Kurt, Jason e um mendigo. Quem me atacou foi Kurt e o que estava no necrotério era o mendigo... Todos vítimas desse troço horrível. Aquele - apontou para um cadáver próximo de... outro - É o Jason. Então... E o Stewart?

Vítimas como Burton.

- Vormes... Essa é o nome... - Anne sussurrou, abaixando a cabeça.

Por que deveria esconder as coisas deles?

Para estarem ali, certamente se encontravam tão envolvidos quanto ela.

- Antes de morrer, ele me deixou essa chave - mostrou para eles - Falou sobre um mapa e que nele... encontraria um ponto marcado. E que lá eu teria respostas... - ela franziu o cenho - Devo isso a ele. Foi um último pedido...

Então, ela se tocou de algo.

Olhou para o Xerife.

- E ninguém vai me impedir...

Não que ela estivesse insinuando algo, mas era apenas um aviso.

Os olhos fora de canto até Burton... e Anne mordeu o lábio inferior.

Você não tem ideia do que causou na mente daquele menina, caçador...

Ou talvez... tenha ideia sim.

E justamente por isso... o fez.

A aventura não acabou, velhote.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Waya Victor Ka-e-te-nay em Seg Jun 01, 2015 11:37 pm

Maldita garota teimosa.

Mas… Sua teimosia acabou se tornando util.

O garoto tinha… Fibra.

E quando ele demonstra o que quer fazer, eu não tento o impedir.

Apenas avanço atrás dele, e logo após o salto, quando ele ainda está no ar, faço um disparo contra sua cabeça.

Assim ele não agonizaria pelas dores da chama.

Suspiro e passo a mão pelo rosto, irritado.

Ok, salvei aquela garota… Mas odiava o fato de ter perdido aquele moleque.

Merda de dia.

E então ouço o estampido.

- Fiquem aqui… Eu já chamei reforços e o quarto está seguro.

Mas de qualquer modo apanho uma minha pistola “anjo da guarda”, uma Glock Baby em meu tornozelo...E a dou para Alisson.

E logo desço e vejo a cena com Burton.

Automaticamente faço alça de mira em Anne, mas baixo a arma devagar… Apenas a ouvindo.

Apenas confirmo com a cabeça, sem nada dizer… Quando ela pergunta se sou “ele”. Em seguida, negativamente, quando ela pergunta sobre Stewart.

Em seguida me abaixo ao lado dela e do corpo – Me chamo Victor… E eu sinto muito – Digo em tom de voz baixo, e delicadamente a seguro pela mão, para tentar tirá-la de cima do corpo de Burton.

Ela me diz sobre chave, e coisas a ser feita…

Menina, você é verde demais pra essa vida, não duraria cinco minutos.

- Olha… Eu entendo que você esteja fragilizada, mas por favor, tente ser um pouco racional. Essa vida não é pra você…- Olho pra cima, me garantido que Alisson não estivesse ali para ouvirEste dia foi apenas um aperitivo do que uma vida fora da luz significa. Me deixa cuidar disso pra você, e me diga exatamente o que ele disse…

Vamos lá, menina… Final do ano tem baile de formatura, você não vai querer perder, vai?

Na minha vida, mulheres normalmente querem me matar ou trepar. Por isso o contato com elas normalmente é bem rápido…

O que menos quero é uma companheira de viagem.

Ainda mais se ela não puder fazer a segunda coisa que estou acostumado.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Allison Reynolds em Ter Jun 02, 2015 3:06 pm

Spoiler:

Havia algo a fazer? Allison observou em choque quando o corpo de Stewart em chamas se lançou pela janela, enquanto emily apenas chorava. Muita coisa passava pela cabeça da garota, se aquele infeliz tinha sido capaz de se controlar pra poupar Emily, porque não fez o mesmo com Jane. Meio sem jeito Allison consolava a mesma garota que já havia espalhado as fotos de seu site... Se censurava, por que sabia que desejar que Jane estivesse ali, e não Emily, era um pensamento muito escroto. O "xerife" parecia bem consternado com toda aquela situação também.

E eles achavam que tudo estava acabado, quando de repente ouviram um barulho de tiro. Victor entregou uma arma para Allison e instruiu que ficassem ali. Sabe, ela é realmente uma garota teimosa, e por incrível que pareça, tem receio que todo aquele silêncio pudesse ser um mau sinal. Por isso poucos minutos depois descia as escadas silenciosamente, para ver que Victor conversava com uma garota, da qual se lembrava vagamente na faculdade. Havia outro corpo no chão, de um homem mais velho.

Esperando não ser notada, Allison apenas ouviu a conversa onde a jovem explicava o que havia acontecido. Muito do que ela falava soava extremamente absurdo para Allison. Enciclopédia de demônios? Caçadores? Ela só queria uma coisa: ir pra casa.

Claro que quando Victor olhasse para cima veria Allison parada na escada. Quando isso aconteceu a garota não se intimidou, se aproximando dos dois e entregando a arma para Victor. A garota não queria esperar quem quer que fossem os "reforços" que ele falou, não queria mais discutir o assunto. Queria apenas ficar sozinha. E foi por isso que, após entregar a arma ela saiu sem dizer uma palavra da "casa de campo" de Stewart.

Que se danasse a polícia, que estava de noite, que era relativamente longe de sua casa, ela apenas... começou a caminhar.

Allison caminhava pelas ruas desertas com passos rápidos, agora que estava sozinha, podia chorar por Jane? Não só por ela, mas por tudo que havia visto. O frio fazia com que as lágrimas que escorriam pelas bochechas ficassem geladas.

Alguma coisa dentro da jovem havia mudado. Ela que sempre fora tão segura de si e independente, sentia-se com tanto medo. E se tivessem mais coisas daquelas à solta por aí?

Quando finalmente chegou em casa, já não chorava mais. Jogou se na cama em meio ao quarto bagunçado e ficou um bom tempo deitada, sem conseguir dormir. Não sabia o que faria dali por diante, era meio impossível voltar para a faculdade como se nada tivesse acontecido.

Em meio a certeza de que amanhã nada seria como antes, acabou pegando no sono.
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

Mensagem por Admin em Ter Jun 02, 2015 6:55 pm

Ah sim, nada como o final da história...Não chega a ser exatamente relevante o que aconteceu, até mesmo porque na verdade vocês estão muito, mas muito longe do fim de tudo isso...Estamos apenas começando.

Victor, algumas garotas realmente oferecem bem menos problemas que outras. Alisson tinha uma reação mais do que normal. Não era tão interessante assim o quanto ela ouviu, ja que serviu para ela simplesmente querer ir embora com um olhar que você ja viu várias vezes. Era o que queria que Anne pensasse no final das contas e ela simplesmente iria embora sem perguntas. Poderia culpa-la? Você mesmo sabe que essa vida significa e que muitas vezes da um passo atrás é a melhor opção.

Entretanto, realmente existe uma lição a ser aprendida hoje envolvendo força de vontade: Anne não desistia e nada iria tirar aquilo da cabeça dela. Sequer precisava de ajuda, tinha um carro, um mapa e uma chave. Bem...Vocês não precisavam exatamente ir juntos, mas não parece uma boa idéia deixar ela dirigir por alguns dias pela indicação de um velho caçador. Mesmo que quisesse você não deixaria que ela fosse sozinha, então...Bem, é melhor que exista algo de útil la no final das contas.

Não se preocupe vão encontrar algo, ambos vão.

Talvez mais do que queriam...

E enquanto para alguns só havia o desconhecido a frente, Alisson permanecia em seu apartamento. Realmente, a internet tinha relatos de coisas parecidas como aquelas, e dezenas de outras. Era dificil separar a verdade da loucura, especialmente quanto as duas soavam quase da mesma forma. Talvez desligar um pouco o computador parecia uma boa...Finalmente depois dias sem conseguir dormir, muito sorvete e concentrar-se em esquecer o sono parecia vir.

Apenas para segundos depois, ser acordada por batidas na porta. Era insistente, até um ponto que você levantava apenas para acabar com aquilo tudo. Entretanto não via ninguém, mas sim alguma coisa. Quem é que faz entregas a essa hora? Devia se tratar de um engano, era o que qualquer um pensaria antes de ver o seu nome escrito no que deveria ser tinta vermelha em meio ao papel marrom. As cordas levavam segundos para serem rompidas e abrirem o pacote...

Mas seria necessário muito mais que isso até que você finalmente entende-se o que realmente era aquilo.


Longe dali...em meio a lençóis confortáveis, Blair dormia. Toda aquela confusão tinha sido rápida e as compras e Paris pareciam ter deixado o que era mais um pesadelo para trás, ao menos até que esse começasse. Muitas pessoas tem pesadelos Blair, mas você tem sempre o mesmo: As visões são confusas, você não consegue entender: Rápido demais, escuro demais. Aos poucos, mesmo que não queira lembrar, com o passar do tempo as imagens foram criando formas, cores e rostos...

O rosto dela.

A pequena garota chora em meio a uma sala...Dificil dizer naquela escuridão. Ela esta sozinha, e ninguém pode ouvir seus lamentos. Isso não impede as lagrimas de escorrerem pelo frágil rosto escondido em meio aos joelhos. Ela soluça ja bastante cansada, antes que os claros olhos possam ser vistos marejados, antes que a garota de tranças fale com uma voz cansada:

- Me ajude...

A voz ecoa na sua cabeça e você acorda. Mais um pesadelo. Eles não assustam mais, são incomodos mas não causam medo. Você ja consegue ver a luz do sol passando pela janela de sua cobertura. Que dia é hoje? Pouco importa, importa tanto quanto esses sonhos. É o que são...Sonhos com uma garota que não existe, fruto de visões causadas por Stress...Seu pai quer que você veja a especialista e ela vai explicar tudo. O porque da garota de tranças, o porque dos sonhos o porque...

Blair fica parada na cama. Sentada. Interrompendo linhas de pensamento.

Ela abre os sensíveis lábios ao confirmar aquilo que vê e sente. Ela quer gritar mas não consegue. Medo, terror, panico.

Porque por melhor que seja a psicologa Blair...Duvido que ela explique como a fita de cetim do cabelo da garota de seus sonhos, foi parar entre seus dedos.

Continua...
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Re: Prólogo: Estrada para o nada

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